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sábado, 19 de setembro de 2015

O Viver

de: Ruben Raduan Shakur


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Viver por prazer,
 Prazer de viver,
 Vivo dos sonhos que me faz crescer

Pude aprender que errando e perdendo aprendo a viver,
 Vivo como um pássaro,
Solto pelo mundo.

A vida me cansa,
A vida me ganha, de cada batalha vencida,
 Que me ensina ser mais forte a cada dia.
   

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cena da Imaginação

texto de: Ruben  Raduan Shakur.

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Uma noite fria e um café quente
Com um filme romântico, em uma TV 1968
Pensando na moça dos cachos longos.

O dia amanhece, o sol aparece
As nuvens desaparece,o arco íris aparece.
 A  moça aparece, na cafeteria da Rua 147

Dois dias depois se encontramos,
Ela sorriu, eu sorri, ela chamou, eu fui
Um elo se formou no nosso amor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Lado Buliçoso da Vida

texto de: Cleilson Fernandes.

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Círculo entre fé e teorias, pesquisas científicas e as experimentações mais idiotas que se pode aplicar no cotidiano; aprofundo-me em especulações filosóficas sistemáticas dos clássicos aos contemporâneos, mas também embebedo-me das maiores asneiras possíveis partilhadas em mesa de boteco; invado a vastidão da minha alma e nos mistérios da espiritualidade, mas algumas vezes perco-me nos prazeres do meu corpo e nas percepções superficiais dos meus sentidos; passo os cinco dias úteis economizando para me proporcionar a satisfação do lazer de um fim de semana, embora também pague algumas das minhas contas em dia e a outras com muitos dias de atraso; tomo remédio para gripe, mas faço aquela aventura louca que mistura frio, cansaço, calor e alergia; tomo atenuantes para o fígado e o estômago e empanturro-me de pimenta e Whisky barato... Enfim, oscilo entre extremos, coisas admiráveis e outras que causam repulsa, na busca frenética por equilíbrio, pelo caminho do meio. Mas, na verdade, minha saga e meus momentos de contemplação são uma busca por mim mesmo nessa selva que é o universo. Alguns chamam isso de felicidade, outros de eternidade. Quanto a mim, apenas me recuso a me resignar diante da vida e de suas múltiplas possibilidades. Eu nem ouso chamar pelo nome o que os outros conceituam e classificam, porque não cairia na ilusão de definições e acabamentos. Sigo em construção ou reforma. E em tudo isso, tenho mais ou menos a ideia de como aspiro ser a obra final, embora com muito entulho e poeira, sem contar com o orçamento estourado, como efeito colateral. Mas, claro no fim de tudo, convidarei os amigos para um churrasco de comemoração, e juntos beberemos alguma coisa que também nos faça sair do sério. Riremos também juntos de tudo isso e quando a festa acabar, despediremo-nos com um abraço e depois choraremos com as lembranças e a falta que isso tudo nos fará um dia. Sou louco? Talvez. Tudo vai depender de quem me interpretar ou julgar. Eu sou apenas eu, ou melhor essa busca, independente de quanto valerá minha obra daqui a cinco séculos e de quantos livros ou nada escreverão sobre mim, além desse parágrafo já longo, mas graças a Deus, ter sido mais ou menos assim, longa e sortida minha experiência errante desde que fui pensado até então. Eu caçador de mim.
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* Cleilson Fernandes, é membro Co-fundador, da Academia  Arariense de Letras Artes e Ciência - ALAC -
E autor do site:   www.cleilsonfernandes.com
crédito de imagem: ideiafixa.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Presos que Menstruam.

texto de: José Maria Souza Costa.

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Anéis de aço nos punhos, não são prelúdios de vida
E nem o sangue de feridas, esparramados pelo chão.
Entre o cravo e a rosa há de refulgir o punhal da lida
Defluído entre algemados espiar femininos de solidão.

Olhares assassinados que abortam cores horrores suadas.
Meninas que berram torturadas pela alma a envenenar-se
E a regurgitar o gozo em prazeres de infantos menstruadas
E a brigar com o tempo de justiça entre lágrimas espatifadas.

Cárceres de destino rijo, e fetos abandonados entre pernas
De meninas que se faz mulher, a oscular, a liberdade trágica
E hoje marginalizadas abandonadas sem acalantos fraternas.

Olhares espichados desfigurados traídos em trapaças da sorte.
As grades como divisa de vidas, a cinzelar infâncias pontuadas
Quase sempre em amarradas postas torturadas e amordaçadas.


** crédito de imagem  TVRecord

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Criança.

de: Gabriela Devaneios.

Tem criança nessa casa
Tem alegria
Tem fantasia
Tem historinhas
Tem encantos


Paredes pintadas
Brinquedos espalhados
Sapatos trocados
Desenhos colados
Amigos imaginários

Tem criança
Tem alegria
Tem música
Tem cantoria
Tem teatro
Tem ação
E muita imaginação

Tem risadas
E gargalhadas
Tem energia
Que contagia
Tem alegria
Todos os dias.
.......................
Gabriela Devaneios, é autora do blog http://gabrieladevaneios.blogspot.com
Um espaço agradável. Se possível,visitem, enamorem-se e sigam por lá.
Abraços, deste escrevinhador.

domingo, 14 de junho de 2015

Urubus e Beija-flores.

texto de: José Maria Souza Costa.
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De olhar logro, e risos dissimulados
Veste-se a hipocrisia, com um nome
Desfila-se aroma meigos importados
E faz da desfaçatez petiscos da fome.

Brada cânticos, como se amasse a fidelidade
Corteja a luz, como se tivesse inventado as cores
A falsidade é um lenho que perde-se na claridade
Da luz, e não contempla flores como os beija flores.

O Arlequim, é o bandalho de suas colunas
Faz do cinismo, rosas de suas artimanhas
E da inóspita, troféus erguidos em tribunas.

Faz do fingimento orquestras de galanteios
E ri do riso, espalhado no riso da dor alheia
Por que rir, é exibir desplantes, em esteios.









      

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mansinhas e vermelhas.

de: Lucas Montenegro.

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O vento existe dentro dos pingos de chuva?
Ou a chuva devassa o vento e o vento
Se desnuda em brisas mansinhas e vermelhas
Igual menininha que tem a saia explorada pela primeira vez

Pois que coisa...

Se corre verde ou azulado o vento invirginado
Não sei
Mas as menininhas ficam leves feito fumaça de incenso colorido

Porque se tem quem pode falar de expectativa
São menininhas de sainhas puras
Nesse mundo tão cheio de coisas interessantes.

sábado, 23 de maio de 2015

Embarcação

texto de: José Maria Souza Costa.

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Abrem-se as comportas de um mar imenso
E nele derrama-se, os filhos das invasões.
Céus como Pátria de um futuro incerto tenso
Abraçando agonizados elos de perturbações.
Clamai ao vosso Deus, ó infelizes aventureiros
Na tua luta fuga, enamorados por bombardeios.

Clama os mares, engolido por gritos de horrores
E baila a desgraçada sorte, junto a ira da exclusão.
Os mesmos povos, que em risos lhes oferta flores
Bombardeou a tua casa, com a canção da expulsão.
O míssil derretido como bombas em guerra de asilos
São rosas agonizantes em  afogamentos sem avisos.

Águas, desaguadas lágrimas, não só do rosto negro.
De raças tantas, que à deriva agita a barcaça da ilusão.
Boia nas águas o rosto roto exposto do homem íntegro
E decapita-se mãos do herdeiro gema da cor diamante
Uns vão e outros boiam-se nas praias que segue adiante
E os mares bravios continuarão sendo terras de retirantes.

Diamantes de sangue, vala'guda, para o caminho da morte
Em mar e terra, a garganta tem o mesmo sal do amargar.
A quem interessa, uma nau perdida bocejante em alto mar,
Com nacos humanos femininos e crianças à esfarrapar-se ?
As flores perfuradas, ao som de balas em águas de sentinelas
São as mesmas proibidas em perfumar, salas em primaveras.

Brada  a Régia Europeia : - ' Eu não te quero aqui,
Não tens ouro, nem diamantes, nem a mão para servir.
Não tens Letras, e nem Artes, e nem sabes se vestir.
Tens a boca desdentadas, que nos assusta, ao sorrir.
Fazes dos mares tua mágica, por que nunca leste Kafka ?
Tens ainda o que nos dar, essa desgraçada África ? '



sexta-feira, 15 de maio de 2015

Palavras de Poesia.

poema de: Lucas Montenegro.

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Se um amigo pede que escreva sobre amizade
É porque quer lhe testar como poeta, saiba
Porque amizade não se tange bem ao verbo
E não há bom verso cuja grandeza lhe caiba

Como versificar o cotidiano das risadas
E o mútuo aperto de mãos e corações ?
Ninguém conta as lágrimas aparadas
Assim como ninguém de bem mede os verões.

Alegras-me a vista mesmo antes de virar a esquina
E eu sei que me tens como os lábios ao mel
Mas alguma dessas coisas se aproxima da amizade ?
Ou fizeste-me tu um pedido um tanto cruel...

Pois se um amigo pede que escrevas sobre amizade
É um pedido muito interessante, mas veja...
É como começar a quantificar a eternidade
Pois amizade se explica ? Talvez ela só seja...

domingo, 10 de maio de 2015

Um Pedaço do Tempo, Quase Amassado

texto de: José Maria Souza Costa.

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Emprestem-me, um lápis para compor poemas
E enviar, à minha mãe, que dormiu e não  acordou.
Não precisa de rimas e  métricas nos morfemas
Basta ter as melodias, das canções que ela cantou.

Emprestem-me, um pedaço de papel, mesmo amassado
Quero redigir missivas kant, com o desalento do passado.

Emprestem-me, um pedaço do seu tempo e da sua vontade
Eu preciso escrever à minha mãe e recordar a sua bondade:
Sempre a  protetora deslumbrante, protegia-me, desenvolta
E sinto uma ausência eterna dessas que não tem mais volta.

Eu preciso encontrar a minha mãe: não sei se dormiu ou viajou
Trago no rosto marcas de um tempo, de uma alma, que chorou.

Emprestem-me, nacos do seu olhar, ainda que seja o derradeiro
Pra clarear minhas pegadas derramadas por trilhas aventureiras
Sou saudade por inteiro de mamãe, mesmo postado ao Madeiro
Contemplo um Cristo engembrado, que por nós, morreu primeiro

A distância, a viagem sem volta, a lágrima derramada, a ida
A palavra desprovida: perdi  minha mãe, abriu-se uma ferida.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

A Travessia.

texto de: José Maria Souza Costa.

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Corpos despejados e afogados no Mediterrâneo
Na travessia torturante, em naus de aventureiros.
Clama a África e Mohammed, e tais conterrâneo
Abraçam-se, como outrora, nos navios negreiros.

Barcaças de madeiras apodrecidas, única esperança
De um novo raiar de luz, em terras do velho continente.
Engolidos por mares em agonia, morrem na lambança
E são arrevesados em praias desertas, drasticamente.

Crianças tangidas pela fome, e adultos na guerra bruta,
Tem no contrabandista, a certeza, de seguras  travessia.
Não tem outra alternativa, nem pista, abraçando sua luta
E resmungam esmagados nos translados  da hipocrisia.

Geme as águas e os corpos, descartados no transporte
De pessoas, deslizando em correnteza do mar sem fim.
Choram almas atracadas nos porões da pena de morte,
E o mar, derrete sonhos alimentados por coiotes, assim !

sábado, 18 de abril de 2015

Diário de um Navegante.

texto de: José Maria Souza Costa.



Um beco, um rego, um lote, o pote
De barro, a toca, e um pedaço de mussum
Assado, cozido, pendurado no bote
Amarrado em postas, com cordas de tucum.

O rio, a trilha, a milha, a baliza,
O farol, o olhar, a mira de pousar
No riso, o til,  a mão que alisa
O cio, esparramando  gotas de gozar.

O galho, o alho, o atalho, o cantar do galo
Na madrugada, empurrando a mala.
No fole, do toque, e o porre que escorre
Depois de mijar, e vaza na  vala.

Um tico, um chico, é um menino que passa
E fica admirado, com a vida de vias rápida.
O assustado, é o metralhado ego da massa
Derramado em poças n' aço da mão larápia.

sábado, 4 de abril de 2015

Meu Enorme Quintal

de: SuzanaCosta.

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Meus poemas perdidos
Estão enterrados em um cemiterinho
Dentro de caixas de fósforos
Junto com terríveis traquinagens
Que eu fazia a meus amigos
Como por exemplo
Jurar com a mão na bíblia
Casar pressionados
Enxotar cavalos para correrem alucinados
E enterrar moedinhas valiosas
Onde ninguém os roubaria...

Só eu!


sábado, 14 de março de 2015

Paisagem Ocelar

texto de: Ray Sanches



Roupas esperam por ela no tanque,
Crianças choram e pedem comida.
Vai pra cozinha, faz o único peixe,
Que lhe resta adquirido na vizinha.

Cinco crianças  a dá de comer,
Onde anda aquele, a quem elas, chamam de pai ?
Alimenta os filhos, e volta pra a labuta do dia a dia
Limpa, lava e sonha com dias melhores, pra sua vida.

Já é tarde, as crianças,
Acomodadas em redes de punhos quebrados
Dormiram sem o jantar, e ela chora
Cansada tenta dormir, a barriga no fundo
A faz lembrar que ainda não
Comeu nada, levanta,
Punha um pouco de farinha e bebe água.

Volta pra sua rede e mais uma vez
Tenta dormir, ouve um barulho, é
Ele que acaba de chegar, volta a levantar
E o encontra encostado no umbral da porta,
Hálito de álcool
Olhos vermelho, entra cambaleante.
Não diz nada, a arma sua velha rede,

E dorme no mesmo instante.
Ela o olha e pensa...amanhã será um outro dia.
.................................................................................
Ray Sanches - é  Poetisa  de Arari/ma.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Saudade

Crônica Poética de: Ray Sanches Martins.



Saudade... Palavra que só existe no nosso vasto vocabulário. Ela tem o poder de te deixar tristeza, coração apertado, cabeça com pensamentos soltos, alheia aos olhos dos outros, quando na verdade você já tem um foco, é esse foco que faz com que a saudade lhe chegue e desbrave teu coração, tua alma, teu corpo e logicamente, tua vida. Mas... Se você sente saudades, é porque tem alguém. E esse alguém tem que ser especial para merecer tantas aflições, emoções. Quando se está com saudades, sonha-se com improvável, o possível, o impossível, cria-se situações de conto de fadas e reino encantados. Há! Saudade... Tu chega mansa, sem pedir licença e se instala, e lá fica sem dó nem piedade.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Roubando um Beijo

De: Suzana Costa.

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Tens olhos montanhosos
Distantes a todo custo
Como anjos decaídos
Prestes a escurecer de vez

As nuvens sou eu
Apaixonada
Abandona o sol
Fecha os olhos e sonha...

Fica azul escuro
Com gotinhas cristalinas por cem anos!



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Poema - Casa.

de: Samara Volpony.




"deixa-me aqui, amor
no cômodo elevado dos amantes
nos lençóis das nossas noites sem apelos
nestas ternuras que fogem para outros zelos.

deixa-me bem aqui
nesta tua imensa sala de estar só
na cama de escolhidos em que me deito
no espelho dos nossos defeitos
nesta memória reduzida a pó.

deixa-me aqui
no retrato mofando no teu quarto
nesta casa
nos nossos lençóis
neste cheiro do que fomos nós.

deixa o meu amor aqui
nesta varanda embalando eternidades
nesta cadeira da lembrança em que me sento
nas paredes tão tranquilas de outro tempo "





domingo, 25 de janeiro de 2015

Leitura

de: Suzana Costa.

O peso da ancestralidade
Revestido de anéis na carapaça
Rajadas de melanina na expressão sinuosa do
Corpo
Nos lábios o dilema do injustiçado
Enredam um livro jamais escrito
Nos olhos a transcendente fragilidade da
Alma
Sou folha miúda
Sou pele
Sou mensagem se perdendo...

O meu breve sorriso é grito de alegria
Em nome de meus irmãos que morreram sem
Lib
Eer

.....................................................................................
Suzana Costa: poetisa da Cidade de Arari/ma.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Monalisa em mim.

texto de: Suzana Costa.


Perto de ti
Saio do vidro em que vivo


Envidraçada
Sem braços te abraço

Pontiagudas
Rizonhas
Doídas
Rizadas

Agulhadas...
Nas mãos dadas!


Ah...
Estou caminhado com pés bicudos!

Ah...
Querendo beijar-te com beijos pontudos!

Essa bobagem
Amar sem coragem.

Não percebes?
Meu coração é um espelho
São milhões de estilhaços refletindo...



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Ato.

Da poetisa: Ray Sanches   



Os raios do sol a desperta-la,
espreguiçar-se, lânguida entre
braços fortes e lençóis de seda.
Luxúria, morangos, vinhos e
fondue de chocolate.
A meia luz da noite anterior.
O recomeçar lascivo, corpos
escorregadios em suor perfumado.
Olhares injetados de desejos, lábios
em murmúrios roucos e o ato em sua
profusão perfeita acontece.
Fecha-se as cortinas, o despertar a
surpreende, registra tudo ao seu redor.
A claridade no quarto, lençóis comum,
o corpo quente e o desejo latente na alma.
Entre risos e a realidade pensa maravilhada,
quão perfeito são os amores em sonhos...