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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Lado Buliçoso da Vida

texto de: Cleilson Fernandes.

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Círculo entre fé e teorias, pesquisas científicas e as experimentações mais idiotas que se pode aplicar no cotidiano; aprofundo-me em especulações filosóficas sistemáticas dos clássicos aos contemporâneos, mas também embebedo-me das maiores asneiras possíveis partilhadas em mesa de boteco; invado a vastidão da minha alma e nos mistérios da espiritualidade, mas algumas vezes perco-me nos prazeres do meu corpo e nas percepções superficiais dos meus sentidos; passo os cinco dias úteis economizando para me proporcionar a satisfação do lazer de um fim de semana, embora também pague algumas das minhas contas em dia e a outras com muitos dias de atraso; tomo remédio para gripe, mas faço aquela aventura louca que mistura frio, cansaço, calor e alergia; tomo atenuantes para o fígado e o estômago e empanturro-me de pimenta e Whisky barato... Enfim, oscilo entre extremos, coisas admiráveis e outras que causam repulsa, na busca frenética por equilíbrio, pelo caminho do meio. Mas, na verdade, minha saga e meus momentos de contemplação são uma busca por mim mesmo nessa selva que é o universo. Alguns chamam isso de felicidade, outros de eternidade. Quanto a mim, apenas me recuso a me resignar diante da vida e de suas múltiplas possibilidades. Eu nem ouso chamar pelo nome o que os outros conceituam e classificam, porque não cairia na ilusão de definições e acabamentos. Sigo em construção ou reforma. E em tudo isso, tenho mais ou menos a ideia de como aspiro ser a obra final, embora com muito entulho e poeira, sem contar com o orçamento estourado, como efeito colateral. Mas, claro no fim de tudo, convidarei os amigos para um churrasco de comemoração, e juntos beberemos alguma coisa que também nos faça sair do sério. Riremos também juntos de tudo isso e quando a festa acabar, despediremo-nos com um abraço e depois choraremos com as lembranças e a falta que isso tudo nos fará um dia. Sou louco? Talvez. Tudo vai depender de quem me interpretar ou julgar. Eu sou apenas eu, ou melhor essa busca, independente de quanto valerá minha obra daqui a cinco séculos e de quantos livros ou nada escreverão sobre mim, além desse parágrafo já longo, mas graças a Deus, ter sido mais ou menos assim, longa e sortida minha experiência errante desde que fui pensado até então. Eu caçador de mim.
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* Cleilson Fernandes, é membro Co-fundador, da Academia  Arariense de Letras Artes e Ciência - ALAC -
E autor do site:   www.cleilsonfernandes.com
crédito de imagem: ideiafixa.