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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Maior Brasileiro De Todos Tempos.



de: José Maria Souza Costa
 

 
De tanto ouvir as pessoas repetirem o tema acima, como sendo de um Programa Televisivo Brasileiro (SBT), desbrucei-me em curiosidades para entender o espanto dos meus testículos. Ciente que sou, que a TV, é uma farsante, de cara começo percebendo que trata-se de uma Enquete, que copiou o Programa  de Auditório de nome " Great Britons" exibido em 2002 na BBC de Londres, e galanteante o SBT (tv brasileira), empolga-se, como se a TV Londrina, tivesse o selo da seriedade.
A idéia em si, até que é boa. Mas, precisa de uma avaliação redobrada.

Leremos alguns nomes do Top 100, a posição que ocupa, está entre parenteses.
O Bispo Edir Macedo (13*), da Igreja Universal do Reino de Deus. O Apóstolo Valdomiro Santiago (36*) da Igreja Mundial. O Pastor Silas Malafaia (26*) da Igreja Assembleia de Deus. RR Soares (54*) da Igreja da Graça. Padre Marcelo Rossi (60*) da Igreja Católica Apóstolica Romana. Reinaldo Gianecchini (65*) Ator da TV Globo. Xuxa (40*) Apresentadora da TV Globo.
Todos estes nomes, sujeitos aos mais variavéis interesses de grupos, tribos e patotas. Somente até aqui, percebe-se a extensão do buraco em que está enfiado a Televisão Brasileira. Por que seriamente escrevendo, muitos aqui, não tem a menor chance de aparecer, entre os Primeiros 100 Mil Brasileiros, que ajudaram e ajudam a construir esta Nação.

 E tem mais, o Sr. Michel Teló, nesse trololó todo  ( desculpe-me  o trocadilho), é maior que, Chico Buarque de Holanda, Tom Jobim, Villalobos e Carlos Gomes, todos juntos e misturados. Tiririca, consegue ser maior que o Carlos Drummond de Andrade e, até o Gugu, apresentador de TV, é maior que o Monteiro Lobato. Como a breguice, a bizarrice, tende a beijar o ridículo, tem que haver no meio jornalistas, emprestando credibilidade a programas de entretenimentos, sob o preço de expôr-se à esculhambação mediática.

Mas, agora a xerox desbotada entra na chamada fase de eliminação, do tipo competição em recreio escolar, um contra o outro assim: O exPresidente Lulla, versus o falecido Piloto de Formula Um, Ayrton Sena. Pelé versus O exPresidente JK e por aí vai.

E assim plagiamos o " Você Decide" da TV Globo, para que a desfaçatez tenha um DNA, Tupiniquim.
  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Luana



De: Lucas Montenegro
( Poeta e Cronista Carioca )
 
 
 

Ah Luana!
Com teus olhos tão grandes
Que aos meus olhos chama

Mil versos não conteriam metade

Do brilho denso dos teus olhos negros
Que já assim com tão pouca idade
Brincam um jogo de ter segredos

Tu tens o sorriso que inspirou

Mesmo o próprio Deus a sorrir
Tens o abraço que me incitou
A acordar tão cedo e partir

Ah Luana!

Me dói o vislumbre do futuro
Que já vem vindo, cheio de gana

Eu sei que ainda te farão sofrer

E há até os que vão te machucar
O sorriso que eu gosto de ver
Talvez desvaneça em névoa, ar

Venha com o passo desalinhado

Mas se vier ter comigo chorando
Quando eu virar o rosto ao lado
É só a tristeza se disfarçando

Ah Luana!

Beijo o topo de sua cabeça
E por seus olhos sei que me ama

Sorri como se tivesse a todos

Vem como se só tivesse a mim
Todos nós somos pequenos e bobos
E ninguém tem a ninguém pelo fim

Pinte o meu retrato novamente

Use cores de junho envelhecido
Mas guarde esse por confidente
Pra lembrar-me quando tiver partido

Ah Luana, Luana...

Com teus olhos tão grandes
Que aos meus olhos,
É chama
 


quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Lírica Amaranhenssada de Samara Volpony



De: Samara Volpony
 

 

Canto 1
Flores de bem-me-quer


Às vezes me sinto você,
outras vezes me sinto mais eu.
Te sinto como um outro eu.
Tua alma aberta é meu espaço.
Meu coração faz sinfonia na tua orquestra em euforia,
entre lirismos silenciosos a pauleiras pulsantes,
na oscilação que há entre ser eu e te ser.
Entre rosas vermelhas e cafés da manhã,
a mensagens na alta madrugada.
Guardo teu nome em segredo,
despetalando flores de bem-me-quer.


Canto 2

À procura de um amigo


Preciso de um amigo!
Destes calados.
Que nos salve do aniquilamento
Que leia-me um verso de Florbela
Destes de coragem sem fim
Destes que sejam sempre um poema em mim.


Canto 3

A canção de Piaf


Quero que reste o que calei.
Quero a embriagues dos insensatos.
Quero o sopro da brisa
Quero uma boca repleta de beijos mudos
Quero um êxtase pagão.
A canção de Piaf.
E a sombra enluarada dos teus olhos a repousar.



Canto 4
Gotas de luar


Pinto em gritos escarlate
todo espaço negro e mudo
da noite que fica.

Gotas de luar roubadas pra mim.

Pinto toda complacência,
toda vida em reticências.

Pinto a sonata de paz,
coragem sem fim
E tudo mais em mim



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Perdão, Por Não Ser Mero Espectador. Ou, mero Admirador.



 De:  Cleilson Fernandes. ( Arari - Maranhão )
         Educador. Escritor. Bloguista. Professor. Membro da Academia Vitória-Arariense de Letras.


 

 

Desculpa aí leitores e telespectadores deste imenso Brasil, em particular de Arari, se não sou tão afeito a assimilar naturalmente o que a televisão quer me empurrar pela garganta e se acabo por desmitificar e diminuir de algum modo um ato heroico com minhas indagações, mas acho que o país precisa ser mais crítico e lúcido com relação à TV e as pessoas não podem se dar ao luxo de "se deixar levar" pelas emissoras sem fazer uso do exercício do pensar. Não dói, e se doer é que nem sexo: só no começo, depois dá prazer.


Agora, além de não roubar, minha mãe me ensinou a não aceitar conteúdo de TV sem refletir e nem deixar de analisar o que há por detrás dos alvoroços que a mídia propõe, a ler as entrelinhas dos fatos e, principalmente, a ir fundo a ponto de identificar intencionalidade de atos, muito mais que a repercussão deles. Minha mãe me ensinou a investigar essências e não me conformar com aparências ou retalhos pontuais de pessoais e coisas.

Talvez tenha me expressado mal em uma postagem na minha página do Facebook em que me dizia abismado com o tanto de ararienses que parecem não ter o que fazer a se aglomerar em frente ao terminal rodoviário do município e em outros pontos da cidade no encalço de um arariense que há 16 anos não pisava na cidade e sobre cuja existência nem mesmo os seus familiares ainda tinham por certa, de tão próxima relação que ele mantinha em tempos de ligação ilimitada de celular ou de telefonia fixa de baixo custo, e de possível informação para obter o tal número telefônico (isso para não me referir aqui a carta, aquele papelzinho escrito que o correio teima em entregar quando a gente envia a alguém mesmo neste tão tecnológico século XXI) – Digo isso com propriedade porque fui eu quem localizou a família do tal rapaz para Rede Record, isso pelo fato de eu trabalhar com comunicação e de terem me localizado pelo site governamental do município.


Na verdade não é que o povo que está a correr atrás do rapaz dos 20 mil devolvidos e das emissoras sensacionalistas não tenham o que fazer, eu é que talvez tenha ocupações pessoais e profissionais sérias demais a ponto de não me sobrar tempo para esse tipo de atividade tão prazerosa e exemplar, "esse prestígio", esses apanágios. Invejo quem tem tempo e "saco" para isso tudo, mas lamento por não ter nem tempo nem paciência e muito menos vontade para tal coisa. Talvez eu seja meio lunático mesmo, eu admito, afinal para mim TV não é bíblia e nem seus personagens são Jesus (podem imaginar a comparação aqui a qualquer outro elemento sagrado). Sou mesmo antiquado, antipático, anti um monte de coisa, prefiro ser anti a ser sub.


Caracas, acho que essas palavras também valem para reflexão nesse período de propaganda eleitoral gratuita, não é? Talvez se alguém como eu ousar questionar a TV, os heróis moldados e principalmente os fatos, tenha-se mais chance de lucidez e consciência na hora da maldita escolha ou da simples troca de canal ou de meio de comunicação.


Ah! Uma última coisa: não vote em mim, eu não sou um bom candidato, tanto que nem sou, nem mesmo a herói municipal. Sou apenas eu: cleilson fernandes, 65 quilos de carne e osso, com 1 metro e 70 de imagem vertical, mais ou menos 50 centímetros de imagem horizontal, órgãos do sentidos em número de cinco (talvez com um sexto não orgânico) e uma coisa chamada cérebro.

 

Em que canal você vai me assistir? Em nenhum. Não sou nem político partidário nem honesto em âmbito nacional. Apesar de já haver vendido bolo na rodoviária, frutas e picolé pelas ruas de Arari, nunca fui expulso da escola por não querer estudar, nem abandonei minha casa por não querer trabalhar e ainda não virei morador de rua em São Paulo indiferente à família e aos amigos por 16 anos. Lamentavelmente, ainda não encontrei um ladrão otário que nem sabe carregar 20 mil pra eu ferrar e, sob pena de ser um dos suspeitos do roubo logo ao amanhecer por morar no viaduto mais próximo ao local do feito, tratar de ir correndo entregar para a polícia antes que o cacetete me chagasse a ser apontado. 


Portanto, ainda não cheguei a um monte de emissora de TV sem assunto e com muito sensacionalismo e tampouco chegarei aos lares de tantos milhões de brasileiros, sequer aos quase 30 mil habitantes de Arari pelas mesmas razões. E quer saber de uma coisa: não desejo isso para mim. Sonho com outra trama, outra novela, outra manchete e, melhor ainda, sonho com meu anonimato tão pacato e digno de um jovem rapaz latino americano e sem dinheiro meu ou de outrem.

 

Cleilson Fernandes, um arariense que nunca devolveu 20 mil

   

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Naiá



 De:  Samara Volpony ( Poetisa Arariense )
à  Naiá, Heyde Ataídes e Lanally

 

Repousaste teu coração sobre o meu.
 
Pousaste em mim tuas mãos pequeninas,
teus olhos curiosos de menina
- milagre cheio de graça
Corda de amor de íntima lira.
 
O sopro dos divinos anjos e ninar-te, flor pequena
E Deus a beijar-te na fronte límpida.
 
Beijo de Amor, sombra do céu.
      

terça-feira, 10 de julho de 2012

Grão de Poesia



De: Samara  Volpony  ( Poetisa Arariense )
 

 
Vou tecer um poema
Que te atinja em cheio,
Que te parta ao meio,
Que te arraste
Que te dilua.

Um poema que te destrua,
Que te mostre a alma nua,
E depois te reconstrua.

sábado, 7 de julho de 2012

Sinal de Alerta


de: José Maria Souza Costa.



Estamos em Ano Eleitoral.
 
Certamente não faltará nem anjos e nem diabinhos.
 
E assim, biografias estarão sendo expostas e derramadas em papéis, tintas e o colorido Televisivo, das Quimeras demagógicas. Enquanto isso, as bonanças aparecerão, os risos e abraços, surgirão para  acolher um' Alma berrante, amarga ou despedaçada, pela desgraçada necessidade, de transformar o Opressor em um ungido da Fraternidade.
 
E com esse enredo, recheado de um rebuceteio de malandragem, eis  que estarão aqueles, a dormir e a sonhar em berço explendido, em como "afanar o Érário da Patuléia."
 
Sorridente, a Plebe, não desconfia do seu Algoz, por  está hipinotizada, com os seus verbetes deslumbrantes, discursos  mentirosos, enquanto todos eles,( os politicos),  as trata, como birutas de aeroportos, e ainda oferece os amargos bombons, da Politica Partidária.