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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O MUNDO ENCANTADO DA INFÂNCIA



de: José Maria Souza Costa


Infância !
É um tempo de encanto e contentamento. É um deslumbro de mente, corpo, alma e sonhos.
Sonhar, querendo ser tudo. De poder, fazer tudo, de imaginar-se, poder ter tudo.
Tudo durante a infância, é mais azul, mais nobre,mais notável, muito mais memóravel. Até os beijos , são mais paletavéis, os olhares mais coloridos, a tesão é mais aguda, mais densa e mais tenra. Mas, ela acontece sem o toque da malícia que circundeia os adultos. As conquistas, são mais puras, a voz é mais afável, e até os sorrisos não deixam-se perder no vácuo da dissimulação.
Durante a infância, a alma, não saracoteia, afinal, o que a alimenta, são as variedades dos sonhos infantis.
E o que resta no mundo encantado dos sonhos infanto-juvenis, além dos (as): bonecas, fitas coloridas, cavalos-de-pau, bolas de gude, carrinhos de rolimã, enfim, esses gêneros, que roubam das crianças, a malícia, que só encontramos na fase adulta.

                              
      EM TEMPO
............ hoje, os brinquedos infantis, já não são tal qual os de outrora, meninos e meninas, embriagam-se no "internetez", e esquecem a alma inocente dos passatempos manuais como: pião, pular corda, cabra cega, pau-de-cebo, etc...etc...etc. Mas, tudo bem, o mais importante, é a criança visitar o mundo encantado, dentro da sua própria Cidade de brinquedos, como se fosse um mundo Encantado. Afinal, mesmo adultos, cada um de nós, temos o nosso.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ARARI - Um Portal Poético, No Mearim.



de: José Maria Souza Costa



Eternamente admirável e concebida........... Exaltada
Sempre,....... pela tua aliança, com os ideais liberais.
Fortalecida por uma fé,...... de concessão atualizada
Que gera poetas, advogados e defensores em gerais.

Independente! Canta a Liberdade sob um céu anil.

Resiste com teu Mearim,.. e tantas outras aliadas.
Republicana! guarda na memória,... os teus Adail
Que lançou-te na História, com Obras elaboradas

Vaidosa ! ....veste-se de melancia, sem os arranjos florais.
Religiosa ! arrasta-se em procissão...... E outrora, garbosa
Encontrava-se com musicais, e transformava os carnavais

Hoje, eminentemente, sem a métrica da poesia. Por fim
Emoliente,.. enrola-se num lençol de Pororoca. E assim,
Pelas águas prateadas do Rio Mearim. Mostra-se, enfim.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Estupraram o Carnaval de São Paulo




de:  José Maria Souza Costa


De repente, um cidadão de nome Tiago Silva Tadeu Faria, que responde a outros processos na Justiça, invadiu a zona de apuração, furtou os quesitos das mãos do locutor do evento, e rasgando umas, e outras enfiando-os, dentro da calça, saiu correndo do Anhembi.

Nem a nossa Gloriosa Policia Militar, nem a Guarda Metropolitana, e muito menos, aqueles brutamontes, que ficam empalitozados de preto, foram capazes de impedir, o estupro no Carnaval Paulistano, feito pelo atleta-carnavalesco-salteador.

Tudo isso, ao vivo, à cores, e televisivo.
Um estupro, à céu aberto.

Sim, ele tinha razão, diriam alguns.
Confesso que, se as tinha, perdeu, por que, não é com translouquice, que dirime-se, os conflitos em uma  Sociedade Civil Organizada, patrocinada, por um Estado Democrático de Direito.

Mas, precisamos entender, que há muito os desfile de Escolas de Samba, deixaram de ter um espirito de lazer, e passaram à profissionalização. Contudo não me surpreende, se em nome dessa esculhambação, banalizarem a folia. Afinal, essas agremiações hoje, muitas delas, são patrocinados por bicheiros, traficantes, e tantos outros inimigos da Lei, que enfeitam-se com ternos e gravatas, e em nome da alegria, agridem a respeitabilidade.
- Triste ?
- Não, uma esculhambação, horripilante.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Kaia na Gandaia. Mas, cuidado. É carnaval


de: José Maria Souza Costa



Brilho. Plumas. Paetês. Sorrisos. Mulheres Peladas. Drogas. Analgésicos, juntos e misturados com uísque, pó e guaraná.
Galanteios, prostituição, promiscuidades, corrupção, enfim, um enredo de alucinações, que aterriza sobre a terra, e disfarçados de alegria, toma de assalto e sem arma, a alma, para charfurdar na memória da bizarrice, os saracuteios dos remelexos em um corpo humano.
É carnaval, é tempo de pular e copular entre gargalhadas e sorrisos. E, eis que as Dorotéia revelam-se, explodem dos armários, e exibem as suas petecas. Elas serpenteiam-se, escrachando o bom senso  e borrando o senso comum, nesse vai e vem psicótico, por menstruação atrasada, estupram a Colombina.
Samba, regue, xote, maxixe, vale tudo, tudo é válido. Só não pode é deixar o pingolim desprotegido, senão fica a espirrar, rumo a uma cossa, que não sabe-se lá por que, desta periquitar-se tanto, rumo a um coração, que finge está "pegando fogo".
É carnaval, festa profana, dizem os puritanos, cuidado para não abortar na saia, está bem, isso não é problema, então, caia na gandaia. Observe, para não ter a porta arrombada, senão o gozo derrama, vaza, e não tem outros festivais de cores e fanfarras.
Caia na gandaia, sem ser preciso masturbar-se com a mente, pegue leve, não desafine com o seu reco-reco. Mas, não existe a necessidade de enfiar constantemente em pelo nu, a baqueta na bumba.
Confesso que não irei à Avenida, nem seguirei o Trio elétrico, nem farei trenzinho em clubes carnavalesco, estou obrigado a lamber uma "Antropologia" que o Direito "impôs-me", o que em quimera de adolescente, faz-me sonhar com dias melhores.
Confesso mais. Estou sentindo-me um palhaço  sem circo. Um anjo de asa quebrada. Uma puta sem bordel, enfim, um rosto borrado com as tintas da tristeza.
Mas, tudo bem, bebem, ao menos colarei o ouvido à alma, e deixo esta, por entre o ventre da janela berrar:

                      " As águas vão rolar
                         Garrafa cheia,
                         Eu não quero ver sobrar.
                              
                            Eu, passo a mão no saca-saca- saca rolha
                         Eu bebo até, me afogar.
                              
                            Deixa
                              
                                   As águas
                              
                                                Rolar.
                         As águas vão rolar.........................
..........................................."


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um Rio Em Minha Cidade




de: José Maria Souza Costa



O Rio que passa na minha Cidade.
É o Rio da minha Cidade, que lavou-me
Na mocidade, que bebeu a minha Cidade,
E emoldura, os olhares da Mocidade.

O Rio que passa na minha Cidade.
Outrora fora margeado por aningais.
Dele saltavam peixes em piracemas com as noites enluaradas,
E céus estrelados,
Aromatizados com fruta ingá,
E flores dos manguezais.

O Rio que passa em minha Cidade,
Enfeitava-se de barcos, botes, iates e igarités.
Até hoje, engorda-se com marés correntes,
Em corrente rumo a tantos outros afluentes. E assim...
Derrama-se por igarapés, e beijam-se em buritizais... o Mearim.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma Arandela Em Sua Janela.





de: José Maria Souza Costa


Eu sou assim:
Sem rima, sem verso, sem página e sem métrica,
Sem medo, sem tédio, sem poesia e sem poeta.
Sou uma pedra bruta não levado a sério, exposta
No contratempo de um evento, que não enfeita, não
Dá colheita e engaveta. Mas, não  vegeta.

Eu sou um trem descarrilhado, flutuando em uma onda.
Sou o "flasclair", que atrapalha a tua conga, e que sorrir
Deslizante e fingidiço, como faca de ponta.
Eu sou, a tesão adormecida que não levanta mais.
Sou o monossílabo da tônica, que não aceita adolescente
Dissimulado demais, embriagado com quaraquaquá.

Eu sou o ecologista, apaixonado pela fumaça dos carros.
Sou o atleta de "cristu", que fingindio, busca a taça e
Por entre a Bíblia agrada a massa, e depois afoga-se
Com o seu copo de cachaça.
Eu sou a esquina que corrompe o guarda, e que a justiça tarjada, aplaude, afinal
Nesse motel de sedução em fraude, quando repartem-se em blocos,
O melhor da fantasia, é a farda.

Eu sou o riso fácil e debochado, escancarado em bocas.
Isso agrada, e a vida traduz-se apenas em um vulto, uma marmelada.
Não tenho culpa, cada um constrói a sua lista, e expõe a sua pista.
No País do "big brother", qualquer fanfarra, é artista.

Eu sou assim:
Um escrachado-debochado, sem concordancia verbal,
Sou Jobim-Villa Lobos,sou Buarque, sou Elis,
Não sou banzé, sobrevivo de moeda e,
Quem gosta de miséria é poeta.
Assim, sinfonizam os pensamentos, e vendem-se os fingimentos.

Eu sou o riso de quem sabe chorar, sem arrependimentos,
Sou o batom, nesse celeiro, que todos chamam de rebuceteio,
Rabiscando o mapa do zombeteio.

Eu sou a anarquia, e você  a linha... a via.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

in Convite



de: José Maria Souza Costa



Se quiseres,....... lhe dou o meu endereço,
Desenho nele o fone,..... e o "cepi" da rua,
Rabisco os sonhos indelevéis num apreço,
E deixo navegar a imaginação, rumo a tua.

Se quiseres, mostro-lhe, da janela da fixação

Que a minha mente berra,.. esperando a tua,
Por que não fixei, nas arandelas da mutação
A claridade densa,..... de um brilhar sem lua.

Se quiseres,..... lhe darei desejos e sentimentos,
Abraçaremos as fantasias,.. como adolescentes,
E derramaremos sobre a vida os contentamentos.

Mas,.... farei do teu aroma, um Sol, por artista,
E navegarei nos "emeios" de uma suposta lista
Que invade a minha alma,....... como entrevista.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nema, Águas de Igarapés



de: José Maria Souza Costa


Igarapés de águas turvas, barragens ou tapagens.
Seja qual for o epiteto que lhes bordarem assim.
Vertente indelével, que enfeita-se com ramagens,
E aprofunda-se num rio sem fim, regendo Mearim.

Curvas, croas, canoas, tudo ali a beijar-te

O manto em correnteza exposta, rumo Norte,
Que serpenteia o teu encanto, em enfeitar-te
Tanto, e reluzir mais forte, no Lago da Morte.

Um Vale enfeitado com curiós cantante
A sinfonizar teu leito, e delirar, portando-se
Como um amado Infante, em passo avante.

Que delirarás  com marés possante, e ante
Em águas borrifantes, de um brilhar de olhar
Vazante, que não refugas ante, a tua amante.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

AFRICA



de: José Maria Souza Costa


África, peregrina Soberana, a pedir e suplicar,
Com veias expostas, e afogada em lágrima,
Com gemido preso e um eterno sonhar
Por uma igualdade que não vem. Que lástima!

África, é uma dor, do outro lado do Atlântico,
É um clamor, derramado em fome de aceitação
De uma burguesia, que a contempla em cântico.
É a tradução do horripilante, com o Outro irmão.

É o farrapo humano, exposto na televisão,
É a lágrima da dor, sem o retrato facial.
São as nádegas do horror, o modelo comercial.

É o sangue assassinado, enrolado no lençol do medo.
É a sacola capitalista, imolando a vida; é a corrupção.
É a morte, é a tortura feminina, é a dor da  degradação.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Poema

Autor: Cleilson Fernandes


Hoje é dia de Iemanjá

Cantos se ouvem, rufam tambores

Flores e água vão se encontrar

Nos terreiros devotos, fogos no céu

Sincretismo e encanto a se misturar

Shuê, shuê, shuá, shuá



Cleilson Fernandes
Homenagem aos de religião de matriz afrobrasileira devotos da rainha do mar

Arari & São Luís-MA