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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sombras Parecidas.

Texto de : Suzana Costa.



Um sentimento de ventre materno adormecido ...
Acolhido dentro do mundo encolhido.
Fechado mil vezes sem razão nenhuma.
Ali, emudecendo, vendo sombras parecidas comigo.
Como um ser abstrato, quase louco na busca de um sentido.
Sinto-me no ectoplasma infértil de uma barriga sem dono.
Um sentimento de dragão sem fogo.
Exaurido por tentar varias vezes em vão!
Sentimento descascando aos poucos um carvalho velho ,
Oco!
Cheio de abandono!
Tenho debandado inúmeras vezes.

Colecionando letras.
Remendando palavras.
Balbucios!
Murmúrios!

Atraído pelas águas profundas...
Pulverizei minhas lembranças .
E não tenho mais redenção.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Canção de Aniversário

de:  José Maria Souza Costa.



Abre-se as comportas do riso em saudação,
E louva-se com palmas, a esperança.
Agrega-se em abraços, o estribilho da canção
Que lhe saúda por vida, em aliança.

Beija-se o tempo que não volta mais,
E derrama-se em colorido a felicidade.
Redesenham-se, sonhos de madrigais
Em concertos infantis, de eternidade.

Aplaudem-se, os sonhos de amor eterno
Alicerçando deuses em contentamentos.
Busca-se em passos, os versos fraterno
Na canção dos ventos e dos sentimentos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Retalhos da Vida

Poema de: Suzana Barros Costa.



Sou meio sapo,
Metade Cinderela.
Retalhos de roupa cigana.
Rasgados traídos na cama.
Numa isca de pão.
Sou anzol e tubarão.
Vulcão em erupção.

Pluma sem rumo.
Não tenho lugar!

Um estreito vazio
No aperto do cio...
Assim é você!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Portal das Águas.

de: José Maria Souza Costa.



Águas valsantes, em compassos osculante pela orla,
De convidada pororoca, com  asas, vã da imaginação.
Relutantemente  como o sol refletida em tua porta
Expõe-se expostas curvas, causando admiração.

Arari portal das águas, rumo ao contemplar
D' um espelho refletido, em canções de paciência.
Voa-se de balsas à cabotagem, para de jangadas espiar,
E enaltecer o reluzir da vida, com o deslumbro da ciência.

Perimirim, Barreiros, Flexeiras ou no Curral da Igreja,
Pântanos, que agregar-se, de uma visão de esmero
Em rimas de contemplação, desde onde esteja.

Arari pleiante, lhe abraça cantante sabiamente.
Portal das águas, que te enfeita, e doce brilha a mim
Deslumbrante e navegante, com o nome de rio Mearim.