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sábado, 21 de junho de 2014

Margem de Versos.


texto de: José Maria Souza Costa.



Chega-me, com as dores em emboscada, pelo corpo, cansaço.
As pernas, já não escoltam-me, ao circo da aproximação, tolice.
Assim o tempo omite, tudo arvora da minha companhia, inchaço
De pernas e olhares paralisante, herdeiros que choram à velhice.

Amiga, companheira d' eterna em rastro, margem de versos, que fala,
Cabelos ao vento, como se a canção fosse de espera, é de abandono
A ciranda de olhares e cochichos, escorada no deslumbro da bengala,
Que hoje abraça-me em apoio, quando arrasto-me, em busca do sono.

Um banquinho, para relaxar, das rugas que a vida, expôs ao meu rosto.
Nas lembranças do meu ontem, a paciência de poder chegar, em sigilo
Até aqui, e fugir das garras ferinas torturantes, de um doce e neo asilo.

Olhar cansado, membros atrofiados, trabalhos pesados, e o desamparo.
A pele negra, a noite infinda, gemidos, necessidades, tudo à contramão.
Sombras e velhice, a mesmice, o chão desfeito, medo de morrer em vão.

sábado, 14 de junho de 2014

Treita


texto de: José Maria Souza Costa.




Não tenho nada, além do sol, e reminiscências
Já nem sei, se o pensamento, é um ente livre,
E nem imagino noites como elo para diversões.

As digitais da fímbria, não escorregam, seguram
Emoções em rostos, para alguns, é convergente.
Nas janelas, das idas e vindas, doutrinas flutuam.

O sabor do riso, nem sempre é a gargalhada apaixonada,
Por que esse passa, e outras vezes, perde-se na vaidade
Dos que imaginam ser o tempo, uma trilha desconectada.

Não tenho nada, além de um pensamento livre.
Ontem eu tinha o sol, e uma janela com emoções,
Hoje eu tenho a janela, o sol, e um pensamento livre.
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sábado, 7 de junho de 2014

Quão, somos Quão.

texto de: José Maria Souza Costa.

Máquinas voadoras, motos, seja lá, o que for, são armas no transito. Quer seja na mega metrópole, quer seja, na mais simples cidade do interior. E nestas, a febre, são as motocicletas. Possuí-las, induz-lhes, um sentimento de posse, de poder, e, de diferenciado. Tudo bobagem. Em algumas cidades interioranas, deste meu Brasil brasileiro, não roga-se, pela habilitação, como exige, o Código Nacional de Transito. E, nem pune-se,  o transgressor. Nestes confins do meu " deus", o que prevalece é a violação, do Direito. E o que percebe-se, são meninos e meninas, transformando as ruas, em pistas de disputas, sob  aplausos, e a glória da omissão, de quem, a Lei exige, o que, faça-se, Cumprir.  E assim, ele assassina o vizinho, e nós, apenas lamentamos.  Busca, os nossos amigos, e nós, de plantão, culpamos o destino. E de repente, esse mesmo transito, busca, um dos nossos entes querido, aí choramos e nos mal dizemos, por que a sorte não beijou a nossa responsabilidade, e esquecemos, que nas paralelas das tragédias, expõe-se o espelho da desgraça, que teimamos, em não querermos enxergarmos.
Quantos conhecidos, amigo escolar, de formação juvenil, você conhece, que o transito assassinou, com: 15, 17, 21 ou 22 anos de idade ?
Creio, que não basta, creditar somente a triste estatística, ao trânsito. Mas, nos educarmos, para com o trânsito. Por que, trânsito, também significa a circulação de pessoas, e não tão somente, de carros, motos, e afim. Entendo, que deveria ser matéria curricular, nas escolas, como comportar-se, no ou, em trânsito.
Um corpo esparramado na pista, o olhar solitário, e a lágrima, borrando o rosto, por que ela estará sempre, à procura de lamentos. A morte.
Ceifa-se, a vida juvenil, no trânsito, por que, em uma esquina qualquer do tempo, a lição vaza pelas janelas do, " isso não vai acontecer comigo", portanto, acelera-se, mais e mais, ainda que encharcado de álcool, drogas, entorpecentes diversos, e pedrinhas de bolinar.

domingo, 1 de junho de 2014

Infinito.

texto de :  José Maria Souza Costa.



O que é a vida, senão, um perspectivar, no amanhã
E um ensaiar constante, à refugar-se dos dilemas ?.
Fingir, que as notas órfãs, serão inúteis rimas vã
Que pousa, por vias de incertezas, sem emblemas.

O que é a vida, senão o mapear de sonhos, sem tutela
Da saudade, escorados nas recordações da infância ?
Quase sempre, aromatizadas, e em cores cravo canela
Escrutinada nas praias, com sol e mar, e em relevância.

O que é a vida, além do olhar derramado na janela do tempo
Em impetração de fé e  meditações, dobrando os joelhos teus
Em rogo de paz, de luz, e seguimento cancionado entretempo
Para encontrar-se, consigo, edificando o pensamento a Deus?

O enlevo do olhar, o riso, a dança, as simpatias endossados,
Tudo dulcifica a vida, a escrita, a arte, a facilidade de refletir.
Na  Vida, são os passos marcados dos nossos antepassados
Que nos convidam, a seguir em frente, há tempo de discernir.