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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sem Mais.

Texto de: Lisiane Pestana.




Aqui desfaço nossos laços
desato os nós
e o que mais possa existir ...
quem sabe um dia
em umas das voltas que mundo dá
a gente se encontre
Sem mais....
Certeza?!
Que meu coração chora,
quebrado, partido
assim volto a ser o que sempre fui...
Estranha...
Deixo as amarras
e meus sentimentos...
Partidas, despidas
despedidas, palavras....
Emoções? deixo-as aqui
Sem mais, despeço-me de ti, de "nós"
.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Balada para Venezuela

Texto de: José María Souza Costa.
           




Deshacerse las flores y silenciase el jardín de los sueños.

El que tenemos, más alla del alma, senão el grito de libertad ?
És la voz muda de sótanos, que aterrorizada grita, agítes,
Y el olor de gas desfallecente, arde contra la igualdad .

La v
oz de las calles, supliciada en la orquesta por las bayonetas,
Desparramado en la sangre, dibujo las dolores en acuarela.
Cuerpos mutilados, entre sonrisas del opresor y del bolígrafo
En un lesa crímenes de la Patria parias, en mi Venezuela.

Quién nos librará de este delincuente, senão unidos, el pueblo
E
n interminables marchas, hacia el Solo, con esperanza,
Para cantar la Letra Libre en los versos finos, a escribir de nuevo.

Fraternizado en nuestras estirpe, mover todo para salvar la Vida.
Agregados la tregua y sin fusil , clama al cielo azul índigo,
Por un arte lleno de filosofía, para rescatar,  la Patria Madre suave.



Balada para   Venezuela.


Esfacela-se as flores e silencia-se o jardim dos sonhos.
O que temos além da alma, senão o grito de liberdade ?
É a voz muda dos porões, que aterrorizada grita, agita,
E o aroma do gás desfalecente arde contra a igualdade.

A voz das ruas, supliciada em orquestra pelas baionetas,
Esparramada em sangue, desenha as dores em aquarela.
Corpos mutilados, entre risos do opressor e das canetas
Em um lesa crimes de Pátria párias, na minha Venezuela.

Quem nos libertará desse transgressor, senão unido, o povo
Em marchas infindas, na direção do Solo, com a esperança,
De cantar a Carta Livre, em versos tênue, a escrever de novo.

Irmanados em nossas raças, avançamos todos a salvar a Vida.
Agregados à trégua sem fuzil, clamaremos aos céus de azul anil,
Por uma arte plena de filosofia, para resgatar, a Pátria Mãe gentil.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Discurso.

Texto de: Suzana Costa.

 
Um velho decrépito, encurvado, desfalecido.

Como fumaça de um cigarro bem ali... No ponto de virada!

Esvaindo-se no caos irremediável do pensamento ocidental!

Submerso em teorias de uma pseudociência lida no vácuo..

Subordinado à demência de sua compaixão essencial.

Divagando trajetórias num eterno Se...

Sem reconhecimento.

Sem conjetura.

Uma alma sublime desconsiderada no mais completo anonimato!

Um velho.

Traído por seus compatriotas.

 Traído.

Esquecido!

Jogado, na mais abrangente interpretação!

Jogado!

Jogado, em um fundamento ideológico dos tolos!

Jogado!

Seco por dentro e por fora como carcaça inútil...

 Seco!

Velho nos princípios, pudores ,amores, saberes...

Velho!

Fortaleza temperada por caráter nobre...Subjugado.

Mandado.

Empobrecido.

Calado.

Herdeiro de uma pedagogia inútil, silabando seu próprio hiato... decaído!

O pensamento ansioso por cicuta como eu!

Vetado nos poemas...

Interrompido nos versos...

Cortado nas falas...

Banido das redes...

Deletado.

Fim  ?


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Recortes d' um Mearim.


 Texto de: José Maria Souza Costa.



Esse rio, que contempla a minha vista, é um pedaço da minha saudade
0riginária d' uma infância, com anarquias, maravilhada da orla d'um cais.
Abraçante à aningais, mururus, como se fossem jangadas da eternidade
Hoje, enamoro nas lembranças, essas correntezas que não voltam mais.

Marés altas, a engordar o nadar dos meninos, que a ti flutuam contentes
Em velocidade tal  ' Fé - em - Deus', entre banzeiros rebojantes sem fim.
Barcos adornados em trilha una, com batelões à reboques vil, dormentes
A espreguiçar-se,  em redes pescareja, assim de pescador, pelo Mearim.

Lanchas, igarités-canoas a remar-se, em gratidão do pleno esforço navegar.
E eu ali, deslumbrado com suas águas revoltadas em um girar de catavento
Há regurgitar piabas, embalantes entre as maias das tarrafas de um tempo.

Espelho d´água reluzido, asfixiando condão arpoantes transversais à arpoar.
Segue ao mar em corredeiras nas vazantes, tão ligeiro que passa por mim,
Análogo aroma do jasmim, ondulante e, refrescantes em torrentes Mearim.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Tempo e a Rua.

de: José Maria Souza Costa.



Ruas de curvas e ladeiras, esparramadas na visão.
Devoradoras dos meus passos apressados, tolerante
Com o meu cansaço, que derrama-se na contra mão
Dos meus desejos, que agregados, seguem adiante.

Solitária em noites de invernos, e quase à lamparina,
Rima-se em boemia, e verseja risível em romantismo.
Apressada, arrasta-se em procissão que tal caminha
Como veia fosse pulsante, em delírios de absolutismo.

Ruas: da bêra, do centro, e das cercanias de uma cidade.
É o retratado em digitais, e desenhado pela fresta do olhar
De quem enamora a sua rua, que reler os ais, da mocidade.

Rua campos, em transversal de vicinal floral com a esperança.
Outrora abraçou-te em arte, de contemplante paralelas aliança.
E o tempo a seduzir em passos lentos a minha eterna lembrança.





quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Segredos.

Texto de:  Suzana Costa.



Minhas amputações secretas !
Membros invisíveis cortados,
Vertem verdades nuas.
Não há movimento.

Minhas fraturas expostas.
Ossos grotescos na solidão,
Oscilam em meus cabelos brancos.
Não há movimento.

Tenho lesões.....
Chagas de um amor que partiu sem dizer adeus !


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Tela Em Branco E Preto.

Texto de: José Maria Souza Costa.



Eu te esqueci,
por que o teu riso esfacelou o meu encanto.
Eu te esqueci,
por que as minhas lágrimas, derramaram-se, em vão.
Eu te esqueci,
por que a dor em mim, vem , e faz-se, um eterno pranto.
Eu te esqueci,
por que as tuas promessas, diluíram-se, e portanto,
Eu te esqueci,
por que as dores em mim, desafinaram o canto.
Eu te esqueci,
por que fizeste-me sofrer tantos quantos.
Eu te esqueci,
por que, para à minha alegria, as vezes disseste não.
Eu te esqueci,
por que  em mim, o teu rio, navegou à contra mão.
Eu te esqueci,
por que do esquecimento fez um esconderijo dos meus movimentos,
sem piedade em reconhecer à luz, a leveza dos meus sentimentos.
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