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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Meditação.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Não tranque a porta. Vou sair,  e vou voltar. Quero ir. Passear. Ir e voltar. Mas, fale baixo, as portas têm ouvidos, se acontecer algo, eu te convido, e segue-se sem agonia,  com diz o Rei, é tempo de folia. Por isso, abram as suas bandeiras. Repare as suas falas. Vem comigo. Estou contigo. A vida inventa, e se não falares baixo. Tudo vaza. Eles comentam. Viver, é uma arte, verseja o poeta. O encarte ? É o riso. A alma. O abstrato. Retrato de fantasias.
Tranque a porta. Fique à janela. Olhe pela janela. Por ela passa a vida. Idas e vindas. Poesia, quase sempre é uma madrugada com fantasia. Se estiveres sozinho. Passa tudo. Até, o riso debochado em forma de rabisco. Vá à janela. Olhe pela janela. Lá vem o Natal ! Nascimento, restauro. Família. Depois é Ano Novo. Por isso eu vou. Não tranque a porta, a vida precisa seguir. Ir e vir. Seguindo. Não tranque a porta. Mas fale baixo, as portas têm ouvidos.
      


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Canção dos Namorados - II

Texto de: José Maria Souza Costa.




Amor, o que seria mim, sem você, deslumbro meu.
Passista sedutora, que emoldura-se em letras e  arte,
Desnuda um mundo, em que seja eternamente teu
E, direcione tempo mim, como envelope d' um encarte.


Visão erguida, e verás a Vida contemplante e companheira.
Abrace uma causa, e siga em frente sem querelas do que faz.
Ventos, flores, desejos sonial, enfeitam a primavera derradeira
E, nada é melhor na vida, que fazer das rimas um viver em paz.


Amor de mim, alma que completa a minha tênue vaidade.
Farei uma passarela de flores, como passeio do teu encanto
E, despejarei em tuas longas pegadas, aromas de desencanto.


Amo-te, sonho-te, quero-te, ainda que afogado em tua descrença.
As flores do jardim da minha casa, murcharam por esperar tantos
Ventos soprados em tuas pétalas, que não derramassem prantos.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Páginas Envelhecidas.


Texto de: José Maria Souza Costa.



A idade, o rosto enrugado, o símbolo do fascínio de um momento.
Histórias expostas  à gerações, que a transformam em acontecimentos,
E que certamente, espelhará, nos navegantes de um tempo,
A magia de instantes, em novidades científicas, com descobrimentos.

Um velho, um idoso, um ser humano traduzido a vida em uma enciclopédia,
Tem muito o que transmitir, aos mais recentes moradores da adolescência.
Que na maioria das vezes sonha, como se em lida fossem nobres doutores
Na busca de filosofias de vida, que em campus confundem-se com a ciência.

Sábios conselhos, a contemplar memórias que se faz perder em teimosia.
Pratos, canções, cantigas, bordados, tudo cultuados em uma lembrança,
De vivaz, a devanear recordações, que se foram em um tempo de criança.

Passos lentos deslizando por estradas que alonga-se e avança mais e mais.
Olhar brilhante a contemplar um sol sem cais, em um porto que não chora,
Vovô ou a vovó, ternuras em canções de amor: uma tela que já se enamora.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O rio vai, ou fica.



Texto de: José Maria Souza Costa.




A maré passa, e leva consigo o amor das margens.
O rio engorda, e fica na contemplação da cidade.
A natureza exibe-se exorbitante em belas paisagens,
Enfeitada pendurada em um quadro de cumplicidade.

O rio, desliza na direção do mar, mas nunca sai do lugar,
Enfeita-se com peixes, moluscos e tantas redes a tarrafiar.
Banzeiros, marema, pororocas, nomes regurgitados a intimidar
Pescadores apaixonados, entre remos e canoas de pescar.

Passa o rio, passa as águas, sob um sol de cabotagem.
Aningais em orla a desenhar proteção de mananciais,
Como se fossem jangadas, em noites de vã miragem.

Sinceramente, não sei se o rio vai, ou se fica, nesse vai e vem de amigo.
As águas correm apressadas, como quem busca em um tempo perdido,
A magia de um vento, à beira rio, que não sei, se vai, ou se fica comigo.