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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aromas de Maresias

texto de: José Maria Sousa Costa



Derrama aos meus ouvidos essa casto exaltação ' mor
E esparrama sobre a minha pele, o cremor descortinado
De uma libido avassaladora, onde não falamos de pudor.
Por que assim é a verve da carne num tremor imaculado.

Corpos expostos sobre corpos a enfeitiçar-se de prazer,
A exaltar-se em cios, e a cantarolar em tênue psicologia
A canção das linhas curvas dos corpos no reluzir do fazer
Acontecer, perfumes de maresia com aromas de biografia.

Na emulação digital da  derme, deslizam dedos agudos
Em busca de ângulos castos deslumbrados por  suspiros
Diversos, que encontram tradução em olhares desnudos

Aromas convulsionados pela pleura alvoraçada empolgada
Com bocas condicionadas em  fronhas que despejam gala
Em noite delirada esparramada  enamorada  e ovacionada