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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta - Substantivo Feminino



    de: José María Souza Costa

   
   

    Eu te amo.
Muitas cartas de amor, quase sempre inicia-se assim.
Elas desenham emoções, traduzem sentimentos, fantasiam as normas, os segredos, as regras, enfim, como fossem GPS, elas mapeam os tempos, os passados e os momentos. As cartas,  traz-nos as imagens, as mensagens, e, as contagens  do nosso doce universo particular.
Ah! como eu te amo.
Cartas, sempre serão cartas. Existem as confortavéis, as dolorosas, as comerciais, não  teem nem cor e nem sexo, estam sempre desenhadas por  tintas, ou, debruçadas em versos atuais, e lidas quando possível, no balançar das redes em quintais, sob o aroma dos laranjais.
As cartas, são quase sempre verbos de ligações: faz parir sentimentos, e, prostituir-se com palavrões.
As cartas, são acalantos do brilhar dos olhos, são as pulsações dos artelhos, e, as enamoradas da timidez. Ainda hoje, recordo da primeira carta que escrevir. Não foi nem para a minha amante, nem para a minha namorada, e, nem para a vizinha que  põe-se à janela à  bisbilhotar o tempo, por que lhes falta o que fazer,  em seus castelos de sonhos. É com ela, e por  elas, que aliciamos  as idéias, que alienamo-nos os espectos dos cios, e ficamos  a  alimentar as nossas manias, irritações, citações  e contentamentos
As cartas, nem sempre são, ou serão de amores. Mas, uma temática de notas, notícias, ou, uma rima enumerada no sabor, rabiscada até, com lapís de cor.
As cartas, são assim. " Cronizada" " Versada" " Prozaica e proseada".
Quase sempre inicia-se assim:
Localizada  e com data.
  
      

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Rosto De Um Retrato.




De:  José María Souza Costa

Tu és

 
Linda, formosa, bela e maravilhosa.
És o reluzir de um contentamento
És o explendor aromático da rosa
És a sedução do meu sentimento.
És eterna namorada, tal a lua airosa.
E  é assim, neste tratado de fato
Que emoldura-se, o teu retrato. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Tema Para As Lágrimas




de: José María Souza Costa
 
   

Hoje a minha alma esta vaga, vazia, sem música, sem acordes, sem tempo, quase sem nada. Os arranjos do momento passou, a solidão chega, e, com ela a saudade, a tristeza, e uma imensidão de lembranças de tudo o que passou.
O que me resta é meditar, indagar no tempo o que foi feito nesses anos, sem deixar-se traduzir em  fel, os rabiscos das  emoções, ou atropelar o silêncio com o sabor amargo. O dedilhar no meu violão, ainda consola as coisas da vida, o que não quer dizer que não temos opiniões. A Vida, não é qualquer coisa. O tempo, não é a tradução de felicidade infinda, ou, de um sofrer eterno. Mas, administrado com segurança, é uma magnitude de aprendizado.
Hoje a minha alma está calada, silenciosa, inerte, sem sol, sem chuva, sem vento, sem cores, abraçada em uma saudade que não passa, navegando em um Mar, de onde não consigo descortinar a beira do cais.
Hoje a minha alma não tem risos, nem alegrias, e a magia do contentamento adormeceu, como se tudo fosse um eterno sepulcro. É o tempo que passa, é o vento que não sopra, e assim, cada um vai-se, outros veem, e, nessa loucura toda dissimulada de Vida, não sabemos se viver, é um ir ou um vir.
Hoje, a minha alma está aqui.
   

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Canción del Disimulo


    de: José María Souza Costa
         

 
Afinal, para quê, serve-me as suas chamadas ? O tempo passou. Os dias, e, os modos, são outros. A velha canção, já não toca mais no rádio, e, nem sequer sinto a necessidade, de observar, os desenhos de suas pegadas rastejantes, pelas esquinas das minhas observações.
Sim, agora os desejos são outros. Os sonhos, são outros. O tempo, é um outro. A minha metade, busca uma outra metade, e, dança no  Mar de esquecimento, por que, a muito a lápide do desprezo, engoliu o seu nome, com as minhas fantasias. A estrada, já nem é mais estrada, e transformou-se, no seguimento do esquecimento que faz-se reluzir, em um tempo  que não queiramos  rabiscar na memória. O presente é o  meu contentamento. Não, não me fazes falta, as suas chamadas, as suas mensagens, e nem o trilintar dos seus telefonemas. Nessa valsa de dessimulação, por muito os acordes da felicidade passou ao largo.

   * Canção da Dessimulação

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rabiscando


de: José María Souza Costa
 
   

Eu sou um despojado dos teus sentimentos
E abandonado, pelos galanteios do teu olhar.
Eu sou, como uma ciranda sem movimentos.
Sou como uma nau desgovernada em alto mar.

Eu sou um poema, sem as metricas da saudade
Sou uma página em branco, rabiscada pelo tempo
Sou como um verso recitado no palco da tenra idade
Eu sou a tua idade hoje, e, amanhã, já sou o tempo.

Eu sou apenas, a oportunidade dos encontros
Sou a letra bordada, redesenhada, em tua cor.
Sou a lágrima que não borra o papel, por favor
Eu sou a face da cor, aromatizando o teu olor.