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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Tempo e a Rua.

de: José Maria Souza Costa.



Ruas de curvas e ladeiras, esparramadas na visão.
Devoradoras dos meus passos apressados, tolerante
Com o meu cansaço, que derrama-se na contra mão
Dos meus desejos, que agregados, seguem adiante.

Solitária em noites de invernos, e quase à lamparina,
Rima-se em boemia, e verseja risível em romantismo.
Apressada, arrasta-se em procissão que tal caminha
Como veia fosse pulsante, em delírios de absolutismo.

Ruas: da bêra, do centro, e das cercanias de uma cidade.
É o retratado em digitais, e desenhado pela fresta do olhar
De quem enamora a sua rua, que reler os ais, da mocidade.

Rua campos, em transversal de vicinal floral com a esperança.
Outrora abraçou-te em arte, de contemplante paralelas aliança.
E o tempo a seduzir em passos lentos a minha eterna lembrança.





29 comentários:

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Em cada canto há lembranças que ficam dos lugares por onde caminhamos.
Talvez por ruas de chão batido ou asfaltadas,tendo em suas guias,flores que encantam olhares,por àqueles que percorrem contra o tempo à chegarem aos seus destinos.
Muito lindo amigo José Maria.
Abraços e um ótimo dia.
Carmen Lúcia-mamymilu

Crocheteando...momentos! disse...

Belo poema...percorrido com alma de poeta!!!

Dorli disse...

Oi José Maria
Por quantas ruas fincamos morada e em cada uma delas juntamos no coração um pedaço de cada amigo.
Beijos
Lua Singular

PERSEVERÂNÇA disse...

Feliz segunda-feira!!!
Realmente muito real e que me contagiou.

Bjs
Nicinha

Abuela Ciber disse...

Lamento no tener traductor
Pero percibo diferentes calles.
Y rememorolascallas transitadas en mi niñez y juventud

Cariños

Marina-Emer disse...

hola...mucho tiempo sin vernos ...te deseo feliz semana y te agradezco mucho tus palabras de cariño .Un placer verte de nuevo
Besossssssssssssss
Marina

Coloratissimo disse...


Una bella e toccante poesia,peccato non poterla leggere nella tua lingua,le traduzioni lasciano sempre a desiderare.
Felice settimana,fulvio

Boris Estebitan disse...

Gran espiritu de poeta tienes, saludos.

Daniel Costa disse...

José Maria, a nossa visão, pode ver ruas apertadas, a mor parte das vezes por distorção. O beco da saída está sempre lá.
Abraço

Ambra disse...

Quanto è angosciante questa via vuota e solitaria!

Ana Câmara disse...

Que poema mais lindo, gosto imenso das suas palavras!! Uma excelente semana para si, beijinho

Por Amor disse...

JOSÉ MARIA VOCÊ SEMPRE SURPREENDENDO COM A BELEZA E A CANDURA DE TEUS POEMAS !!! MARAVILHOSO !!! OBRIGADO POR TEU CARINHO E CUIDADOS COMIGO !!! UM GRANDE ABRAÇO Pedro Pugliese

Célia Rangel disse...

Rua gravada em nossa memória, hoje nada mais ou quase nada mais resta! Mudanças totais... Modernidade ou desleixo mesmo é o que impera em certas ruas da minha cidade!
Abraço.

Fábio Murilo disse...

Poeta urbano, tens um que de João Cabral de Melo Neto.

Jhossef disse...

Saludos Maria, muy cierto un abrazo

Beatriz Bragança disse...

Amigo JOse
Bela e poetica maneira de recordar uma rua por onde ja muito andou!
Gostei da fotografia.Ficamos sempre a conhecer mais um local!
Parabens pelo seu poema.
Uma boa semana.
Um abraço
Beatriz

Pakiba disse...

Precioso poema para recordar una calle que nos lleva a nuestro destino.

Jose Maria te voy a pedir un favor, porque no pones en el blog el traductor,pues nos seria más facil para los que no sabemos tu idioma.

Un abrazo y hasta siempre.

Bia Hain disse...

Pensar sobre ruas sempre nos remete à nostalgia... quantas histórias elas contam. Lindo soneto. Um abraço!

Rossana Chiara disse...

Boa noite, querido!
Seu blog continua lindo, parabéns!!!!
Beijosss

Arione Torres disse...

Oi amigo José, as ruas levam para diferentes caminhos, só precisamos escolher os caminhos certos.
Abraços e boa semana!

Alexandra Abarca disse...

Bello!

Saludos,

Ale
Costa Rica

Paulo Roberto Wovst Leite disse...

Sigo-te aqui, obrigado pelo convite.
Abraço.

Sónia M. disse...

Belo poema!
Grata pela visita, também fico por aqui.

Abraço

Sónia

Sissym Mascarenhas disse...



Esta rua fez eu lembrar da infancia, uma casa de esquina era mal assombrada. Nós crianças íamos até perto e a imaginação falava mais alto. De repente, alguem via alguma coisa e todas saíam correndo aos berros! kkkkkk

Bjs

Déesse des Anges disse...

É muito bonito de ler este poema ...

Somos ricos nossas palavras ... por nossos próprios pensamentos ...

Nossas palavras são livres... como o vento da nossa alma generosidade ...

Seu partilhar e sua troca ir direto ao meu coração ... Meu amigo.

Amigável saudação da Tunísia.

It is really beautiful to read this poem ...

Our words are rich ... by our own thoughts ...
Our words are free, like the wind of our generous soul...
Your share and your exchange go straight to my heart ... my friend.
Friendly greeting from Tunisia.

ReltiH disse...

MUY NOSTÁLGICAS TUS IMÁGENES. EXCELENTE TEXTO.
UN ABRAZO

Eloah disse...

Caminhos percorridos rotineiros, mas as historias que vivem na sua diversidade causam surpresas,
assombram, encantam e sobretudo trazem lembranças.Lindo.Amei!Felicidades, sempre.Bjs Eloah

Eloah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
alp disse...

Buen poema... La foto muy bonita... Un abrazo desde Murcia