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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ao Pescador

Poema do Professor; Adenildo Bezerra.



No romper d'aurora, muitas vezes em jejum,
Lá vai o pescador, com o côfo e a tarrafa às costas,
A canoa lhe espera, o rio, é o seu palco,
A arte desse artista é pescar.

Inventa apetrechos de pesca, reinventa seu ofício,
Sempre com sacrifício, não desanima,
Pois o peixe é alimento, e tem bocas a alimentar.

Choque, munzuá, caniço, pescar torna-se um vício,
A Canoa, é a patroa, companheira inseparável,
Sem ela não singra o rio, não encontra seu sustento.

Chapéu de palha na cabeça,
Dentre outras tralhas, há, a rede de malha,
O landruá, a linha e o anzol,
Remando ao sol, contra ou a favor da maré,
É preciso, então, pescar.

Irmão da lua, amigo das estrelas,
Nem a chuva ou outras intempéries o atrapalham
Sua coragem e determinação te fazem ir avante.
Pescador, devoto de São Pedro,
De histórias mirabolantes, de amores errantes,
Suas teorias não falham. Fracasso não existe,
Porque sua Fé é inabalável.

Tapa o igarapé, lança a tarrafa no rio,
Arma a rede de pesca no lago,
De alguma maneira, adquire sua subsistência.
Sabe que é preciso preservar,
Porque amanhã voltará a pescar.

Peixes são tesouros, presentes de Deus,
Vive a venerá-los, a pescá-los e degustá-los.

Pescador de peixes, de ilusões, de corações,
Profissão nobre e necessária,
A ti, pescador, a nossa honra e Glória!


...............................................................
No dia 29 de Junho, comemora-se, o dia do Pescador.

(Adenildo Bezerra, Professor e Membro da ALAC).

E autor do site:       www.adenildobezerra.com
      

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Cidade e o Rio.


Poema de: José Maria Souza Costa.



A minha cidade, é como uma bandeira desfraldada na beira de um rio.
Degustante da nobreza da suas marés, da sua fauna, de suas curvas,
Que ornamentadas por mururus, deslizam como se fossem navalhafio
Laminado, embriagados por banzeiros, entre as ondas de águas turvas.

Deslizando pela orla, ela o acompanha, sem mais, sem nada, à procissão
Expõe-se em pontes, desmancha-se  silenciosos mananciais, e outros tais.
Deixa-se reluzir em suas águas prateadas, despejante rumo ao mar, em tão
Ágil correnteza, onde outrora fora um eterno caminhar com seus ritos fluviais.

Fenomenal e horizontal, o rio segue, para a Ponta Meridional, e teus cortejos
Exibe em tardes ventiladas, os mesmos gargarejos, do nosso tempo de criança
Deixando perder-se à vista, por entre curvas, o desaguar, na Ilha dos Caranguejos.

Desde a Formosa da Serra Negra, nas encostas da Menina, tem espaço para barcos.
Nominados de Flores, lá no Alto, em corredeiras no Cordas, ou em exitadas Pororocas
A Cidade que te beija, se enfeita, em arcos, ao ver-te despejar-se na Baía de São Marcos.


*******   en español

Mi ciudad, es como una bandera desplegada en el borde de un río.
Degustante la nobleza de sus mareas, su fauna, sus curvas,
Que ornamentadas por mururus, se deslizan como si fueran navajahilo
Laminado, embriagados por banzeiros, entre olas de aguas turbias.

Deslizando pela franja, ella lo acompaña, si más, si nada, la procesión
Expone en los puentes, deshacese silenciosos mananciais, y otros tales
Dejase relucir en su água plateadas, despejante rumbro el mar, en lo
Agil corriente, onde otrora fue un eterno caminar con sus ritos fluviais.

Fenomenal y horizontal, el río segue, para la Puenta Meridional, y sus cortejos
Exhibi en tardes ventiladas, los mismos gargarejos, de nuestro tiempo de hijo
Dejando perdierse la vista, por entre curvas, el flujo, en la Isla del Cangrejo.

Desde Formosa de la Sierra Negra, en las ladera de la Chica, tiene espacio para barcos
Nominados Flores, allí en lo Alto, en la corriente en Cuerdas, o en exitadas Pororocas
La ciudad que te besa, adornase con arcos, para verte derramar en la baía de San Marcos.

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Nota:
No dia 27 de Junho, a Cidade de Arari, está aniversariando. Mais um ano de evolução Sócio-Política.
Parabéns, à todos que a cada dia constói esta Cidade.
      

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Imperatriz do Mearim

Poema de: José María Souza Costa.



E do outro lado de um rio, nasceu uma cidade
Entre igarapés, ingás, piados d' Ararinhas enfim.
Que seduzem poetas, em cantata de  felicidade
Inspirados, no desaguarío do Imperador Mearim.

Do outro lado de um rio, contemplava-se aningais
Expostos em portos, que deslizaram com a idade
De um tempo, em que no aroma dos manguezais,
O Cafezal, azeite d'côco em cores, deixa saudade.

Mururus, tapagens, cais mal acabado, tud'assim
Nos leva a recordar um pedaço da vida, por aqui.
Piabas, pacus, aracus, bodós, vivem no Mearim

Imperador das águas, Imperatriz sem cais, é Arari.
Mas, tem Trizidela, Lago da Morte, Nema, e bares.
Tamatá no leite de côco, e, sabores há degustares.


************   en espãnol

Y en el otro lado de un río, naceo una ciudad
Entre igarapés, hondas, piados de guacamayos enfin.
Poetas seductores, en cantata de la felicidad
Inspitados, en el desaguarío del Emperador Mearim.

Del otro lado de un río, la vista hacia aningais
Expuestos en puertos, que deslizó con la edad
De un tiempo, en el que el aroma de los manglares
El Cafetal, aceite del coco en color, deja nostalgia.

Mururus, presas d'tierra, muelle mal terminado, acá.
Llevanos recordar un pedazo de la vida, por acá
Piabas, pacus, aracus, bodós, viven en Mearim.

Emperador de las águas, Emperatriz sin muelle es, Arari.
Pero, tenga Trizidela, lago dela Muerte, Nema y bares,
Tamata en leche de codo, y, sabores allí degustares.




***********  in italy

E dall'altro lato di un fiume, una città nata
Tra ruscelli, imbracature, piados di are comunque.
Poeti Sedurre in cantata felicità
Ispirato a desaguarío Imperatore Mearim.

Dall'altra parte del fiume, guardava in su aningais
Porte esposte, che scivolarono con l'età
Un tempo in cui l'aroma di mangrovie
La piantagione, di cocco olio di colore, lascia nostalgia ..

Mururus, terra dighe, moli mal rifiniti, tutti ben
Ci porta a ricordare un pezzo di vita qui.
Piabas, pacu, aracus, Bodos, vivono in Mearim

Imperatore della waters, l'imperatrice senza molo è, Arari.
Ma, Trizidela, Lago di Morte,  Nema e bar
Tamata nel latte di cocco, e sapori ci degustares.



terça-feira, 18 de junho de 2013

O que é Música ? ( la música )

Texto de: José María Souza Costa.



O que é música, e para quê serve ?
O que é música, além da combinação de sons, harmonia e melodia ?
Música, deveria fazer parte da Grade Curricular Escolar ? Imaginando que sim, estaria a Escola, ferindo o Direito de escolha do indivíduo ?
Não estou escrevendo, que cada estudante de um Escola Secundária, fosse obrigado a estudar : Arranjos, Regências, Tempos, Compassos.
Mas  que, pelo menos fossem despertados para  Teoria Musical. Que pelo menos, soubessem a diferença, de uma clave de SOL, para uma clave de FÁ. Que a Escola, lhes desse a opção de mostrar, a existência de um outro mundo musical, que não limita-se, à música comercial. O Brasil, tem produzidos inúmeros instrumentistas, desde de: Antônio Carlos Gomes, Maestro, autor de " O Guarani", Ópera  de estilo Romântica, e o Primeiro Compositor Brasileiro, a ter, suas obras apresentadas no Teatro Alla Scala, na Cidade de Milão, na Itália.
Temos o, Heitor Villa-Lobos, considerado, o principal responsável, pela descoberta de uma linguagem musical peculiarmente brasileira. Alguns especialistas, em música, chegam a escrever que o Maestro Villa-Lobos, é o maior, expoente do modernismo musical do Brasil. E, é autor de " Bachianas Brasileiras ". Por ter escritos peças musicais para:  Orquestras, Piano, Música de Câmara, Violão, Música Vocal, Música Coral, Música Dramática. Heitor Villa- Lobos, pelo seu Modernismo Musical, recebeu severas críticas, ainda assim, obteve o reconhecimento Nacional e Internacional. Heitor Villa-Lobos, é fundador, e, o Primeiro Presidente da Academia Brasileira de Música. " Trenzinho do Caipira", muito famoso na voz de Maria Bethânia, é um dos seus maiores sucessos, em termos de MPB ( Música Popular Brasileira).
Temos a, Chiquinha Gonzaga, que é considerada, a nossa Primeira " chorona" ( choro), e, é a autora da primeira marcha carnavalesca ( Ô Abre Alas " - Ó abre alas / Que eu quero passar / Eu sou da lira / Não posso negar "  de 1899, - qual o brasileiro, que nunca a ouviu ? ). Assim  como,  foi a Primeira Mulher a " Reger", uma Orquestra.  A necessidade de adaptar, o som do Piano, ao gosto popular, lhe valeu a glória de tornar-se, a Primeira Compositora de Música Popular Brasileira. Temos o Ernesto Nazaré, compositor de: Choros, Polcas, Sambas, Tangos, Marchas. Um dos seus maiores sucessos, ´o choro abrasileirado, conhecido por " Odeon". A obra, do Ernesto Nazaré, situa-se  à margem, do Erudito e o Popular.
Enfim, temos uma legião de Brasileiros e Brasileiras, que fizeram este País, musicalmente, avançar.
Aqui, no inicio do século, aparece o Jacob do Bandolim, bandolinista de choro, autor, de " Noites Cariocas, Doce de Côco, Assanhado" dentre outros. Quem mais interpretou suas músicas, foi a Elizeth Cardoso, apelidada de, A Divina, e na opinião deste blogueiro, a melhor cantora do Brasil, em todos os tempos.
Surge o nosso, Alfredo da Rocha Viana Filho, sabem quem é ? Isso mesmo, o nosso Pixinguinha. ( flautista, saxofonista ), autor de: Sambas, Maxixes, Valsas e Choros. Quem não conhece " Carinhoso" ( Ah, se tu soubesses como eu sou tão carinhoso / E muito, e muito que eu te quero,... ), " Rosa ", recentemente gravada pela Marisa Monte ( Tu és / Divina e Graciosa / Estátua Majestosa, do Amor...) " Um a Zero', " Número Um", enfim, a contribuição do Pixinguinha, na Música Popular Brasileira, é incomensurável. Em homenagem ao Pixinguinha, no dia 23 de Abril, é comemorado o Dia Nacional do Choro, data do seu nascimento em 1897.
Bem mais recente, contribuindo com a MPB, nasce o nosso, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim ( Tom Jobim).  Maestro, Compositor, Pianista, Violonista, Arranjador. Das 10 músicas, mais tocadas no mundo hoje, uma é de sua autoria e chama-se " Garota de Ipanema". ( Olha, que coisa mais linda / Mais cheia de graça / É ela menina, que vem e que passa / Num doce balanço  /  A caminho do Mar ) Temos o Baden Powell de Aquino, violonista espetacular. ( autor de: Jazz, Bossas e Sambas- Afros). Tornou-se famoso no Brasil, quando fez-se, em parceria com o Vinícius de Moraes. Temos, o Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira ( Paulinho Nogueira). Quem não conhece ( Menina, que um dia conheci criança /  Te carreguei no colo, menina / Cantei pra te dormir...).  Temos o, Newton Mendonça ( pianista, compositor, violonista, gaitista ) é o autor de, " Caminhos Cruzados, gravado por Gal Costa e, muito recentemente por Maria Rita, filha da saudosa Elis Regina, a segunda melhor cantora do Brasil, para este blogueiro.
A Bahia, nos deu  Dorival Caymmi. ( Violeiro ). Como nenhum outro, cantou, o Mar, descreveu os, Pescadores ( Minha jangada / Vai sair, pro mar ) . Quem não conhece ( Marina / Morena, Marina, você se pintou ) ou ( Eu vou pra Maracangalha, eu vou / Eu vou de chapéu de palha, eu vou / Se você não quiser ir / Eu vou só, eu vou só, eu vou só.)
Temos o Chico Buarque de Hollanda, músico, e escritor brasileiro. Este tem um acevo de qualidade primorosa. Dispensa apresentação.
O Estado do Maranhão,  também contribuiu com a Música Popular Brasileira. Nos deu, Catulo da Paixão Cearense.( Poeta, Músico e Compositor ). É  o autor de " Luar do Sertão" ( Não há / Ó gente, ó não / Luar, como esse do sertão..) Segundo, Pedro Lessa, ( Professor, Jurista, Escritor, e Membro da Academia Brasileira de Letras ), é o Hino Nacional do Sertanejo Brasileiro. Catulo, é responsável pela reabilitação do violão, nos salões da alta sociedade carioca, e pela reforma da modinha. O Maranhão, nos presenteou com o, João do Vale, autor de Carcará, que revelou para o mundo, uma desconhecida, Maria Bethânia, que fora ao Rio de Janeiro, substituir, uma cantora de nome, Nara Leão, em um show chamado de "Opinião". Com a música, Carcará, ( Carcará, lá no sertão / É um bicho que avoa, que nem avião / É um pássaro malvado / Tem o bico "vorteado", que nem gavião / ..., Carcará / Pega / Mata / E come ). O nosso João do Vale, coloca o Maranhão, no Mapa do Brasil, com essa música.
João do Vale, é o autor de " Pisa na Fulô ( Pisa na fulô / Pisa na fulô / Pisa na fulô / Não maltrata o meu amor. )
Leitores amigos, fiz toda essa narrativa acima, para mostrar, que existem músicas brasileiras, e autores brasileiros, com qualidade. Sim,  deve, e pode  existir as músicas comerciais, até por que, existem pessoas que as consomem, por gostarem. Não escreverei, aqui, que são de gosto duvidoso. Mas, afirmo que são de qualidade duvidosa.
Os estudantes, precisam saber que existe um outro mundo musical, além, dos remelexos, dos esquartejos e outras bizarrices, que em nada contribui para a cultura popular. Não podemos dizer, que o sentimento musical, inicia-se, com um  balançar de cabeça, para cima e para baixo, jogadas de cabelos, para os lados, e termine em reboleixos de bundas.
Educar, musicalmente um povo ou uma Nação, é um dever do Estado. A música, é a ciência dos sentidos e sentimentos. É a nobreza, para a Alma. É o contentamento do sorriso. É, a celebridade do escolher. É o navegar em sonhos, tantas vezes desejados. É musicar, a esperança em um tempo, que não finda jamais.
Mas, então, o que é a música, e, para quê serve ?


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Bolero ( bailar )

Poema de José Maria Souza Costa.



Quero te convidar a dançar um bolero, como fossemos dois namorados,
Que apaixonados, deslumbram-se, com o aroma da sonhada felicidade.
E depois sentar, em um lugar qualquer, redesenhar sonhos desenhados
Escritos em  páginas de pensamentos que traduza a nossa maturidade.

Sair para dançar, é fazer a alma navegar no prazer d'uma enorme alegria,
E enfeitar com o riso, o tempo aproximado de conquista e conhecimento.
É tecer desejos explorados na mente,  que são alimentados no dia a dia
Por que a vida reluzida na dança, explora sentimentos, e contentamento.

Dançar, é deixar a alma fluir levemente em compassos e, tão vagamente.
É fazer vazar a libido de conquista, e avançar em passadas compulsivas
Aonde os corpos, pasmem, encontra-se-ão quase agarrados lentamente.

Dançar, é embriagar-se com a leveza de ritmos e sair pelos elo da mente
A deslizar pelos tablados da sedução, como quem está a procurar ativas
Memórias, fascinadas pelos constantes movimentos de bailados caliente.

************ español.


Quiero invitarte a bailar un bolero, como se  eran dos enamorados,
Que apasionados, deslumbrarse, con el olor de la felicidad soñada.
Y después sientarse, en un lugar , rediseñar  sueños diseñados
Escrito en las páginas de pensamientos que refleja nuestra madurez.

Salir para bailar, es hacer la alma navegar en placer d'tremenda alegría,
Y adornar con la risa, el tiempo aproximado de la conquista y el conocimiento.
Es tejer deseos explotado  en mente, que son alimentado en diario, en diario
Por qué la vida brillaba en la danza  explora los sentimientos, y la alegría.

Bailar, es dejar que el alma fluye suavemente en acompasado y tan libremente.
Es hacer vaciarse la libido de la conquista, y avanzar en pasadas compulsivo
Dónde los cuerpos , pasmen, no habrá casi aferrándose lentamente.

Bailar, es embriagarse con la ligereza de ritmos y salir por eslabón de la mente
La diapositiva de cuadros de la seducción, como quien busca activamente
Recuerdos, fascinados por los constantes movimientos de ballet caliente.

************* italy.


Voglio invitarvi a ballare un bolero, come fossimo due amanti,
Quello passionale, abbagliare da soli con il profumo della felicità sognata.
E poi sedersi in un solo posto, sogni riprogettazione progettati
Scritto sulle pagine di pensieri che riflette la nostra maturità.

Andando a ballare, l'anima è per navigare il piacere d'enorme gioia,
E guarnire con una risata, il tempo approssimativo di conquista e di conoscenza.
Si esplorato i desideri di tessitura in mente, ci siamo nutriti in un giorno
Perché la vita sulla danza glitterato, esplora i sentimenti, e la contentezza.

Danza, è lasciare che l'anima che scorre dolcemente in bar, e così liberamente.
Tu fai la libido perdita di conquista, e sposta oltre compulsivo
Dove i corpi, incredibilmente, ci saranno quasi aggrappato lentamente.

Danza, si beve con la leggerezza di ritmi e lascio il link della mente
La slitta di tableaux di seduzione, come chi è in cerca di attivo
I ricordi, affascinati dai continui movimenti di danza caliente.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Soneto Da Desconstrução


Texto de José María Souza Costa.



Margear o riso com o silêncio da surpresa,
É  fingir que está tudo bem, ainda que ferida.
É quase desistir da luta, e entregar a presa
Por que fingir, é garatujar,  os elos da vida.

Recolher-se ao silêncio de uma alma descabida
É suportar calada, piadas prontas da incompreensão.
Ser condenada, por querer ser livre, e, resolvida
É espiar lacrimejante, o expor da vida em confusão.

Pra ela, sonhar com a felicidade, é sonhar demais.
É como se o céu partisse em dois, feito desgraça,
É como se a felicidade fosse uma eterna ameaça.

Ai, desgraçada dor, que alimenta os invejosos.
Afasta-se de mim, com o teu delírio de vaidade
Por que creio em Deus, e buscarei a felicidade.

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"... quero dedicar este Soneto, para a minha amiga:"
Nãna.