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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Castração Química.

Texto de: José Maria Souza Costa.



Verborragias, às margens das alamedas do urbanismo, quase sempre, uma solução, contra o crime, de violência sexual infanto juvenil. No mundo. E cá, no Brasil, vez e outra, a temática vem à baila. E bailante, serpenteia, dependente da onda ou corrente política, que entenda, obter louros, mesmo com argumentações excêntricas. Nas ultimas semanas, a expressão do modismo é a " Castração Química ", de pedófilos, e outros, que têm por passatempo, xumbregar, os infantes.
Pergunta-se: Mas, para qual seguimento social, está sendo dirigido a temática ?
À  ralé ? Ou só, para a ralé ?  Ou para todos, independente, do "cêpê-éfi" ?
Qualquer pessoa, no Brasil, sabe, da promiscuidade, dos abusos sexuais, contra menores, nas salas vips, das  modernas e ricas instituições, onde saracoteia, das cafetinas, à desfaçatez, do poder publico.
Pergunta-se, outra vez: E os prefeitos, que alugam meninas, "di-menores", também submeter-se-ão, à  Castração Química ? E os filhos dos: juízes, promotores estaduais, federais, desembargadores, políticos e afim, também submeter-se-ão, à Castração Química ? Não esqueça nunca, a vítima, quase sempre, é, e só é,  oriunda da patuleia. E a grita na TV, é válida. Mas, na maioria das vezes, não vai além dos quinze minutos, de exposição. Castração Química ? Sim. Mas, a malha da sinceridade precisa abranger à todos, inclusive os congressistas, que emoldurados em seus castelos de zombeteiros, chegam apenas, e tão somente, à janela do riso.

sábado, 24 de maio de 2014

Transversais Dos Ranchos.

Texto de: José Maria Souza Costa.



É um longadouro, um viaduto, as curvas sombria de uma bela rua,
É o olhar perdido em sonho co' a moradia, é a morte, sorte chinfrim.
É a promessa do lar, desvirginado na lágrima, não mais virgem nua,
É a via sem luzes, de curvas sombrias, que servem de leito pra mim.

É o tempo, às vezes como um vento passante, que nos obriga a brandir.
É o corpo, em vestes rasgadas, maltrapilho e suado, induzindo a mentir
É a alma cansada, metralhada pelo olhar, petrificado, informado, a fingir
É luta diária, do homem de rua, que pede, que mente, que tosse, a pedir.

Aonde estão, os azulejos dos sonhos, que puseram, na minha alma sonhada ?
Por que não pintaram em paisagens, os campos floridos, da  minha morada?
Para quê, devolver-me, as sinfonias da infância, regidas co'a batuta do tempo,
Onde só encontra-se, os estribilhos das canções do vento, como passatempo ?

Todos os reis: de paus, de ouro, de espada, lançam-se à partir da força bruta.
Regalos castelos, e degustam rainhas, em birras de sangue esporrento, e fim.
A minha casa é um sol, em buracos de céus adormecidos, ao  sabor da cicuta,
Acende-se as velas, e roga-se no botequim, o leito do viaduto é o meu camarim.










quarta-feira, 21 de maio de 2014

Medo

Texto de: José Maria Souza Costa.

O medo, são varizes de alienamentos, expostos em fracassos,
Que relutam não seguir adiante, e fogem muito antes d' apesar.
Com métricas quebradas, que desvirginando rimas e compassos,
Fogem rodopiando névoas de ensejo, à contemplar o agrimensar.


O medo, é uma lâmina feral na alma, afligir, sem saber aonde ir.
Ansiedades em desvios, que não luta, em transversais de busca.
São duas linhas, entre o esconderijo e o fingir, que estar por vir
Na luta brusca, como se fosse uma brussa,à enfeitar o que busca.


O medo, é a tradução do pávulo, em paralelas cercanias do que sonhas.
É o tempo perdido estacionado na memória das trilhas novas sem voltas.
É um enigma humano a desflora-se em tempo desejado sem reviravoltas.


O medo, é uma linha tênue, entre o olhar e o bisbilhotar, da consemelhança.
O medo,  quase sempre é, um sentimento de fuga, em retículos esconderijos
Ou um rapapé, enrolando coragem em gritas, sem abordagem de esperança.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Cravos, Que Silenciam.


Texto de: José Maria Souza Costa.



E eles avançam à passos largos, pés descalços, frieza apátridas
E quebram vidraças, rabiscam autos, impendente em seus faróis.
Sorvem colas, exalam cocas, fingindo esmolas em mãos rápidas
E tecem os arpões escorregadios, dissimulados entre os lençóis.

Sexo, amor com o mesmo igual, e a vida resfolegante como o rio.
Dedos ágeis, em descompassado com o substantivo adversidade,
Tendo como recompensa, o corpo estendido, beijado pelo aço frio
E prazeres abraçado às gargalhadas prazerosas da promiscuidade.

Meninos de becos, de sanjas, nascentes do parto da impunidade.
Passistas das ruas, lágrimas de um sol, escondido entre as falas
Que rabiscam cobiças de tantos, e te saúdam com amargas balas.

Estilhas de virgens, postados em trilhas-mora, de solidão ou consorte.
No campo santo, o menino estendido à espera do coração de luto forte,
Para colher gemidos venturos de passaportes, paridos na vala da morte.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

O Ventre.

Texto de: José Maria Souza Costa.


Minha mãe, vida dos meus sentimentos, no refletir dos meus dias.
Égide do meu olhar aconchegado, sentinela das eternas guaridas
Para os meus passos derramados na direção da minha estrela guia.
Aqui, esparramadas bandeiras desamparadas, náufragas em feridas.

Minha mãe, constelação maior do meu céu, mitigando prantos e divação.
Acorda-te,  e vem embalar-me nos teus braços, eu creio na ressurreição.
Suspiros, abraços nós, orações, nada sacia o espaço vago nos corações
Dos meus irmãos, por que, o tempo é uma pária, rogado em contradições.

Minha mãe, perfume das minhas cores, aqui tempo doloroso, quase sem fim,
Sem escutar tua voz, vê a tua dança, e cantarolar canções de amor pra mim.
Hoje, o lazer é caminhar pela Rua da Saudade, em busca de noticias vossas.
A lágrima exsudada não volta mais, qual  o conforto para as almas nossas ?

Conselheira assertiva, lençóis dos meus contentamentos, eu te contemplo
Sempre e eternamente estarás, alinhada com as linhas, deste meu futuro.
A feita que faz a hora, redesenha os meus sentidos, a vida é sempre templo
De memorandos, à expor para a minha alma, o condão do teu coração puro.


sábado, 3 de maio de 2014

Perfumes de Maio.

Texto de: José Maria Souza Costa.




Eu te amo tanto, amor da minha vida, fonte da minha empolgação
Espaço dos meus desejos, e contemplação do meu pensamento.
O deleite começa agora, e o que resta, é deslizar em pró de mão
Em busca da amabilidade, com a flexibilidade do meu sentimento.

Eu te amo tanto, e os meus braços, abrem-se, em rota de reconciliação.
As mágoas, jamais serão, caminhos perenes, por que mata em silêncio,
E ressuscita tristeza, defloradora da noite, e assassina da emancipação.
Na dança, meus passos se embriagam com os teus, sob olhar clemencio

Amor da minha vida, e templo do meu prazer  em mares de cios e zelos.
Os sonhos meus, são todos meus, em roteiros que fogem em tua direção,
Esparramados, ainda que por chão  quimera, navegarão por mil desejos.

Um abraço, o cheiro e mais um outro abraço, é o que resta-nos, enquanto
Eu te arco abraçado, exploro o teu meato em busca da progressão férmio.
O espasmo do coito, derram'entre o ventre, e o manuche d' um tempo fertil.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Vórtices.

Autor:  Adenildo Bezerra.



Tudo gira ao meu redor, em vórtices incessantes.
Movimentos constantes,
que me levam de um lugar a outro
pela força do meu pensamento.
Tudo são fenômenos inexplicados,
enigmas, que desafiam-me a todo instante.
O desafio é a força motriz da minha vivência.
O fracasso leva-me à experiência,
é o catalisador do meu sucesso.
As voltas do meu mundo,
são caminhos longos e árduos,
que transformam-me em um ser indelével,
guiado pela razão!


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Adenildo Bezerra, é autor do site: