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sábado, 23 de novembro de 2013

Urtigas Vermelhas.


Texto de José Maria Souza Costa.



A lágrima espalhada pelo rosto, é a que fere a alma. É comum, o aço queimante, abortar e malograr a Vida. E,  já não reduz-se,  esse ato, apenas às grandes Metrópoles, por que no Campo, a sordidez de matar, é feita sob encomendas, patrocinado, não por ritos macabros, mas, por um insano, que entre risos e gargalhadas, escolhe como vítima, quase sempre, aquele ( a ), que não versifica com a sua poética de dor, rimada, com  outras temática do ator.
Estupros, sequestros, assaltos, assassinatos, um rosário de horror. Mas, que garante ao malfeitor, uma pós-graduação em anarquia, que também, não esqueçamos jamais, é patrocinada pela esculhambação de um Estado leniente, e consolador, com a impunidade.
Códigos, Incisos, Artigos, Atas, tudo isso, diverte a memória de quem sabe ler e escrever, e traduz-se,  em paroleiro, o mesmo Estado, que deveria patrocinar a Segurança Individual do Cidadão, a Educação, a Saúde: ferramentas humanísticas basilar, estas, que o mesmo Estado, fantasiado com  políticos trambiqueiro, acharcam o Cidadão e a Cidadania, e ainda argui: quem são os desiguais ?
Sem ordem, sem rumo, sem progresso, e em escassez, com a moralidade publica. Lenitivo sim, com o roubo, com o faz-me-rir, com o rame-rame, com o deixa pra lá, com a curiola, que em seu curruchiar, valsa como se fosse um  puritano da moral e dos bons costumes, e ainda exige aplausos, de uma patuleia desdentada, que derrete-se à gargarejos, em um ' teatro ' de rebuceteios, interpretando um papel de metódica  pária.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Rosas de Caçuá.

Texto de:  José Maria Souza Costa.



Por que pedes, para não te abandonar, tão densamente
E, recorres há um amor que não existe ?
Por que finges, chorar tanto, e tão candidamente
Finges tanto, que até finges, que está triste ?

Por que derramas tanto amor. Amor de fingimento.
E navegas no teu mar sem doce esmero.
E se sabes fingir tanto, e tão copiosamente,
Por que entras fingidio em desespero ?

Por que chamas, busca em mim, um doce encanto,
E por que finges ser em mim, o teu deslumbramento ?
Não queira regar o teu jardim, com os meus prantos
Já que finges tanto, e fingindo, endeusa o teu fingimento.

Por que pedes, para não te abandonar, tão densamente
Já que finges tanto, e fingindo, endeusa o teu fingimento ?
Por que  entras fingidio em desespero,
E navegas no teu mar sem doce esmero ?


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Oportunamente.


Texto de:  Isabel Lopes.



É no desmantelo
Que me acerto as horas.
Não me perco em tempos
Que se foram embora
Chuva cai e não volta,
Mas molha a roupa
Que veste meu corpo
Que anda nu, agora.

     

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Se.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Se o riso, não transformassem-se, em gargalhadas, não seriam risos.
Se a alma, não deixasse de ser pequena, não seria Alma, seria agonia.
Se a dor, não convertessem-se, em riso brilho, era mais tristeza para o siso.
Se os passos, se deixar fazer pegadas, tudo rima poesia e melodia.
Se os sonhos, não despertassem, nunca seriam sonhos, seriam abordagens.
Se os cantos, não inspirassem, nunca seriam cantos, seriam panfletagens.
Se os lagos, não desaguassem, não seriam lagos, seriam miragens.
Se a imagem, não navegassem com a partida, tudo era abismo, nunca narciso.
Se o efeito, não despertasse a cobiça, não seria efeito, e sim, um contexto.
Se as páginas, não enamorassem as letras, não seriam páginas, e sim incesto.
Se as letras, não iniciassem um índice, não seriam letras, mas, quase um texto.
Se a dança, não bailasse tanto, não seria dança, e sim, seguimento do pretexto.
Se, o SE, não fosse uma condicional, o Amor deixaria de ser infinito, e lenitivo.
Se , o Se, não conviver com a  leniência do sindicato do limite expansivo,
Se imagina, que em todo " Pensamento Escrito", exista algo relativo ou atrativo.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Seccular e Santo

Texto poético do Cleilson Fernandes.



Ora, não há santo com meu nome, é notório,
isso porque santo mesmo é o que sou eu,
assim também como todos os outros santos são,
mas não sou espelho, nem semideus nem profeta
e prendas e milagres não sei fazer, sou poeta.

Não tenho, não quero devotos, nem votos,
não ouço preces nem promessas aos mortos,
levo é a vida com alguns santos companheiros
que teimam em ser meus eternos parceiros,
ora e em tantas outras e loucas aventuras épicas.

Sou assim, santo por herança, desmedido pela fé
e sigo livre, pecando por convicções e delírios,
por esse mundo, roubo corações e prendo olhares,
sem joelhos ao chão, pés descalços, sacrifícios,
sem vícios de fé, martírios e sucesso de altares.

Apenas um santo como os outros o são, santos,
sem hábito e aureola, mas com esperança sigo,
sonho e durmo, acordo, vivo e sofro, morro
e quando me encontrar com Deus, juro, eu digo:
cá volto eu de uma louca aventura, meu amigo.

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**  Cleilson Fernandes, é  Arariense.

Pensador filosófico e Agitador Literário.




Separação.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Separação -  que dor é essa, que apodrece a alma.
Que flerta com a saudade, e, que faz-nos, reclamar ?
Que linha é essa, que arrebentada acende a chama
Do chorar, em um peito desnudado posto a lacrimejar !

Chora a bondade, entrelaçada de desejos e esperança
Invejando a valsa, que em despedida expõe tais cantos.
Lacrimejante o sentimento ferido busca em uma aliança
De consolo, o respaldar de versos a eternizar os prantos.

Separação: dor e saudade, é um contexto em bel narrativa.
É uma ferida desmedida, por um caminhar quase sem volta
É a alma aflita, conflitante, embriagante que bêbada retorna.

Mas, a separação por vezes, finge um trilema com felicidade.
Busca dos pares, um pensamento unitário, de sábia bondade
E mesmo em leitos derramados, esparrama-se à comodidade.