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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Meditação.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Não tranque a porta. Vou sair,  e vou voltar. Quero ir. Passear. Ir e voltar. Mas, fale baixo, as portas têm ouvidos, se acontecer algo, eu te convido, e segue-se sem agonia,  com diz o Rei, é tempo de folia. Por isso, abram as suas bandeiras. Repare as suas falas. Vem comigo. Estou contigo. A vida inventa, e se não falares baixo. Tudo vaza. Eles comentam. Viver, é uma arte, verseja o poeta. O encarte ? É o riso. A alma. O abstrato. Retrato de fantasias.
Tranque a porta. Fique à janela. Olhe pela janela. Por ela passa a vida. Idas e vindas. Poesia, quase sempre é uma madrugada com fantasia. Se estiveres sozinho. Passa tudo. Até, o riso debochado em forma de rabisco. Vá à janela. Olhe pela janela. Lá vem o Natal ! Nascimento, restauro. Família. Depois é Ano Novo. Por isso eu vou. Não tranque a porta, a vida precisa seguir. Ir e vir. Seguindo. Não tranque a porta. Mas fale baixo, as portas têm ouvidos.
      


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Canção dos Namorados - II

Texto de: José Maria Souza Costa.




Amor, o que seria mim, sem você, deslumbro meu.
Passista sedutora, que emoldura-se em letras e  arte,
Desnuda um mundo, em que seja eternamente teu
E, direcione tempo mim, como envelope d' um encarte.


Visão erguida, e verás a Vida contemplante e companheira.
Abrace uma causa, e siga em frente sem querelas do que faz.
Ventos, flores, desejos sonial, enfeitam a primavera derradeira
E, nada é melhor na vida, que fazer das rimas um viver em paz.


Amor de mim, alma que completa a minha tênue vaidade.
Farei uma passarela de flores, como passeio do teu encanto
E, despejarei em tuas longas pegadas, aromas de desencanto.


Amo-te, sonho-te, quero-te, ainda que afogado em tua descrença.
As flores do jardim da minha casa, murcharam por esperar tantos
Ventos soprados em tuas pétalas, que não derramassem prantos.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Páginas Envelhecidas.


Texto de: José Maria Souza Costa.



A idade, o rosto enrugado, o símbolo do fascínio de um momento.
Histórias expostas  à gerações, que a transformam em acontecimentos,
E que certamente, espelhará, nos navegantes de um tempo,
A magia de instantes, em novidades científicas, com descobrimentos.

Um velho, um idoso, um ser humano traduzido a vida em uma enciclopédia,
Tem muito o que transmitir, aos mais recentes moradores da adolescência.
Que na maioria das vezes sonha, como se em lida fossem nobres doutores
Na busca de filosofias de vida, que em campus confundem-se com a ciência.

Sábios conselhos, a contemplar memórias que se faz perder em teimosia.
Pratos, canções, cantigas, bordados, tudo cultuados em uma lembrança,
De vivaz, a devanear recordações, que se foram em um tempo de criança.

Passos lentos deslizando por estradas que alonga-se e avança mais e mais.
Olhar brilhante a contemplar um sol sem cais, em um porto que não chora,
Vovô ou a vovó, ternuras em canções de amor: uma tela que já se enamora.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O rio vai, ou fica.



Texto de: José Maria Souza Costa.




A maré passa, e leva consigo o amor das margens.
O rio engorda, e fica na contemplação da cidade.
A natureza exibe-se exorbitante em belas paisagens,
Enfeitada pendurada em um quadro de cumplicidade.

O rio, desliza na direção do mar, mas nunca sai do lugar,
Enfeita-se com peixes, moluscos e tantas redes a tarrafiar.
Banzeiros, marema, pororocas, nomes regurgitados a intimidar
Pescadores apaixonados, entre remos e canoas de pescar.

Passa o rio, passa as águas, sob um sol de cabotagem.
Aningais em orla a desenhar proteção de mananciais,
Como se fossem jangadas, em noites de vã miragem.

Sinceramente, não sei se o rio vai, ou se fica, nesse vai e vem de amigo.
As águas correm apressadas, como quem busca em um tempo perdido,
A magia de um vento, à beira rio, que não sei, se vai, ou se fica comigo.


sábado, 23 de novembro de 2013

Urtigas Vermelhas.


Texto de José Maria Souza Costa.



A lágrima espalhada pelo rosto, é a que fere a alma. É comum, o aço queimante, abortar e malograr a Vida. E,  já não reduz-se,  esse ato, apenas às grandes Metrópoles, por que no Campo, a sordidez de matar, é feita sob encomendas, patrocinado, não por ritos macabros, mas, por um insano, que entre risos e gargalhadas, escolhe como vítima, quase sempre, aquele ( a ), que não versifica com a sua poética de dor, rimada, com  outras temática do ator.
Estupros, sequestros, assaltos, assassinatos, um rosário de horror. Mas, que garante ao malfeitor, uma pós-graduação em anarquia, que também, não esqueçamos jamais, é patrocinada pela esculhambação de um Estado leniente, e consolador, com a impunidade.
Códigos, Incisos, Artigos, Atas, tudo isso, diverte a memória de quem sabe ler e escrever, e traduz-se,  em paroleiro, o mesmo Estado, que deveria patrocinar a Segurança Individual do Cidadão, a Educação, a Saúde: ferramentas humanísticas basilar, estas, que o mesmo Estado, fantasiado com  políticos trambiqueiro, acharcam o Cidadão e a Cidadania, e ainda argui: quem são os desiguais ?
Sem ordem, sem rumo, sem progresso, e em escassez, com a moralidade publica. Lenitivo sim, com o roubo, com o faz-me-rir, com o rame-rame, com o deixa pra lá, com a curiola, que em seu curruchiar, valsa como se fosse um  puritano da moral e dos bons costumes, e ainda exige aplausos, de uma patuleia desdentada, que derrete-se à gargarejos, em um ' teatro ' de rebuceteios, interpretando um papel de metódica  pária.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Rosas de Caçuá.

Texto de:  José Maria Souza Costa.



Por que pedes, para não te abandonar, tão densamente
E, recorres há um amor que não existe ?
Por que finges, chorar tanto, e tão candidamente
Finges tanto, que até finges, que está triste ?

Por que derramas tanto amor. Amor de fingimento.
E navegas no teu mar sem doce esmero.
E se sabes fingir tanto, e tão copiosamente,
Por que entras fingidio em desespero ?

Por que chamas, busca em mim, um doce encanto,
E por que finges ser em mim, o teu deslumbramento ?
Não queira regar o teu jardim, com os meus prantos
Já que finges tanto, e fingindo, endeusa o teu fingimento.

Por que pedes, para não te abandonar, tão densamente
Já que finges tanto, e fingindo, endeusa o teu fingimento ?
Por que  entras fingidio em desespero,
E navegas no teu mar sem doce esmero ?


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Oportunamente.


Texto de:  Isabel Lopes.



É no desmantelo
Que me acerto as horas.
Não me perco em tempos
Que se foram embora
Chuva cai e não volta,
Mas molha a roupa
Que veste meu corpo
Que anda nu, agora.

     

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Se.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Se o riso, não transformassem-se, em gargalhadas, não seriam risos.
Se a alma, não deixasse de ser pequena, não seria Alma, seria agonia.
Se a dor, não convertessem-se, em riso brilho, era mais tristeza para o siso.
Se os passos, se deixar fazer pegadas, tudo rima poesia e melodia.
Se os sonhos, não despertassem, nunca seriam sonhos, seriam abordagens.
Se os cantos, não inspirassem, nunca seriam cantos, seriam panfletagens.
Se os lagos, não desaguassem, não seriam lagos, seriam miragens.
Se a imagem, não navegassem com a partida, tudo era abismo, nunca narciso.
Se o efeito, não despertasse a cobiça, não seria efeito, e sim, um contexto.
Se as páginas, não enamorassem as letras, não seriam páginas, e sim incesto.
Se as letras, não iniciassem um índice, não seriam letras, mas, quase um texto.
Se a dança, não bailasse tanto, não seria dança, e sim, seguimento do pretexto.
Se, o SE, não fosse uma condicional, o Amor deixaria de ser infinito, e lenitivo.
Se , o Se, não conviver com a  leniência do sindicato do limite expansivo,
Se imagina, que em todo " Pensamento Escrito", exista algo relativo ou atrativo.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Seccular e Santo

Texto poético do Cleilson Fernandes.



Ora, não há santo com meu nome, é notório,
isso porque santo mesmo é o que sou eu,
assim também como todos os outros santos são,
mas não sou espelho, nem semideus nem profeta
e prendas e milagres não sei fazer, sou poeta.

Não tenho, não quero devotos, nem votos,
não ouço preces nem promessas aos mortos,
levo é a vida com alguns santos companheiros
que teimam em ser meus eternos parceiros,
ora e em tantas outras e loucas aventuras épicas.

Sou assim, santo por herança, desmedido pela fé
e sigo livre, pecando por convicções e delírios,
por esse mundo, roubo corações e prendo olhares,
sem joelhos ao chão, pés descalços, sacrifícios,
sem vícios de fé, martírios e sucesso de altares.

Apenas um santo como os outros o são, santos,
sem hábito e aureola, mas com esperança sigo,
sonho e durmo, acordo, vivo e sofro, morro
e quando me encontrar com Deus, juro, eu digo:
cá volto eu de uma louca aventura, meu amigo.

........................................................................

**  Cleilson Fernandes, é  Arariense.

Pensador filosófico e Agitador Literário.




Separação.


Texto de: José Maria Souza Costa.



Separação -  que dor é essa, que apodrece a alma.
Que flerta com a saudade, e, que faz-nos, reclamar ?
Que linha é essa, que arrebentada acende a chama
Do chorar, em um peito desnudado posto a lacrimejar !

Chora a bondade, entrelaçada de desejos e esperança
Invejando a valsa, que em despedida expõe tais cantos.
Lacrimejante o sentimento ferido busca em uma aliança
De consolo, o respaldar de versos a eternizar os prantos.

Separação: dor e saudade, é um contexto em bel narrativa.
É uma ferida desmedida, por um caminhar quase sem volta
É a alma aflita, conflitante, embriagante que bêbada retorna.

Mas, a separação por vezes, finge um trilema com felicidade.
Busca dos pares, um pensamento unitário, de sábia bondade
E mesmo em leitos derramados, esparrama-se à comodidade.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Um Abraço.

Texto de: José Maria Souza Costa.



Hoje, eu quero o teu abraço. Não, por que o tempo esteja frio. E nem por que, o deslumbro da fatuidade oluscou a minha alma. Mas, por que eu quero o teu abraço.
Por ele, quero sentir a temperatura do teu corpo.
Por ele, quero sentir o aroma do teu pescoço.
Por ele, quero abraçar, o teu abraço e depois desvirginar o contentamento.
Por ele, quero energizar o meu esforço, e alimentar o meu deslumbramento.
Hoje, eu quero o teu abraço, derramado pela  janela da Vida.
Um abraço assim: com risos e sorrisos, com passos e semiflexionado.
Um abraço assim, como os dos pares adiantes, quase bailantes, deslizantes por salões embriagados com boleros dançantes, e, embriagantes.
Todo o amor, que ainda houver nessa vida, trilha pelos caminhos das idas e vindas, entre os laços, dos abraços, entrelaçados no horizonte do prazer.
Um abraço.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Rua e a Cidade


Texto poético de: José Maria Souza Costa.




A minha cidade, é um  rio  topografada pela passarada.
Ela é minha, ela é tua, deslumbrada em semi reta e sem ladeiras,
Curvilínea, margeada pelas águas, que a beija encantada
E contemplada por um Sol reluzente, deslizante e sem barreiras.

Eu nasci na beira desse rio, entre os cantos das lavadeiras
E  marés de correnteza escorregadio, chamado-as de pororocas.
Ela canta delirante, entre curvas e seguimentos das barreiras,
Que deitam árvores, canoas, e transforma paisagem em malocas.

A minha cidade, é uma rua ladrilhada com o poema,  e as rimas do saber.
Reluzente entre becos, que despeja em  vitrais, um pedaço do meu Sol
E destila em cada um, as risadas escancaradas de um bem compreender.

A minha cidade é uma rua: ela é minha, ela é tua, tudo e de qualquer maneira.
Enfeitada de olhares, e rodeadas de violas dedilhadas em canções de querer ser.
Recita Canções das Águas, em concertos de um Mearim, pra fazer e acontecer.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Poetizar


Texto poético de: Cleilson Fernandes.



Não serei poeta
de uma única pena
de livros mofados
de plumas ao vento
nem intérprete
de uma canção apenas.

Não despetalarei
uma única rosa
nem exaltarei
sentimentos medíocres
e emoções chochas
Não sacralizarei
uma só religião
nem professarei
uma verdade única.

Não cometerei
a hipocrisia da pureza
o pecado da indiferença
o comodismo da omissão
a ingenuidade da apatia
e a obsessão do fanatismo
(...ismos).

Não permanecerei à sombra
nem farei uma viagem morna
Buscarei o sabor da água
o perfume do nada
Contemplarei o invisível
sorrirei dos sábios
e filosofarei com os tolos.

Não abraçarei o mundo
mas abrirei meus abraços
Mergulharei na poesia da vida
e em versos a louvarei

Poetizarei a vida
poetizarei o Homem
embalarei os sonhos
despertarei os pássaros
e entre versos viverei
.

...................................................
** O Professor e Intelectual, Cleilson Fernandes, é do Estado do Maranhão.


sábado, 19 de outubro de 2013

Aquelas Páginas Vieram Com o Sol... ...


Texto de Rafael Belo.



"  Aquelas páginas vieram com o Sol, libertaram, clarearam as horas, e alguém tinha seu fim do mundo chegando, depois passou, acabou só a expectativa do que não aconteceu, encerrou apenas o inevitável, para os outros o apocalipse seria outro dia, o eclipse de todos os dias vividos, para então ser seja lá o que crer, ninguém falou em morrer, a palavra era vida e o estranho era o não falar da morte "
....................................


**  Rafael Belo, é jornalista. Crítico literário. Formado pela Universidade Católica Dom Bosco de Mato Grosso do Sul. Comentou no meu mais recente livro, " Sermão Vermelho - peça de teatro " e, é o Autor do blogue  http://olharesdoavesso.blogspot.com
      

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Professor: Quem é, e o que faz ?


Texto de: José Maria Souza Costa.




No Brasil, todo dia 15 de Outubro, comemora-se " o dia do Professor", inclusive, é feriado escolar.
No dia 13/10, conversei com José Benedito de Andrade, foi meu professor de Filosofia. E ontem, conversei longamente por uma rede social, com a Marise Ericeira, que foi minha Professora de Pedagogia, ambos na década de 70, quando, este escrevinhador, cursava a Escola Normal.
Portanto, deixo estas arguições:
" Professor ":
Quem é, esse Profissional, e, o que ele faz ?
Qual a importância de um Professor, na Formação da Sociedade Civil ?
E você, ainda recorda o nome, do seu ou da sua primeira Professora, ou Professor ?
Abraços.

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pedaços da Minha Infância

Texto de : José Maria Souza Costa.




Lá embaixo, sob a sombra da goiabeira, no quintal da minha casa,  punha-me, a contemplar, como os japis, construiam as suas moradas, sobre o alto da palmeira.
Olhando daqui pra lá, é como, se fosse um puçá, em deslumbrante arquitetura, onde pasmem ! Sem desenho, e à natura, à voos rasantes em ribanceira.
Os perfumes dos laranjais, as cores dos manguezais, aromas de tangerinas, que navegam entre narinas, em desejos de bicar, e o piado nas ribeiras, desse preto e amarelo, que reluzente antes do sol, o amarelar, como se fosse, "anáguas" de meninas, com o vento a bolinar.
E a visão, entrecortada, pelas sombras da " meágua " coberta de palha, é que fazia encostarmos na cerca do quintal, ou debruçar no aramado, que segurava a "pindoveira", bem ali, pertinho, por detrás da amendoeira.
Lá, não tinha escorregador, nem balancim, nem cata-vento, tudo era improvisado. Até o jogo de botão, esparramado no assoalho, escondia-se do baralho. E hoje, arqueado à meus momentos, eu fico a imaginar, como decantar os movimentos de criança, que não cansa em perguntar.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tempo Tempo Tempo

Texto de: José Maria Souza Costa.




O tempo,
é o um elo, entre a ida, e a saudade.
O tempo,
é uma vertente, entre o requerer e o sonhar.
O tempo,
é a espera, entre o riso e a ansiedade.
O tempo,
é uma luz, entre o olhar desconfiado, e o restaurar.
O tempo,
é uma liga entre o futuro, o que passou, e o presente.
O tempo,
é o contínuo, do que sucede-se, nos eventos.
O tempo,
é uma mão espalmada, na busca de um amor ausente.
O tempo,
é que pensas, ou que deixas vagar nos ventos.
O tempo,
é o que fala-se, por que fala-se, e, do fala-se.
O tempo,
é o que distingue uma era, e os acontecimentos.
O tempo,
é o que traduz uma alma, que deprimida cala-se.
O tempo,
é o hoje, e nem pode ser o amanhã, com fingimentos.
O tempo é de mim, é você, e a simplicidade dos ensinamentos.
O tempo, é o saber, e o profundar dos conhecimentos.


domingo, 29 de setembro de 2013

Paisagem


Texto de: Rafael Belo.



No nosso aconchego, o sossego incendiário do amor, espalhando as chamas, para nos vê, como não Amar  você, como não Amar ?
Este Mar, esta maré, que preenche a minha praia e me dá a melhor vista, a paisagem que o Artista Divino, criou, naquele som de mar, amar, Ah, Mar, me levando cada vez mais para o seu profundo, e, nestas suas águas espalhadas, me concentrou e estou dentro, até depois do horizonte acabar.

.............................................
** Rafael Belo, é Jornalista, e, Autor do blog   http://olharesdoavesso.blogspot.com



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Janelas


Poema de José Maria Souza Costa.



      Abri o meu sorriso para expor as minhas telas.
    Os quadros adornados, pendurados na tua janela,
      São miragens dos sentidos, por onde naveguei.
  Quando criança imaginei, que, se as imagens fossem galerias,
Eu poderia expor o meu coração reluzente, nas passarelas da ilusão,
             E abri uma vertente, no teu coração.


     Quando a voz passar: como luzes, luas e velas
       E o mirar da samea, pelas frestas e janelas.
Eu vou expor, os  meus sonhos, como quadros a gosto dela,
       E contemplarás, os risos dela, como fossem aquarelas.


    As manhãs de primaveras: eternas, doces e singelas.
     Há um riso rasante, entre as frestas e as janelas.
                     Eu vou expor o teu rosto,
             Por todas as ruas, em enormes telas.
             E todos hão de ver, a minha Cinderela.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fwd: Veruzir


Poema de: José María Souza Costa.



A tua escrita, é a tua alma desenhada em uma folha de papel.
O teu léxico, é do tamanho da tua redação.
A tua poesia, é o que estás esparramada no teu pensamento,
E o teu olhar, traduz a voz regurgitada do teu coração.
Sonhar, é alimentar a vida, com expectativas.
É ser reto, direto, com metas objetivas.
.........................................

español

La su escritura, es su alma dibuja en una hoja de papel.
Su léxico, es el tamaño de su escritura.
Su poesía, es lo que estás esparcida en tu pensamiento,
Y el sus ojos, traduce la voz de tu corazón regurgitado.
Soñando, les la comida de la  vida con las expectativas.
Es ser recto, recto, con metas objetivas.
..............................


italy

La tua scrittura, la tua anima è disegnato su un foglio di carta.
Il tuo lessico, è la dimensione della vostra scrittura.
La tua poesia è quello che stai stravaccato nel tuo pensiero,
E i tuoi occhi, traduce la voce del tuo cuore rigurgitato.
Dreaming, il cibo è la vita con le aspettative.
È essere diritta, diritta, con gol oggettivi.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Flores Que Não Valsam.


Poema de: José Maria Souza Costa.



Enquanto o olhar distante, embriaga-se entre salões, luzes, faxes e alegria.
Afeganistão, África, Síria, desova e chora, corpos infantis, em rasas covas.
Gás, chumbo, suor, sangue, lágrimas, mistura-se, em solo d'eterna letargia,
Enquanto ergue-se em troféus, vidas decepadas e agonizadas como provas.

Choram irmãs, e , mães desconsoladas, sabem que não beijarão  as flores
Que foram dilaceradas  inocentes, e, soterradas com as  veemente dores.
Clamam ao mundo fustigadas às duras penas, berrando vozes por  tambores
Que não desperta no Ocidente, o limiar de um novo tempo : cores de amores.

Infâncias sequestradas de meninos pobres, por um ente refinado e cabisbaixo
Fertilizado pelo ódio, e regido pelo regime mordaz de um corondó sem patente,
Que rabisca, na partitura do destino de cada um, os ressentimentos eminente.

Verde oliva, azul, branco, lilás, não importa a fantasia ou a cor dos aquartelados.
Afeganistão, África, Síria, outros tantos Mediterrânicos de hipocrisias e alegrias
Engravidam, solenes acordos esquartejados, erguidos entre corpos esfarrapados.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brazil, 40 Graus de Dependência.


Poema de: José Maria Souza Costa.





Saudada de saudável, com os seus 40 graus.
Oprimida, por uma aprovação continuada,
Sufocada e mistificada, pela temeridade.
O tempo vai e vem, e sobe nos teus degraus
Por um Congresso, que te chama de Pátria amada.
Mas, desafina, regida pela orquestra da impunidade.

Aqui: bolsões de pobreza, meninos de rua, manifestações,
Acolá: Carnaval, Futebol, Praia, Sol, Mar, e, inquietações.
Samba, Caetano, Chico, Jobim, como fica esse legado
Derramado, entre a ilusão, e a Aorta das dissimulações ?
Brasil, adornado pelas correntes d ' águas, do Atlântico,
Pacificado, pelas letras de uma Constituição, e, em, pânico
Com um Congresso procrastinado, observado por uma janela
Que chora ela, envergonhada, na contemplação de uma favela.

Verás, que um filho não foge à culpa, na disputa
De um tempo, em que, cada um faz da sua luta
Um elo, ainda que seja, por um bordel de recrutas,
Onde não giramos nada, e, nada aconteceu.
E desta janela, at aviada, por  um navegador
O tempo passa apressado, como quem comunga
Com a esculhambação, abaixo da linha do Equador.
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Español

Aclamado sana, con sus 40 grados.
Oprimida por una continua aprobado
Angustiada, y desconcertado, por la imprudencia.
El tiempo, viene y se va, y se levante en vuestros pasos
Por un Congreso, que te llama de Patria amada.
Pero, desafina, rige por la orquesta de la impunidad.

Aquí: bolsas de pobreza, niños de la calle, manifestaciones,
Ali: Carnaval, Fútbol, Playa, Sol, Mar y preocupaciones.
Samba, Caetano, Chico, Jobim, ¿cómo es este legado
Derramado, entre la ilusión, y el engaño de la aorta?
Brasil, adornada con cadenas d 'las aguas del Atlántico,
Pacificado, por las letras de una Constitución, y el pánico
Con un Congreso demoró, observa a través de una ventana
Quién llora  ella, avergonzada, en la contemplación de una favela.

Verá que un niño no escapa a la culpa, la disputa
De un tiempo, en el que, cada uno hace su lucha
Un enlace, aunque por un burdel reclutas
Cuando no girar nada, y no pasó nada.
Y esta ventana, en el dispensado por un navegador
El tiempo pasa de prisa, como si las acciones
Con esculhambación  debajo de la línea de  Ecuador.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Canção das Flores


Poema de: José Maria Souza Costa.




Você diz, que fez o meu mar
Que entre horas vagas, escreveu o meu diário
E, pregaste no semanário de uma alma.
E por instante, entre acordes distante
Rege uma valsa, delirante e calma.
E sempre que essa valsa toca,
Recorda, entre o teu olhar azul,
As letras que me escreves, e que conduz-lhe
Um tempo há tremelizar, no teu céu cru,
Que vaza do teu amor, com ares de solidão,
E que não acalma-se, nem ante a valsa
Que tocas, para fantasiar, o teu coração.

Você diz, que o cais acaba virando um mar
E o sol, nem se remove de ciúmes
Com o ancorar de uma linha vacilante,
Caminhante, que com o vento, vai-te adiante
Rabiscando o teu movimento, em uma dança,
Que avança, a deslizar, com o nome paciência.
Outrora, ouvi uma valsa, lembrei-me de você.
E sempre que essa valsa toca.
Pergunto: Há que horas você brinca,
Se voltas, se retornas,
O que temes fingindo-se de morta,
Se a chave jogo  por debaixo da porta ?
Mas, sei muito mais, que a valsa que toca
Faz, o teu riso deslizar, para um mar
Sem importar-se, como ele desemboca.
**********************************************
en espãnol.


Usted dice, que hizo el  mi mar
Que dentro de tiempo libre, escribió el mi diario
Y clavaste en semannário un alma.
Y por instante, entre acordes, distante
Rige un vals, delirante y tranquilo.
Y cada vez que choza esa vals,
Recuerda entre sus ojos azules,
Las cartas que me escriben, y eso lo lleva
Hace un tiempo tremelizar en tu cielo crudo
Que se vasa en tu amor, con un aire de soledad
No calmarse antes el vals
Eso madrigueras, para fantasear, su corazón.

Usted dice, que el muelle siempre había visto un mar
Y el sol, ni elimina los celos
Con el ancla de una línea débil,
Caminante, con el viento, vete adelante
Garabateo su movimiento, en una danza,
Avanzando, correderas, llamado paciente.
Una vez escuché un vals, recuerdo de ti.
Y siempre que esa vals choza
Pregunte: qué hora se juega allí,
Si vueltas es retornas,
¿Qué temes fingiendo estar muerto,
Si la llave juego bajo de la puerta ?
Pero, lo sé, que el vals que juega
¿Su delizar risa a un mar
Sin cuidado, ya que desemboca.



sábado, 24 de agosto de 2013

Um Olhar Derramado Pela Janela



Poema de: José Maria Souza Costa.




A minha janela, fica, no Vigésimo Primeiro Andar
De lá, vejo outros arranha-céus, em céu cinzento
Vejo carros lá embaixo, em buzinaços, sem retornar
E a alma humana, abraçada, contra um tempo.

A Cidade inteira, passa no olhar da minha janela,
As cores, que vai-se com a distância, no olhar perdido,
Os sabores e a arte, que desfilam delirante, em aquarela
E a janela bem ali, a contemplar, o olhar de um sol ardido.

O olhar distante, por uma eterna procura
Lá embaixo, a solidão entre o olhar e o espaço,
É a vida rimando os eternos elos de um compasso.

A minha janela, fica, no Vigésimo Primeiro Andar
Entre cantos pássaros, e a curiosidade de muitos passos,
É de lá, que vejo a lua boiante, quando o sol está a raiar.
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en español


Mi ventana está en el Vigésimo Primero Piso
De lá, veo otros rascacielos en el cielo gris
Veo los coches abajo, en buzinaços sin volver
Y el alma humana, abrazada, contra el tiempo.

La Ciudad entera pasa en mirar de mi ventana
Los colores, que van con la distancia, en mirar perdido
Los sabores y el arte, que desfilan delirante, en acuarela
Y la ventana allí, contemplando el mirar de un sol picante.

El mirar distante, para una demanda eterna
La debajo, el soledad entre la mirada y el espacio,
Es la vida rimando el eternos elos de un compás.

La mi ventana, está en el Vigésimo Primero Piso
Entre el canto de los pájaros, y la curiosidad de muchos pasos
De lá, que veo la luna flotante, cuando el sol está amaneciendo.



domingo, 18 de agosto de 2013

Eu Te Amo, mesmo assim.


Texto de José Maria Souza Costa




Por que, as águas que correm na direção do Mar, nunca retornam à sua nascente ? E o mesmo olhar, derramado na janela do contentamento, não se deixa embriagar, com o retorno da alegria ? E nem o Sol, com o seu bojo amarelo, deixa-se, esverdear-se, com o frio da primavera, que sempre finge não ser inverno ?
Por que, a minha Rua da Beira, que é contemplada pela beleza do Rio Merim, está sempre a beijar o riso da água, e a escurecer mais cedo, como se fosse eternamente protegida por anáguas bordadas, com pigmentações entrelaçadas, que descem de um céu azulado, que existe ainda, e tão somente, em uma Arari  tropical, e desnudada de uma inocente adolescente dançante, dessas que espalha desejos e sonhos, em passos que teimam em seguir adiante ? E por que, o olhar distante, desafia tanto o horizonte, que deixa-se colorir, como se fosse um arco-íris, beijando a beleza do tempo e enamorado-se, com a brisa dos acontecimentos, que teima  em caminhar lentamente na direção de um coração ?
Hoje eu quero flores: Rosas.Margaridas. Camélias. Teresas. Marias.
Hoje eu quero perfumes: Aromas, que encantam e deslumbram a minha Alma.
Por que o perfume das rosas, embriagam a calma, e deixa envaidecidas as janelas, que murmuram sempre, um caminhar que passa ?
Porque o vento, derramado sobre um rosto, teima sempre em seguir adiante, fingindo nunca ter no tempo, o tempo de um retorno , para enamorar-se do mesmo rosto ?
E o que segue: Eu, você, ou a Vida ?


in  español


¿Por qué, las aguas que fluyen hacia el mar, nunca regresan a su origen? Y el mismo mirar, esparcido  en la ventana de la alegría, no dejes borrachar, con el retorno de la alegría ? Y ni el sol, con su vientre amarillo, tregua, verde-up, con la primavera fría, que siempre finge no ser invierno?
¿Por qué, mi Rua de la Beira, que es contemplada  por la belleza de Rio Mearim, está siempre la besar el riso del agua, cómo si fosse eternamente protegidos por enaguas bordadas, entrelazados con la pigmentación, que descienden desde el cielo azulado, que todavía existe, y sólo, en un Arari tropical, y despojados de un baile de adolescentes inocentes, extendiendo estos deseos y sueños, en los pasos que insisten en seguir adelante?  ¿Y por qué, el mirar distante, cuestiona tanto el horizonte, que dejase colorir, como un arco iris, besando la belleza del tiempo y  enamoradose com la brisa de los acontecimientos, que insiste en caminar lentamente en direción de un corazón?
Hoy quiero flores: Rosas.Margaridas. Camelias. Teresas. Marías.
Hoy quiero Perfumes: Aromas que deslumbran y deleitan mi alma.
¿Por qué el aroma de las rosas y suaves borracho, y dejas envaidecidas las ventanas, que murmuran siempre, un paseo que pasa?
Porque el viento, esparcido en su rosto, siempre insiste en seguir adelante, nunca pretendiendo ser en el tiempo, el tiempo de volver, para enamorase del mismo rosto ?
Y lo que sigue: yo, tú, o la Vida ?



sábado, 17 de agosto de 2013

Fwd: Matematização do EU


Poema do Adenildo Bezerra.



No cotidiano do meu Ser, sinto a potenciação do Amor,
Racionalizo os denominadores comuns da minha razão,
E subtraindo os infortúnios e as miserabilidades da dor
Multiplico por dez cem mil, as alegrias do meu coração.

Adiciono mais cores, sabores e aromas, ao meu viver,
Soluciono os meus problemas, almejando uma simetria da Vida.
E numa exponencial do ego, equaciono as tristezas do querer,
E com uma raiz cúbica do entusiasmo, cicatrizo-me da ferida.

Em progressão geométrica, aumento minhas possibilidades,
Esticando a circunferência, que fecha-me um círculo vicioso,
Em seno e cosseno, transpareço trigonometrias de amizades.

Penso positivo, nunca negativo, não troco, o mais, por menos,
Busco as estatísticas coerentes dentro d' uma singela proporção,
Por que a matemática do viver, não permite pensamentos pequenos.
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Adenildo Bezerra, é Professor, Pesquisador e Membro-Fundador da ALAC
E autor do site:   www.adenildobezerra.com.br


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sem Sol.


Poema de:  Rafael Belo.




               O dedo apontou distante,
           Silenciou os lábios e se abaixou
             Sussurrou intrigas, desditos,
                 E se deixou congelar
      Observou mal feito sem de fato está lá.


                Se inflou de ego,
         Desceu as escadas rolando
               Manchou as vaidades.
               Feriu a língua, e, olha só
   A mingua culpou quem passou mais perto.
           Suando do trabalho ao Sol,
         Contando certo o mês no bolso
    E tirando deste só sobras de flores seca.


        Cinzas de um perfume espalhado
        E com seu desconhecido desamor
          Murchou quem não floriu.
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** Rafael Belo
, é autor do blogue  http://olharesdoavesso.blogspot.com
E escreveu o comentário do meu livro, SERMÃO VERMELHO ( texto para Teatro ), que será lançado em Setembro, deste ano.

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español


         El dedo señala a distancia,
         Silenció el labio y se abajó
          Susurró intrigas  desditos
            Y si se dejó congelar
 Observó el mal hecho sin tener  estar solo.


           Si influó el ego 
   Bajó las escaleras rodando
      Magullando las vanidad,
   Herió la lengua, y, mire solo,
La escasez culpa que pasó más cerca
   Sudoración de trabajo al Sol
 Contando determinado mes en bloso
Y  teniendo esto sólo sobrantes flores secas.


       Cenizas de un perfume dispersos,
        Y con su desconocida sin amor
            Marchitó que no floreció.

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italy


            Il dito puntato lontano
       Silenziato il labbro e si chinò
          Intrighi sussurrò desditos
         E se lasciato a congelare
 Notato scadente senza in realtà essere solo.


            Se ego gonfiato,
    Giù per le scale a rotazione
            Hurt sua vanità,
   Colpita la lingua, e, guarda
  La scarsità incolpato che passò più vicino
          Sudorazione lavoro al Sole
   Contando certo mese in bloso
E tenendo presente solo avanzi di fiori secchi.


          Ceneri di un profumo dispersi
   E con il suo sconosciuto senza amore
          Appassiti che non fiorì.