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terça-feira, 13 de maio de 2014

Cravos, Que Silenciam.


Texto de: José Maria Souza Costa.



E eles avançam à passos largos, pés descalços, frieza apátridas
E quebram vidraças, rabiscam autos, impendente em seus faróis.
Sorvem colas, exalam cocas, fingindo esmolas em mãos rápidas
E tecem os arpões escorregadios, dissimulados entre os lençóis.

Sexo, amor com o mesmo igual, e a vida resfolegante como o rio.
Dedos ágeis, em descompassado com o substantivo adversidade,
Tendo como recompensa, o corpo estendido, beijado pelo aço frio
E prazeres abraçado às gargalhadas prazerosas da promiscuidade.

Meninos de becos, de sanjas, nascentes do parto da impunidade.
Passistas das ruas, lágrimas de um sol, escondido entre as falas
Que rabiscam cobiças de tantos, e te saúdam com amargas balas.

Estilhas de virgens, postados em trilhas-mora, de solidão ou consorte.
No campo santo, o menino estendido à espera do coração de luto forte,
Para colher gemidos venturos de passaportes, paridos na vala da morte.
.........................................................................................................

52 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Belo soneto.
Abraço.

Alexandra Abarca disse...

Saludos y feliz día.
Ale-Costa Rica.

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde,
Maravilhoso o que escreve em poema, encanta-me a criatividade.
Abraço
ag

http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

Dilmar Gomes disse...

Poema digno de grandes poetas. Um poema em estilo épico, pena que a realidade seja assim tão real. Mas como cantava Geraldo Vandré: "Para não dizer que falei de flores"...
Parabéns pelo trabalho!

Laura Santos disse...

Um poema forte, duro, profundo e cruel. Infelizmente um retrato da realidade.
Ser poeta também é isso, tratar das dores que a todos deveriam dizer respeito.
xx

Guaraciaba Perides disse...

Oi, José...a realidade amarga de cada dia no círculo da causa e consequência da desconstrução da civilização.
Um abraço

CLEITON CARVALHO disse...

Caro amigo...Palavras minhas são ingenuas e puramente imaturas em relação as que tenho uma grande admiração de poder telas em meus olhos e guarda-las em meus sentimento. A muito tempo estou sufocado de incertezas de minhas postagens confuso em minhas ideias e sentimentos. Mas dentro de pouco tempo espero, corresponder um minimo possível com sentimentos emplacados com minhas humildes imagens... Um singelo abraço com verdadeiro sentimento de gratidão por sua humilde visita a meu blog.

Seguindo e admirando sempre...

Cleiton de Carvalho

Dorli Silva disse...

Oi tio José Maria
Que triste! Isso é a revolta de 74? Já passou...
Ficamos tristes, pois aqui somos crianças felizes, apesar das diferenças.
Obrigado pelo carinho
Beijinho
Mundo dos Inocentes

Josy disse...

Olá José, vim retribuir sua visita carinhosa ao meu blog, conhecer o seu. Gosto muito de poesias, e essa de hj mostra a realidade do nosso dia a dia, que infelizmente não é só flores. Gostei muito daquele poema de Lisiane Pestana: Sem Mais, retrata bem uma fase da minha vida muito triste. Obrigada por sua visita, seja sempre bem vindo, voltarei mais vezes e já estou te seguindo também. Bjos,tenha um bom dia
Josy

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Olá José Maria,como sempre lindas palavras em seu poetar.
Obrigada pela visita.
bjs
Carmen Lúcia.

lis disse...

Muito bonito o poema,
_silêncio total diante da triste realidade.
abraço

Simone Felic disse...

Passos largo e muita impaciencia neste mundão intrepido,
ótimo poema.
http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

Nal Pontes disse...

Foto esse poema, que bem retrata a dureza de um tempo. Um abraço.

rosa-branca disse...

Um soneto de uma profundidade que me deixou arrepiada. A realidade nua e crua. Gostei muito. Um abraço com carinho

AFRICA EM POESIA disse...

obrigada pela visita
um beijo e adorei este poema..

valei a pena passar por aqui

Célia sousa disse...


Olá, José:
Um belo poema,
Muito triste mas real !
Quantas sombras e conflitos,
pedindo paz, numa voz silenciosa..

Abraço
Célia Sousa

Jorge Santos disse...

sem titulo nos jornais
tudo é ridículo
sem titulo calculam-se mil por escasso
engano, as milhas sem estrela guia
sem dono sem trono sem mando nos óbitos policiais
se sem titulo só calculo o tamanho
daqui à constelação da Águia...
sem titulo todo um universo
se no centro tenho esse Mundo
prostituído...

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Excelente poema, José Maria.
Agradeço e retribuo seguindo o seu blog.
Um abraço,
Renata Cordeiro

Crista disse...

Ó,céussssssss...triste,duro,frio e...comovente!
Que bruta realidade e por mais que se queira,nada muda ou muito pouco!
Adoro ver que és um poeta da vida e também da morte!
As pessoas precisam da beleza para viver,mas também da cruel realidade para continuar a vida.
E tu sabes muito bem nos mostrar esses dois lados!
Admiro-te e, sou tua fã,por isso e muito mais!
Beijão...Zozezinho do meu colação...

Lisiane disse...

Uma realidade dura, nos entristece a alma, são eles invisíveis, homens invisíveis...Seu poema além de belo, nos trouxe uma profunda reflexão...abraços José Maria!

Nádia Santos disse...

Uma cruel realidade descrita num belo soneto, parabéns poeta. Bju

Cleilson Fernandes disse...

Belo texto, prezado. Verdades expressas em criatividade

Eu...Suzana disse...

Amigo, este teu poema é a triste realidade que nos deparamos diariamente em cada esquina de nossas cidade. Muito bom!!
Beijos e boa sexta feira.
Suzana.

Luiz Cidreira disse...

A real movimentação vital das esquinas e becos escuros das nossa arquitetônicas cidades.
Forte e real... é isso ai.
Abraço

Ilca disse...

Oi meu amigo,
Belo e tocante o seu poema...!!
Triste e cruel realidade.
Obrigada pelo carinho. Fico sempre feliz!
Abraço, José.

Louraini Christmann - Lola disse...

Oh, realidade cruel,
mas que temos que, sim,
poetizar.

Gostei.

abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

em soneto uma realidade, cruel e ingrata.

um grito de alerta, e que muitos fingem nem ver.

:(

Regina Magnabosco disse...

Olá, José Maria. Obrigada por sua visita ao Ruas e papéis. Estou seguindo seu blog também e vamos nos ler mais vezes.
Abraço!

Carlos Hamilton disse...

Muito belo, forte e tocante.
Muito sensibilidade.

Abraços

Genilda Maria da Silva disse...

Olá amiga já estou te seguindo amei o seu blog.Prof Genilda

cirandeira disse...

Os "cravos que silenciam" e não chegam a desabrochar: são esmagados pela fria e cruel realidade de uma sociedade cada vez mais individualista.

Obrigada pela visita, teu espaço é muito interessante!

Um abraço e bom final de semana

Nilson Barcelli disse...

Gostei muito deste poema.
É forte e realista, sem perder a beleza das imagens poéticas.
Magnífico.
Tem um bom fim de semana, caro amigo José Maria.
Abraço.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Uma "radiografia" da triste realidade, em belo soneto.
Hei de voltar, que já o sigo,Zemaria (assim, chamo meu mano mais velho, seu xará...).
Bom final de semana. Meu abraço.

Ronaldo Costa Fernandes disse...

Muito bom seu blog e, como já disse em email, honra o Maranhão.
Abraço
Ronaldo

Jovem Jornalista disse...

Bom final de semana pra vc!

jj-jovemjornalista.com

Graça Pires disse...

A vida pode ser muito cruel. O seu soneto faz-nos pensar.
Abraço.

CORAÇÃO QUE PULSA disse...

Olha o CORAÇÃO Que Pulsa aqui!!!... rsrs
Obrigada pela visita ao meu Blog.

Quanto ao que escrevestes... Quero dizer que é Maravilhoso. Descreves o Dia a Dia de um Brasil, de um POVO, que já não sabe mais o que é AMOR... DIGNIDADE... HONRA... FIDELIDADE... PAZ... e FÉ.
Um BRASIL ... Sem o PENHOR da IGUALDADE.
Um abraço...
Fica com DEUS.

Tais Luso disse...

Poema forte, triste e real. E bonito pela sua verdade.
Abraços.

ReltiH disse...

TOTALMENTE DE ACUERDO CON: TAIS LUSO.
UN ABRAZO

Rita Sperchi disse...

Forte .......

Um soneto triste mas as palavras
são perfeitas

Bom final de semana
Bjusss
Rita╭•⊰✿

Cristal de uma mulher disse...

Um encanto suas letras,são como as rosas que cantam em seus jardins perfumados e cheios de encantamentos...Parabéns pelo belo soneto.

Um beijo enorme

Célia Rangel disse...

Palavras em versos que identificam cruas realidades!
Abraços.

Selma Nascimento disse...

Meu mais novo amigo
como fiquei feliz em receber vc no meu cantinho.
palavras lindas que deixaste lá.
será um prazer compartilhar do seu cantinho que é mágico.
seja muito bem vindo.
bjs

obs: ja estou seguindo vc

Mary Villano disse...

Lindo poema, adorei ter vindo aqui. Obrigada por sua visita volte sempre que puder. Abraços

Lídia Borges disse...


Intenso e imagético.

Dilmar Gomes refere muito a propósito: "para não dizer que falei de flores"

Um beijo

Profª Lourdes disse...

Olá José Maria!
Minha visita de hoje é para agradecer sua visita ao meu blog e por deixar um belo comentário. Volte sempre aquele cantinho é nosso.
Parabéns pelo lindo poema, com palavras simples você espessa os mais profundos sentimentos.
Às vezes pedimos coisas
para a vida
que ela não tem como nos
oferecer...
Mas as vezes ela nos da
coisas que
não sabemos como
agradecer...
Muitas bênçãos pra você neste dia e em toda sua vida.
Prof Lourdes Duarte
http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

Profª Lourdes disse...

Olá José Maria!
Minha visita de hoje é para agradecer sua visita ao meu blog e por deixar um belo comentário. Volte sempre aquele cantinho é nosso.
Parabéns pelo lindo poema, com palavras simples você espessa os mais profundos sentimentos.
Às vezes pedimos coisas
para a vida
que ela não tem como nos
oferecer...
Mas as vezes ela nos da
coisas que
não sabemos como
agradecer...
Muitas bênçãos pra você neste dia e em toda sua vida.
Prof Lourdes Duarte
http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

ONG ALERTA disse...

Intenso, abraço Lisette.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Infelizmente são gritos silenciosos que ficam presos na garganta...gritos que ninguém ouve, miséria que ninguém vê.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Graça Pereira disse...

Normalmente o negativo da fotografia recai sobre as crianças e os mais desamparados. Gostei do poema pela sua realidade que fere mas fala verdade.
Abraço
Graça

AMALIA disse...

Un gran poema. Conmovedor.

Un abrazo.

Beatriz Bragança disse...

Amigo José
O pior é quando esses meninos são silenciados!
Há muito tempo que era preciso fazer algo para mudar a ordem de certas coisas!
Parabéns pelo seu texto que é um indicador do que se está a passar aí,actualmente.
Um abraço
Beatriz