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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Um Abraço.

Texto de: José Maria Souza Costa.



Hoje, eu quero o teu abraço. Não, por que o tempo esteja frio. E nem por que, o deslumbro da fatuidade oluscou a minha alma. Mas, por que eu quero o teu abraço.
Por ele, quero sentir a temperatura do teu corpo.
Por ele, quero sentir o aroma do teu pescoço.
Por ele, quero abraçar, o teu abraço e depois desvirginar o contentamento.
Por ele, quero energizar o meu esforço, e alimentar o meu deslumbramento.
Hoje, eu quero o teu abraço, derramado pela  janela da Vida.
Um abraço assim: com risos e sorrisos, com passos e semiflexionado.
Um abraço assim, como os dos pares adiantes, quase bailantes, deslizantes por salões embriagados com boleros dançantes, e, embriagantes.
Todo o amor, que ainda houver nessa vida, trilha pelos caminhos das idas e vindas, entre os laços, dos abraços, entrelaçados no horizonte do prazer.
Um abraço.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Rua e a Cidade


Texto poético de: José Maria Souza Costa.




A minha cidade, é um  rio  topografada pela passarada.
Ela é minha, ela é tua, deslumbrada em semi reta e sem ladeiras,
Curvilínea, margeada pelas águas, que a beija encantada
E contemplada por um Sol reluzente, deslizante e sem barreiras.

Eu nasci na beira desse rio, entre os cantos das lavadeiras
E  marés de correnteza escorregadio, chamado-as de pororocas.
Ela canta delirante, entre curvas e seguimentos das barreiras,
Que deitam árvores, canoas, e transforma paisagem em malocas.

A minha cidade, é uma rua ladrilhada com o poema,  e as rimas do saber.
Reluzente entre becos, que despeja em  vitrais, um pedaço do meu Sol
E destila em cada um, as risadas escancaradas de um bem compreender.

A minha cidade é uma rua: ela é minha, ela é tua, tudo e de qualquer maneira.
Enfeitada de olhares, e rodeadas de violas dedilhadas em canções de querer ser.
Recita Canções das Águas, em concertos de um Mearim, pra fazer e acontecer.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Poetizar


Texto poético de: Cleilson Fernandes.



Não serei poeta
de uma única pena
de livros mofados
de plumas ao vento
nem intérprete
de uma canção apenas.

Não despetalarei
uma única rosa
nem exaltarei
sentimentos medíocres
e emoções chochas
Não sacralizarei
uma só religião
nem professarei
uma verdade única.

Não cometerei
a hipocrisia da pureza
o pecado da indiferença
o comodismo da omissão
a ingenuidade da apatia
e a obsessão do fanatismo
(...ismos).

Não permanecerei à sombra
nem farei uma viagem morna
Buscarei o sabor da água
o perfume do nada
Contemplarei o invisível
sorrirei dos sábios
e filosofarei com os tolos.

Não abraçarei o mundo
mas abrirei meus abraços
Mergulharei na poesia da vida
e em versos a louvarei

Poetizarei a vida
poetizarei o Homem
embalarei os sonhos
despertarei os pássaros
e entre versos viverei
.

...................................................
** O Professor e Intelectual, Cleilson Fernandes, é do Estado do Maranhão.


sábado, 19 de outubro de 2013

Aquelas Páginas Vieram Com o Sol... ...


Texto de Rafael Belo.



"  Aquelas páginas vieram com o Sol, libertaram, clarearam as horas, e alguém tinha seu fim do mundo chegando, depois passou, acabou só a expectativa do que não aconteceu, encerrou apenas o inevitável, para os outros o apocalipse seria outro dia, o eclipse de todos os dias vividos, para então ser seja lá o que crer, ninguém falou em morrer, a palavra era vida e o estranho era o não falar da morte "
....................................


**  Rafael Belo, é jornalista. Crítico literário. Formado pela Universidade Católica Dom Bosco de Mato Grosso do Sul. Comentou no meu mais recente livro, " Sermão Vermelho - peça de teatro " e, é o Autor do blogue  http://olharesdoavesso.blogspot.com
      

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Professor: Quem é, e o que faz ?


Texto de: José Maria Souza Costa.




No Brasil, todo dia 15 de Outubro, comemora-se " o dia do Professor", inclusive, é feriado escolar.
No dia 13/10, conversei com José Benedito de Andrade, foi meu professor de Filosofia. E ontem, conversei longamente por uma rede social, com a Marise Ericeira, que foi minha Professora de Pedagogia, ambos na década de 70, quando, este escrevinhador, cursava a Escola Normal.
Portanto, deixo estas arguições:
" Professor ":
Quem é, esse Profissional, e, o que ele faz ?
Qual a importância de um Professor, na Formação da Sociedade Civil ?
E você, ainda recorda o nome, do seu ou da sua primeira Professora, ou Professor ?
Abraços.

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pedaços da Minha Infância

Texto de : José Maria Souza Costa.




Lá embaixo, sob a sombra da goiabeira, no quintal da minha casa,  punha-me, a contemplar, como os japis, construiam as suas moradas, sobre o alto da palmeira.
Olhando daqui pra lá, é como, se fosse um puçá, em deslumbrante arquitetura, onde pasmem ! Sem desenho, e à natura, à voos rasantes em ribanceira.
Os perfumes dos laranjais, as cores dos manguezais, aromas de tangerinas, que navegam entre narinas, em desejos de bicar, e o piado nas ribeiras, desse preto e amarelo, que reluzente antes do sol, o amarelar, como se fosse, "anáguas" de meninas, com o vento a bolinar.
E a visão, entrecortada, pelas sombras da " meágua " coberta de palha, é que fazia encostarmos na cerca do quintal, ou debruçar no aramado, que segurava a "pindoveira", bem ali, pertinho, por detrás da amendoeira.
Lá, não tinha escorregador, nem balancim, nem cata-vento, tudo era improvisado. Até o jogo de botão, esparramado no assoalho, escondia-se do baralho. E hoje, arqueado à meus momentos, eu fico a imaginar, como decantar os movimentos de criança, que não cansa em perguntar.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tempo Tempo Tempo

Texto de: José Maria Souza Costa.




O tempo,
é o um elo, entre a ida, e a saudade.
O tempo,
é uma vertente, entre o requerer e o sonhar.
O tempo,
é a espera, entre o riso e a ansiedade.
O tempo,
é uma luz, entre o olhar desconfiado, e o restaurar.
O tempo,
é uma liga entre o futuro, o que passou, e o presente.
O tempo,
é o contínuo, do que sucede-se, nos eventos.
O tempo,
é uma mão espalmada, na busca de um amor ausente.
O tempo,
é que pensas, ou que deixas vagar nos ventos.
O tempo,
é o que fala-se, por que fala-se, e, do fala-se.
O tempo,
é o que distingue uma era, e os acontecimentos.
O tempo,
é o que traduz uma alma, que deprimida cala-se.
O tempo,
é o hoje, e nem pode ser o amanhã, com fingimentos.
O tempo é de mim, é você, e a simplicidade dos ensinamentos.
O tempo, é o saber, e o profundar dos conhecimentos.