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domingo, 25 de janeiro de 2015

Leitura

de: Suzana Costa.

O peso da ancestralidade
Revestido de anéis na carapaça
Rajadas de melanina na expressão sinuosa do
Corpo
Nos lábios o dilema do injustiçado
Enredam um livro jamais escrito
Nos olhos a transcendente fragilidade da
Alma
Sou folha miúda
Sou pele
Sou mensagem se perdendo...

O meu breve sorriso é grito de alegria
Em nome de meus irmãos que morreram sem
Lib
Eer

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Suzana Costa: poetisa da Cidade de Arari/ma.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Monalisa em mim.

texto de: Suzana Costa.


Perto de ti
Saio do vidro em que vivo


Envidraçada
Sem braços te abraço

Pontiagudas
Rizonhas
Doídas
Rizadas

Agulhadas...
Nas mãos dadas!


Ah...
Estou caminhado com pés bicudos!

Ah...
Querendo beijar-te com beijos pontudos!

Essa bobagem
Amar sem coragem.

Não percebes?
Meu coração é um espelho
São milhões de estilhaços refletindo...



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Ato.

Da poetisa: Ray Sanches   



Os raios do sol a desperta-la,
espreguiçar-se, lânguida entre
braços fortes e lençóis de seda.
Luxúria, morangos, vinhos e
fondue de chocolate.
A meia luz da noite anterior.
O recomeçar lascivo, corpos
escorregadios em suor perfumado.
Olhares injetados de desejos, lábios
em murmúrios roucos e o ato em sua
profusão perfeita acontece.
Fecha-se as cortinas, o despertar a
surpreende, registra tudo ao seu redor.
A claridade no quarto, lençóis comum,
o corpo quente e o desejo latente na alma.
Entre risos e a realidade pensa maravilhada,
quão perfeito são os amores em sonhos...