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sábado, 13 de dezembro de 2014

O Céu da Rua da Bêra.

de: José Maria Souza Costa.



O céu da rua da bêra, desce a ladeira
E beija o rio Mearim, à luz de lamparina.
Deita chão adentro a nuvem derradeira
Transformando tudo em água cristalina.

No céu da rua da bêra, risca-se constelações
Cruzeiro do Sul, Ursa Maior e as Três Marias
Desfilam alinhadas reluzentes entre as visões
Esparramando luzes e risos com monografias

No céu da rua da bêra, o perfume de roseira
Enamora cor sobre cor, em bicos de beija flor.
Desce a ladeira derradeira, rumo à ribanceira
Ciliares, com eternas canções de um protetor.

O céu da rua da bêra, desce a ladeira só,
E contempla Tó, abre asas nos Voadores
E saúda o Batalha, que primeiro te cantou.
E explode no Pátio, em dribles de quem jogou.
      

domingo, 7 de dezembro de 2014

Canoeiro

de: José Maria Souza Costa.




O Canoeiro singra o rio, com a sua canoa
Em águas escuras, o som do remo remador
De um lado as barrancas ciliares numa boa
Deblando socorro, ante o tio vil do agressor.

O Canoeiro singra o rio, com a sua canoa
E aflige-se,  com as cores do mercúrio.
Derrama olhar de solidão, e quase à toa
Chora solitário, em silêncio de murmúrio.

Aningais e ingaizeiras, agonizando ante facão
Peixes mortos expostos abraçados à poluição.
Gargalhadas , por um progresso de destruição
E o Canoeiro singra rio, em mar de compaixão.

Barrancas desvirginadas, pelo talho do aço frio,
Espalhados em saudades  frutos das beira rios,
Sombreiros de pé de ingá na imagem desse trio
Homem, remo e canoa, cantam os teus desafios.