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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cancêr de Mama.



de: José Maria Souza Costa
 
   

O medo, o preconceito, a desinformação, a crença no " isso não vai acontecer comigo", a falta de esclarecimento, mais, a ausencia de uma Politica Publica de Conscientização, tem levado muitas mulheres ao óbito, vitimado, pelo cancêr de mama.
A mama, orgão do corpo feminino por onde derrama o leite materno. Leite materno, o mais precioso dos alimentos. E você mulher, que és valente para encarar as dores da vaidade, para postar-se ante o teu filho,  parece esquecer do teu corpo. O cancêr de mama, não escolhe idade, nem dia, e, muito menos horas ou tempo, por que a função do virus, é unicamente matar. Não perca tempo, e, nem faça deste, uma desculpa esfarrapada. Encoraje-se,  deixe os preconceitos sob os tamancos. Ainda que, não possua condições financeiras privilegiadas, para pagar um médico particular, uma vez por ano, compareça ao um posto de saúde, consulte  um Genecologista, e, exiga que este lhe peça uma Mamografia. Preste atenção. Quanto mais cedo, melhor. Não se deixe vencer à " por menores". Qualquer tempo, é tempo, de combater o cancêr de mama, e  poder encontrar, a cura.
 
    Sinais mais comuns:

    1 - Um nódulo que apalpado, é diferente dos outros tecidos da mama.
    2 - Pele enrugada, ou, com depressão.
    3 - Secreção no mamilo.
    4 - Inchaço que não desaparece.
    5 - Pele descamativa, ao redor do mamilo.
    6 - Alteração do mamilo.

    Espero-te Mulher, em qualquer Posto de Saúde, em quaisquer parte do Mundo.

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

La ciudad del mi calle


de: José María Souza Costa
      * A Cidade Da Minha Rua.
 
     


Do outro lado da cidade tem uma rua.
Do outro lado da rua, tem uma cidade.
Na rua do outro lado, tem um ladorua
Na cidade da rua, tem lado ruacidade.

Do outro lado da rua, na cidade, tem a cidade, revestidas
De passos apressados, e, bares com  bocas embriagadas.
Tem o gosto destilando o deboche, e a curva da mocidade
Navegando entre os cios, por uma agitada promiscuidade. 

Cidade e rua, tudo se mistura, em prantos ou galanteios.
Tem os ternos, e, as gravatas, desfilando em pleno dia.
Tem as noites, em dançantes-lenta, ao som de devaneios.
Tem as rimas em utopias, poesias e, o áureo do dia a dia.

sábado, 20 de outubro de 2012

La ventana del mi mirar *



    de:  José María Souza Costa

     
 
O meu olhar, há de encontrar com o teu.
A minha rumba, vai bambolear  os teus quadriz
E a música do olhar, dirá o que prometeu
Com a intensidade sonora para eu te fazer feliz.

Nesse jogo de olhares, não existirá contrato de separação
E nem deixaremos o vinho arrastar-se, por elos de fantasias
Por que prenderemos os nossos desejos para degustação
Entre olhares tantos nossos, derramados em vã demagogias

O meu olhar, a música que toca, e, a solidão da minha chama
São componetes que alimentam, o meu desejo-nu, pelo seu.
Um outro olhar assim, um bolero, uma valsa, é o que clama
A dançar comigo, um instante, e, poder me chamar de teu.

                             ¨¨¨¨¨¨¨¨

* A janela do meu olhar


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

La otra margen del río



 

  de:  José  María Souza Costa
 
   

A outra margem do rio, é uma paralela
De como vê-se a vida: deslumbrante ou agerridas.
Sabe-se: é uma correnteza intensa nela
Em labutar sinais, ou por vezes, a abertar feridas.

Da outra margem do rio: vê-se, o explendor da cor e do sabor.
Da outra margem do rio: vê-se a cidade, a viver seu contrapor.
Da outra margem do rio: vê-se, o sorriso, misturado diferente.
Da outra margem do rio: vê-se até, gente querendo ser gente.

Na outra margem do rio, é uma correnteza de contentamentos,
Tem glamour em sortílego, derramados e, em namorados.
Por que, entre as outras, margem do rio, busca-se movimentos
Paralelos, onde todos sejam iguais irmanados, abraçados.

Vê-se
Na outra margem do rio,
Ou da outra margem do rio,
Rio de correntezas, de diferenças. Mas, de gente.


sábado, 6 de outubro de 2012

O Vidro Embaçado




Texto de: Lucas Montenegro*

 
Voltando pra casa, eu sou eu. Em nenhum momento deixei de ser, mas naquele momento, mais do que nos outros, eu sou eu. O metrô sai da São Francisco Xavier, e eu sentei de frente para a janela. No escuro do túnel, a janela devolve minha figura envolta numa pintura escurecida de parede suja. Olho para mim mesmo e mal diviso meus próprios olhos, escuros que também são. Mas sinto que sou eu, pois estou como sempre estive. Sozinho. Ontem eu ri, eu me diverti, eu brinquei. Por um tempo eu até esqueci. Mas no final, eu sempre volto a ser eu.
Estou sujo. Há um borrado de batom no meu ombro e manchas de cerveja na minha blusa. Meus pés estão marcados onde a tira dos chinelos os toca. Ainda assim não me importo. O meu vazio está lustroso e polido. Brilha ofuscante, como costuma fazer nessas viagens de volta para casa. O meu vazio tem formato de coração, mas não do meu, e ao mesmo tempo, também do meu.
Onde esqueci o tempo que perdi? Lá em cima olhando pro Cristo? Há seis meses atrás, com a vida apoiada na grade da sacada? Já se passaram seis meses desde aquele dia! Seis meses... Cinco anos desde aquele. Quase oito anos desde o primeiro dia em que eu deixei o tempo cair, e meu coração começou a escorrer pelo buraco que ficou. Eu tentei tapar com tudo, mas é um buraco feito de nada.
Olho, mas ainda não consigo perceber bem meus olhos.
Mas então, inesperado, cruel e maravilhoso, o Sol destruiu o meu reflexo, rasgou meus pensamentos. O metrô saiu do túnel. Abaixei os olhos, e quando os levantei novamente, no lugar onde eu mesmo olhava para mim, refulgiam as folhas das árvores agitadas pelo vento, mexendo-se como serpentinas pingando o dourado que o Sol lhes emprestava. De repente lembrei de ontem e ri. As almas cujos oásis ainda não foram sufocados pelas areias do mundo hão de ver-me, e não duvidarão que eu já  testemunhei meu próprio coração desfeito em lágrimas no chão. Eu chego fácil até a melancolia, mas sejamos justos, sabe... Eu já ri muito também.
Quando me virei pra encarar o panorama que se escondia atrás de mim, aproximei sem querer meus lábios do vidro frio, e minha respiração o deixou embaçado. Ri, como quem acha graça da simplicidade do enigma uma vez que a resposta se apresenta. Virei pra frente de novo, mas dessa vez fechei os olhos. Enquanto o vidro continuar embaçando, o tempo perdido nunca será maior que o tempo a ser achado. Enquanto o vidro continuar embaçando, as lágrimas derramadas nunca serão maiores que os rios de amor que correm nos vales escondidos dos corações. De que outra verdade eu preciso? As almas cujos oásis ainda não foram sufocados pelas areias do mundo hão de ver, e não duvidarão
.

* Lucas Montenegro
 é carioca, crônista, e, empresta a sua sapiência, mensalmente, a este espaço. Colaboração.