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sábado, 18 de abril de 2015

Diário de um Navegante.

texto de: José Maria Souza Costa.



Um beco, um rego, um lote, o pote
De barro, a toca, e um pedaço de mussum
Assado, cozido, pendurado no bote
Amarrado em postas, com cordas de tucum.

O rio, a trilha, a milha, a baliza,
O farol, o olhar, a mira de pousar
No riso, o til,  a mão que alisa
O cio, esparramando  gotas de gozar.

O galho, o alho, o atalho, o cantar do galo
Na madrugada, empurrando a mala.
No fole, do toque, e o porre que escorre
Depois de mijar, e vaza na  vala.

Um tico, um chico, é um menino que passa
E fica admirado, com a vida de vias rápida.
O assustado, é o metralhado ego da massa
Derramado em poças n' aço da mão larápia.

sábado, 4 de abril de 2015

Meu Enorme Quintal

de: SuzanaCosta.

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Meus poemas perdidos
Estão enterrados em um cemiterinho
Dentro de caixas de fósforos
Junto com terríveis traquinagens
Que eu fazia a meus amigos
Como por exemplo
Jurar com a mão na bíblia
Casar pressionados
Enxotar cavalos para correrem alucinados
E enterrar moedinhas valiosas
Onde ninguém os roubaria...

Só eu!