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sexta-feira, 28 de março de 2014

As Calotas Polares.

Texto de: Suzana Costa.



As favas com as calotas polares
Se estiverem extintas...
Aos feijões,
Ao final das contas
Se conta nos dedos quem gosta de fava!

As mudas de soja transgênicas,
Que ninguém sabe ao certo se já consome bastante.
Aos alimentos sintéticos,
A comida de astronauta... a qualquer lugar.
Menos aqui!

As calotas polares!
As calotas polares!

Tantas exclamações...
Que derretam!
Que desapareçam!
Não estou nem aí.

As favas com esse papo de deixar de herança
um mundinho pobre
desmatado...
Sem água!
Sem bicho!
Um mundinho nu!
Um mundinho sofrido...

As belas imponentes
importantes
sofisticadas
magníficas
magnânimas
maravilhosas
calotas polares vão derreter?sistema de chat

sábado, 22 de março de 2014

Proposta.

Texto de: Cleilson Fernandes.



Proponho-me ao amor como guarida
Sem esperar do mundo o abraço
Simplesmente almejo ser a taça
Para seu doce e inebriante vinho
Não sem antes aspirar ser a boca
Para seu ardente e mágico beijo
Ou a rosa escarlate, nua e bela
Aos seus pungentes espinhos
Se bom ou ruim, não sei ao certo
Pássaro ou cobra, dou-me decerto
Ao seu cálido e prazeroso ninho
Sonho, acima e a despeito de tudo
Se ausente, ser seu próprio desejo
Feliz, plantar saudade, colher poesia
E jamais perder-te pelo caminho
.
...........................................................



sábado, 15 de março de 2014

Letras e Diversidades.

Texto de: José Maria Souza Costa.



Ontem, foi o dia, do meu aniversário. Nenhuma mensagem, vos dou.
Ninguém, telefonou-me.Todos os sentidos, há em seminários. E os motivos, alegres, enamoram os tele-diários. Ontem, foi o dia, do meu aniversário.
Corri para o espelho, olhei-me. Murmurei, no olhar de pedinte, e deslizei outra vez, o olhar vazio, na direção do medo. Tive vontade de guardá-lo no armário.
Ontem, foi o dia, do meu aniversário.
Sentei-me. Calei-me. Tateei, entre pensamentos de esperança.
Viajei na memória da lembrança, e abracei, a dinâmica do intermediário.
Ontem, foi o dia, do meu aniversário.
Não !  Ninguém esqueceu. Mas também, ninguém lembrou. Entre as linhas do meu diário, e as paralelas de um visionário. Ontem, foi o dia do meu aniversário.
Ontem, foi o dia do meu aniversário. Não houve velas. Nem flechas. Nem canção, dançando nas telas. Acordei. Despertei, com o ladrar dos cães. Lembrei-me dela. Em estação das cores, da minha Mãe. À minha porta, nenhum cenário. Nem o chilrear dos canários. Eles adivinharam. Ontem, foi o dia, do meu aniversário.
No passaredo do imaginário. E nos arranjos da canção dos ventos, a orquestra rege um tempo, que avança, com as diversidades. Ontem, foi o dia, do meu aniversário.
Lágrimas, por que teima em vazar tanto,
Se no leito, da minha alegria, resta você.
Emoldurada no brilhar dos acontecimentos,
Eis um mar, a debruçar-se, em movimentos.

terça-feira, 11 de março de 2014

Retrato Anônimo.

Texto de: Samara Volpony.




De quem é este rosto no retrato ?
Estes olhos que nos olham tão saudosos ?
Estes lábios como os de quem mastiga o grito ?
Esta lembrança que retorna e que estanca ?

De quem é este rosto no retrato ?
Que sobre o cômodo empoeirado suspira
E miudamente range
E miudamente chora
O destino consumado ?
Pergunto eu:
De quem é este rosto de madura senhora que nos visita ?
Que cisma em permanecer no espelho, no retrato, na casa e na memória ?
Juro ao tempo e à toda gente:
- jamais vi tão bela senhora !


sábado, 8 de março de 2014

08 de Março de 1857.

Hoje, comemora-se, o Dia Internacional da Mulher.
Mas, não esqueçamos, que tudo começou em 1857, quando operárias de uma fábrica, em Nova Iorque - USA, reivindicavam Direitos Sociais.




Mulher ! Mulher.
Na escola em que  você foi ensinada.
Jamais tirei um dez.
Sou forte, mas não chego aos seus pés...
( texto letra da música do Erasmo Carlos )