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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cartas de Amor II.

de: José Maria Souza Costa.



Amor de corações, beijos, alegrias em desalinhos de paixões,
Sonhos de eternidades, que entrelaçam com vozes de aliança,
O cancionismo harmonizados em trajes arranjados de emoções,
No vai e vem d'um bater coxas, com as sutilezas da esperança.

As minhas cartas de amor, para vós, são espirais de contentamentos,
Esparramadas sobre as sombras do teu olhar que valsante faz vazar
As linhas dos medos, e agrega sentidos de ansiedade quase lentos,
Com  misturas de temas entre frases contempladas em alinhamentos.

As cartas de amor, as minhas cartas de amor, são quase vozes mudas
Plagiadas, que arremesso-te elevadas a céus, em correios de coribante.
Para que nelas, sejam desenhadas todas as letras escritas e desnudas
Arrumadas nos arranjos dos velhos textos de amor, em ritmo alucinante.
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

A Cidade da Rua da Beira.

de: José Maria Souza Costa.


Por entre becos e vielas, contempla-se um sol diferente
Que segue, entre os passos apressados de incertezas,
Na direção dos sonhos amontoados, e com tanta gente
Surfando risos e tenra amizade, em rios de correntezas.

Cochichos ao pé do ouvido, à sombra da amendoeira,
Portal de entrada na cidade, e vigilante à noite inteira.
Guarda segredo de meninas em cios e namoradeiras,
E abre-se em braços, ante um Mearim de correnteza.

Na Cidade da Rua da Beira tem: as cores do eterno sonho,
A esperança do amanhã feliz, os acordes do que compõe
A lira da canção dos tempos, com os arranjos dos colibris.

Na Cidade da Rua da Beira tem: os barrancos da beira do rio,
Os mananciais, os becos estreitos, sem os ladrilhos derradeiros.
Tem o amor maior deste poeta, fotografado expõe aos forasteiros.

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Círculo Cromático.

Texto de: Cleilson Fernandes

Com a leveza de rosas brancas e castas
e a liberdade de fartas e coloridas borboletas
esperançoso, distraio-me, decoro e perfumo
os meus poucos e longos dias tristes.
Com a lua, pura e prateada, de encanto,
e o céu salpicado de estrelas claras e belas,
entretenho-me, ainda que a tudo supondo,
quando a luz não invade a noite escura.
Resisto, imaginando cores e buscando calor
até que, de novo, nasça o sol e surja o arco-íris.

Sigo em frente, para fora de mim, transbordo-me
sem que o universo pague por meus infortúnios
nem esqueça eu a beleza e a essência do existir,
que alcançam muito além de minhas desventuras,
dos sentimentos pobres e das contingências más
que circundam minha alma de aprendiz errante
e ofuscam as manhãs e tardes quentes de abril,
com ares das rompantes e breves chuvas de maio
e promessas de um mágico e contente junho bom
em que, como as rosas e as borboletas, eu viva

E deixando tudo o que se constitui escuro e frio,
caloroso, eu passeie por um círculo de cores.
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terça-feira, 15 de abril de 2014

Inesperado.

Texto de: Cleilson Fernandes.



Angelical e tentador, aparece como do nada, 
em meio a algo banal do ritual cotidiano 
e chama sorrateiramente minha atenção, 
fazendo pose a multiplicar seus apanágios. 
Com um sorriso de derreter o polo norte, 
mexe vorazmente com minhas doces ideias 
e sai com ar de quem deixou um pouco se si, 
naquele profético e inebriante instante. 
Rouba minha quietude e altera minha rota, 
ao assumir o intento de mover céus e terra 
para garimpar sua vida e desvendar-lhe; 
Persistente, não sai da minha memória, 
fertiliza minhas fantasias mais irreprimíveis, 
tenta-me a supor seu futuro a meu favor, 
cravando-se solidamente em meu pensamento 
e penetrando vorazmente meus sonhos bons. 
De repente, torna meu existir uma obra surreal, 
abundante, fortalece as cores do meu arco-íris, 
iluminando-me, salpica de estrelas o meu céu. 
Resoluto e não mais como até pouco antes, 
sigo em frente e lanço-me à ventura do porvir.
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Nota:
A Foto, é do autor do poema.
Cleilson Fernandes : Intelectual Maranhense ( Arari ). Membro Fundador da Academia de Letras Artes e Ciências da Cidade de Arari. Educador. Poeta. Escritor.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Além...

Texto de: Josué Antonio da Silva Neto.



Quem sou eu além de mim mesmo?
Suspeito de meus anseios,
De minhas qualidades,
Quanto vale uma mentira desprovida de proteção?
... Quem és tu além do que vejo e conheço?
Uma camuflagem de amizade e bondade,
Confiança e honestidade,
Não. Quem sabe sejas uma fajuta hipocrisia,
Quem sou eu além de um breve sorriso?
Um furacão compenetrado em meu desconhecido entender,
Uma aflição brigando com o silêncio em segredo,
Quem sou eu tão longe de meus pensamentos?
Um peregrino perdido em seu tempo,
Momentânea reflexão de quem vive,
Distorção do meu eu egocêntrico,
Quem sou eu não muito longe de minha realidade?
Um gladiador que vive cada medo ao seu tempo,
E em segredo,
Uma ilusão cotidiana de conquistas e derrotas,
Mentiras e verdades,
Enfim,
QUEM SOU EU?
QUEM ÉS TU?
Imprima-se.
Porque são muitas as respostas concretas,
E mais ainda, as imprevisíveis.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

O Observador.

Texto de: Suzana Costa.



Um agora faminto.
Passos crespos nas folhagens do mato.
Vento bravo sacudindo mangueiras.
Voos rasantes de urubus rapinas.
Criaturas impacientes.
Devorando frutas que não estão prontas.

Rastros.
Pegadas.
Odores.
Cores.
Sede.

Um coração sedento.
Passeio suave nas lembranças antigas.
Brisas leve envolvendo os sonhos.
Flutuar por cima das feridas da alma.
Criação cheia de anseio.
Discernindo palavras que não estão maduras.

Rastros.
Rindo.
Indo.
Vindo.
Sendo.