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sábado, 14 de março de 2015

Paisagem Ocelar

texto de: Ray Sanches



Roupas esperam por ela no tanque,
Crianças choram e pedem comida.
Vai pra cozinha, faz o único peixe,
Que lhe resta adquirido na vizinha.

Cinco crianças  a dá de comer,
Onde anda aquele, a quem elas, chamam de pai ?
Alimenta os filhos, e volta pra a labuta do dia a dia
Limpa, lava e sonha com dias melhores, pra sua vida.

Já é tarde, as crianças,
Acomodadas em redes de punhos quebrados
Dormiram sem o jantar, e ela chora
Cansada tenta dormir, a barriga no fundo
A faz lembrar que ainda não
Comeu nada, levanta,
Punha um pouco de farinha e bebe água.

Volta pra sua rede e mais uma vez
Tenta dormir, ouve um barulho, é
Ele que acaba de chegar, volta a levantar
E o encontra encostado no umbral da porta,
Hálito de álcool
Olhos vermelho, entra cambaleante.
Não diz nada, a arma sua velha rede,

E dorme no mesmo instante.
Ela o olha e pensa...amanhã será um outro dia.
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Ray Sanches - é  Poetisa  de Arari/ma.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Saudade

Crônica Poética de: Ray Sanches Martins.



Saudade... Palavra que só existe no nosso vasto vocabulário. Ela tem o poder de te deixar tristeza, coração apertado, cabeça com pensamentos soltos, alheia aos olhos dos outros, quando na verdade você já tem um foco, é esse foco que faz com que a saudade lhe chegue e desbrave teu coração, tua alma, teu corpo e logicamente, tua vida. Mas... Se você sente saudades, é porque tem alguém. E esse alguém tem que ser especial para merecer tantas aflições, emoções. Quando se está com saudades, sonha-se com improvável, o possível, o impossível, cria-se situações de conto de fadas e reino encantados. Há! Saudade... Tu chega mansa, sem pedir licença e se instala, e lá fica sem dó nem piedade.