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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um Abraço Abraçado.


de: José María Souza Costa
 

 
 
O tempo.
O tempo é um  fenômeno natural  que passa, e passa para todos.
O tempo, é o Senhor dos sonhos, dos desejos, das aventuras, das contestações, enfim...
O Ano de 2012, é um período de um tempo. Para uns de alegria, para outros, de menos alegria. Alegres sim, aqueles que planejaram-se, organizaram-se, e, conquistaram  seus objetivos. Menos alegres, aqueles que perderam amigos, familiares, enfim, os seus entes queridos. Mas, a vida, não pode e nem deve ser, um mantra de tristeza. Viver, é uma grande alegria. Alegrar-se, é contemplar a Vida.
De 2012, tenho excelentes recordações. Realizações. Muitos agradecimentos a fazer.
Para 2013, que este, nos traga Saúde, que é o Dom da Alegria. Que reine a Paz entre as pessoas. Que não haja espaço para o ódio, para a tortura, para a descriminação, e, nem para o preconceito, que em alguns embriagam-se, com a desfaçatez.
Que 2013, seja o explendor de um novo tempo, de um abismal de júbilo, de apertos de mãos, de abraços e afetos.
Que o divertimento, seja um acontecimento para a felicidade de cada um.
A mim, cabe mais. Cabe saudar cada um, aos que, de um forma ou de outra, mantenho um laço de amizade.
Amizade, o Dom Fraternal do Acolhimento.
Precisamos acreditar. Acreditar sempre em um Novo Tempo, para um Tempo Novo.
Encontramo-nos, em 2013.
Desejos de Saúde, para você.
Abraços.
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El tiempo.    -  Español
El tiempo es un fenómeno natural que pasa, y pasa para todos.
E
l tiempo, es el Señor de los sueños, deseos, aventuras, desafíos, por fin ...
El año 2012, es un período de tiempo.
Para unos de alegría, para otros, menos alegría. Alegres sí, aquellos que planearamse, organizaramse, y conquistamse sus objetivos. Menos alegres, aquellos que perderam amigos, familia, y, por fin, los sus seres queridos. Pero, la vida no puede ni debe ser, un mantra de tristeza. Vivir, es una grande alegría. Alégrase, es contemplar la vida.
De 2012, tengo grandes recuerdos. Realizaciones. Muchas gracias a hacer.
Para 2013, que este, traer la Salud, que es el Don de la Alegría. Que reine la Paz entre los pueblos. Que no hay espazio  para el odio, la tortura, la discriminación, y nem al prejuicio,  que en algunos se emborrachan, con descaro.
Que 2013, sea el esplendor de un nuevo tiempo,
un  abismal de júbilo, de apretones de manos, abrazos y cariños.
Qué el divertimiento, sea un acontecimiento para la felicidad de cada uno.
Para mí, es más. Yo saludo cada uno, que de una forma u otra, mantener un lazo de amistad.
Amistad, el don Fraternal del Acogermento
N
ecesita creer. Siempre cree en un Nuevo Tiempo, para un Tiempo Nuevo.
E
ncontramonos  en 2013.
Deseos de Salud, para  usted.
Abrazos.

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Il tempo. -  Italiano
Il tempo
è un fenomeno naturale che accade, e accade a tutti.
Il tempo, è il Signore dei sogni, i desideri, le avventure, le sfide, infine ...
L'anno 2012, è un periodo di tempo. Per qualche gioia agli altri, meno gioia. Allegro sì, coloro che hanno progettato in su, si sono organizzati, e conquistato i loro obiettivi. Meno felice, chi ha perso amici, familiari, e, infine, i loro cari.
Ma la vita non può e non deve essere un mantra di tristezza. Vivere, è una grande gioia. Rallegrati, sta contemplando la vita.
A partire dal 2012, ho grandi ricordi. Obiettivi. Molte grazie da fare.
Per il 2013, questo, portare in salute, che è il dono della Gioia. Pace a regnare tra le persone. Che non c'è spazio per l'odio, per la tortura, la discriminazione, e non per il pregiudizio che un po 'di ubriacarsi, con impudenza.
M
aggio 2013, è lo splendore di una nuova era, un abissale di gioia di strette di mano, abbracci e affetto.
Che divertimento, un evento per la felicità di ciascuno.
Per me, è più. Si salutano, a quella di una forma o in un'altra, mantenere un legame di amicizia.
A
micizia, il dono della Casa fraterna.
B
isogno di credere. Sempre credere in un Nuovo Tempo per una Tempo Nuova.
T
roviamo nel 2013.
Auguri di Salute a voi.
Abbracci.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Tempo de Natal. Sei lá !


de:  José Maria Souza Costa.
 
 
O que é, Natal ?
E, qual é a finalidade do Natal ?
- Trocar  presentes, somente ? Sei lá !
Nominar os abraços, colorir as ruas da cidade ?
Flertar o belo, e, comer comer e, beber beber.
Mas, qual  é mesmo, a finalidade do Natal ?
Saudar o vizinho ?  Vem cá.
Ouví uma canção gospel, ou, sacra e, dançar dançar...
- Nesta festança toda, por onde anda o Menino Jesus ?
No egoísmo de quem te abraça, ou na miserabilidade de quem chora ?
- E o próximo ? Quem é o teu próximo ?  Sei lá !
É o diabo que rir, ou é a lágrima que versa, amor e dor ?
Feliz Natal. Para quem ? Para mim, ou, para você ?
Feliz Natal. Com champagne, com panetones, com saladas de frutas frias.
Enfim...é tempo de Natal. É tempo de festa. Vem cá !
E o horizonte ? Sei lá!
Ainda é Natal.
- Mas, qual é mesmo a finalidade do Natal ?


              -------------------------- España


¿ Qué es la Navidad
¿ Y cuál es el propósito de la Navidad ?
- El intercambio de regalos, solamente? Dunno!
Nombrar abrazos, colorear  las calles de la ciudad ?
Flirtear el bello, y, comer comer y beber beber.
Pero, lo que es  el propósito de la Navidad?
Saludar al vecino? Ven aquí.
Escucha una canción religiosa, sagrada , y bailar ... bailar
- En toda esa fiestón, ¿ Dónde entra  el niño Jesús ?
En el egoísmo que te abraza, o en la miseriabilidad  de los que lloran?
- ¿ Y el prójimo ? Quién es tu prójimo? No sé!
¿ Es el diablo que  risa, o es la lágrima que versa, amor y dolor ? 
Feliz Navidad. ¿Para quién? Para mí o para ti?
Feliz Navidad. Con champagne, con panettone, con ensaladas de frutas frías.
De todos modos ... es tiempo de Navidad. Es tiempo de fiesta. ¡Ven aquí!
Y el horizonte ? ! Dunno
Todavía es Navidad.
- Pero ¿ cuál es el propósito de la Navidad ?

                        ------------------  Italy

Che cosa è il Natale
E qual è lo scopo del Natale?
- Scambio di doni, solo? Non lo so!
Nominare abbracci, colorando le strade?
Bellezza Flirtare, e mangiare mangiare e bere bere.
, ma quello che è, lo scopo del Natale?
Saluto il prossimo? Vieni qui.
Ascolta una canzone gospel o, sacro e danza ... danza
- Tutto questo baldoria, dove si trova il bambino Gesù
In egoismo che ti abbracci, o la miseria di coloro che piangono?
- E adesso ? Chi è il tuo vicino di casa? Non lo so!
È che la risata del diavolo, o è l'amore versa lacrime e dolore?
Buon Natale. Per chi? Per me o per te?
Buon Natale. Con champagne, con panettone, con macedonie di frutta freddo.
Comunque ... è tempo di Natale. E 'tempo di festa. Vieni qui!
E l'orizzonte? ! Non so
's ancora Natale.
- Ma,  qual è lo scopo del Natale?


sábado, 15 de dezembro de 2012

El Tiempo, Y El Momento.

   

de: José María Souza Costa.
   

Silêncio.
Perdão, pelo meu silêncio.
Perdão pelas ofensas, pela dor.
Perdão por fazer-me calar, silenciar.
Perdão por  negar, renegar, refugar.
Perdão por ter te desejado o mal.
Perdão perdão, é tempo de Natal.
O tempo passou e, eu nem vi.
O corpo chora, por que és cúmplices
E a  Alma lamenta, por que é simples.
E assim, como pelas curvas de um rio, a vida segue.
Seguem os desejos, os medos, as esperanças.
E uma aliança, onde todos sejam crianças.

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Silencio. - ESPANHOL
Perdón, por mi silencio.
Perdón por los ofensas, por el dolor.
Perdón por  hacerme callar, silenciar.
Perdón por negar, negar, rechazar.
Perdón por tener deseado hacer el mal.
Perdón perdón, es tiempo de Navidad.
El tiempo pasó y, yo ni siquiera ver.
El cuerpo llora, porque es cómplices
Y  el alma lamenta, porque  es simple.
Y así, como las curvas de un río, la vida continúa.
Seguem  los deseos, los miedos, las esperanzas.
Y  una alianza, donde todos niños son.
                   
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Silenzio. - ITALIANO
Perdono, dal mio silenzio.
Perdono per i reati, da dolore.
Dispiace per farmi stare zitto, il silenzio.
Mi dispiace di negare, negare, refugar.
Dispiace di averti voluto farti del male.
Perdono   perdono, è tempo di Natale.
Del tempo passato e non ho nemmeno visto.
Grida del corpo 's perché voi siete complici
Rimpianti e l'anima, per questo è semplice.
E così, come le curve di un fiume, la vita va avanti.
Seguire i desideri, le paure, le speranze.
Segue un alleanza, dove tutti i bambini sono.

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Silence.  -  INGLÊS
Forgiveness, by my silence.
Forgiveness for offenses by pain.
Sorry to make me shut up, silence.
Sorry to deny, deny, refugar.
Sorry to have you wished you harm.
Forgiveness forgiveness, it is Christmas time.
Time passed and I did not even see.
's body cries for you are complicit
And Soul regrets, for that is simple.
And so, as the curves of a river, life goes on.
Follow the desires, fears, hopes.
Follows a alliance, where all children are.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sem Você


De: José María Souza Costa
 

 
Sem você, o meu Sol tem menos brilho
O clarear da Lua foge, e finge que não existe.
Teus galanteios deslizam como trem no  trilho,
E sem os acalentos tudo acaba, tudo é tão triste.

Sem você, a cama é mais fria, e menos quente
O coração pulsa, e a alma chora copiosamente
Os olhos afogados, derramados, ficam a chorar
E a pulsação sanguínea tola põe-se a desvairar

Sem você, a minha música desafina a melodia
Os meus passos tropeçam, ainda que o caminho esteja reto
Eu busco você por perto, e nunca encontro o momento certo.

Mas, tomara que esses dias cessem logo, e agora
Lhe encontre, para que a minha alma não sofra tanto
E não seja eu condenado, ao viver eterno, sob pranto.
 

EM  ESPANHOL

 Sin ti, mi Sol es menos brillante .
 A la luz de las escaleras de la Luna, y finge que no existe
Cumplidos deslizarse como tren Thy en la barandilla,
Sin acalentos y todo termina, todo es tan triste.

 Sin ti, la cama es más fría y menos caliente
 Palpitante corazón y el alma llora copiosamente
 Los ojos ahogados, derramar, están llorando
Sangre y el pulso comienza a engañar a los tontos

Sin ti, mi música melodía desafina
Mis pasos tropezar incluso si el camino es recto
Te busco la vuelta, y nunca encontrar el momento adecuado.

Pero espero que pronto cesará en estos días,
Y ahora lo encuentran, para que mi alma no sufrir tanto
Y no voy a ser condenado a vivir para siempre bajo llanto.

 

EM INGLÊS

Without you, my Sun is less bright the light
Of the Moon escapes, and pretends he does not exist.
Compliments slip as Thy train on the rail,
Without acalentos And everything ends, everything is so sad.

Without you, the bed is colder and less hot
Throbbing heart, and soul weeps copiously
Drowned eyes, spilled, are crying blood
And the pulse starts to fool fools

Without you, my music melody desafina
My footsteps stumble even if the path is straight
I seek you around, and never find the right time.

But hopefully soon cease these days,
And now find him, so that my soul does not suffer so much
And I will not be condemned to live forever under weeping.

 

EM ITALIANO

Senza di te, il mio sole è meno brillante .
Alla luce delle fughe Luna, e fa finta che non esista
Complimenti scivolare come treno tua sulla guida,
Senza acalentos e tutto finisce, tutto è così triste.

Senza di te, il letto è più freddo e meno caldo
Cuore pulsante e l'anima piange copiosamente
Occhi annegati, rovesciato, piangono sangue
E il polso inizia a ingannare gli sciocchi

Senza di te, la mia musica melodia desafina
Miei passi inciampare anche se il percorso è dritto ti cerco in giro,
E non trovare il momento giusto.

, ma speriamo presto cessare in questi giorni, e ora trova lui,
 In modo che la mia anima non soffre tanto
E non sarà condannato a vivere per sempre in pianto.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Por Que Os Atletas, Suicidam-se ?



Texto de: José María Souza Costa.
 
   

O que é o Esporte, senão um Esporte ? Uma atividade que demanda exercícios físicos e destrezas, para fins de recreação. Mas, eis que de repente, essa mesma atividade, essas mesmas destrezas, esses mesmos exercícios, tornaram-se contendas alienantes.  O que era lúdico, profissionalizou-se, virou crença, negócios com altos lucros, fanatismos, abusos, e para alguns uma verdadeira religião. O menino nasce, e nele é enfiado o uniforme do time pelo qual o pai torce. Logo, este nem tem o direito da livre escolha. E assim, ele cresce. Aprende rápido as 17 Regras de um Jogo de Futebol, mas, tem dificuldades em decorar as letras do Abecedário. Não consegue escrever, rabisca. Os pais, não lhes fala da Escola Elementar. Mas, lhes mostra em calendários, os melhores estádios de Futebol, as melhores Arenas, as melhores Quadras. E assim, nesse mundo encantado esportivo, ele com pés descalços, dedos feridos, chega aos campos  varzeanos, busca nas amizades juvenis companheirismo, e desembarca pelas mãos de olheiros, curiosos, interesseiros, e, os chamados empresários da bola, em um Clube de Futebol. Ali, ele depara-se com outros tantos meninos, outros tantos milhões de sonhos, outros tantos concorrentes, que em uma estatística da FIFA, ela diz que, de 100 meninos que adentram nesse mundo mágico, se este, iniciar-se aos 09 anos de idade, quando chegar aos 18, apenas 01 deles, consegue exito.
Aprovado, entre esses concorrentes, ele chega ao time principal. Assinam por ele o Primeiro Contrato como Jogador de Futebol Profissional.
Para a família, um batalhador, um guerreiro, um iluminado. Para os vizinhos um ídolo, o famoso, o "pode tudo", o mimado, enfim...
No bairro em que este menino reside, tem as melhores meninas para beijar, as mais belas pernas para transar, e, as mais populares barrigas para deleitar-se no mundo mágico, e deslumbrado do que chamamos: Noite. Tem a companhia dos melhores cantores de pagode, tem os melhores trios-elétricos para bambolear, e, assim o mundo rende-se aos seus pés, ou, à sua conta bancaria, com ou sem os sambanejos, e, tantos outros devaneios juvenis na parede da vaidade.
Mas, esse menino não aprendeu a ler e a escrever. Se aprendeu, no máximo, concluiu as duras penas, o Ensino Médio, curso este, que não fora capaz, de fazer diferenciar, a grafia da palavra  Brasil com S, para Brazil com Z.
Como o tempo avança, e a fila anda, os dias vão-se. E a idade chega. O menino de ontem milionário, famoso, agora, já é um homem maduro, as pernas já cansadas, os dribles já não são os mesmos, e como  companheiro , apenas as dores de um cansaço  estirados  em um sofá na sala, o que presume-se, o principio da aposentadoria. E esta, bate-lhes à porta.
Vem a tão temida aposentadoria, e, aonde estam os amigos?  E a multidão que outrora cercava os seus carrões solicitando autógrafos? E as mulatas bonitas, aonde  foram ? Na Rede Bancaria, já não existe mais o cheque especial, os cartões foram reduzidos de 11, para 01, os galanteios transformaram-se apenas em esporádicas  rodas de cervejas, alegradas em samba regidos, pelas palmas da mão.
O que fazer, agora ? Os amigos, foram-se. A fama, foi-se. As mulheres, desapereceram. Restou apenas, o olhar sisudo dos familiares, e, as palavras de auto ajuda. Com esse enredo desenhado, o que resta  senão as doces recordações, para alimentar a alma, e amargar o contentamento.
Não soube investir com o que ganhou. A boemia, ditou-lhes, o tecer da VIDA.
Sem grana, sem fama, sem bajulações, o pensar é torturar o futuro, e, dilacerar os prazeres do tempo.
E, é aí, que aparecem os disturbios emocionais, os transtornos mentais em consequencias de concussões, os súbitos  psicóticos, o ímpeto do medo,  do pavor, e da instabilidade psicológica.
Esportes ditos profissionais, com choques de corpos, trombadas, carrinhos, socos, pontapés. Na juventude, tudo isso passa-se em vão, e, ainda endeusamos a virilidade.
Neste mês, mais um atleta de futebol Americano suicidou-se, em frente a seus amigos, Jovan Belcher, um jovem ainda de 25 anos de idade, do Kansas City Chiefs, e que deixou dirigentes, fãs e profissionais da saúde intrigados quanto às suas motivações, não bastando isso, antes, assassinara a namorada. Há dois anos, o ex-jogador Dave Duerson também cometeu suicídio e deixou um bilhete pedindo que seu cérebro fosse examinado. Tudo isso é muito triste. No futebol, é a mesma tristeza, a mesma morte anunciada. Sabemos que muitos ex-atletas, morrem silenciosamente, abandonados  no aconchego do abandono.
Por que os atletas, suicidam-se ?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta - Substantivo Feminino



    de: José María Souza Costa

   
   

    Eu te amo.
Muitas cartas de amor, quase sempre inicia-se assim.
Elas desenham emoções, traduzem sentimentos, fantasiam as normas, os segredos, as regras, enfim, como fossem GPS, elas mapeam os tempos, os passados e os momentos. As cartas,  traz-nos as imagens, as mensagens, e, as contagens  do nosso doce universo particular.
Ah! como eu te amo.
Cartas, sempre serão cartas. Existem as confortavéis, as dolorosas, as comerciais, não  teem nem cor e nem sexo, estam sempre desenhadas por  tintas, ou, debruçadas em versos atuais, e lidas quando possível, no balançar das redes em quintais, sob o aroma dos laranjais.
As cartas, são quase sempre verbos de ligações: faz parir sentimentos, e, prostituir-se com palavrões.
As cartas, são acalantos do brilhar dos olhos, são as pulsações dos artelhos, e, as enamoradas da timidez. Ainda hoje, recordo da primeira carta que escrevir. Não foi nem para a minha amante, nem para a minha namorada, e, nem para a vizinha que  põe-se à janela à  bisbilhotar o tempo, por que lhes falta o que fazer,  em seus castelos de sonhos. É com ela, e por  elas, que aliciamos  as idéias, que alienamo-nos os espectos dos cios, e ficamos  a  alimentar as nossas manias, irritações, citações  e contentamentos
As cartas, nem sempre são, ou serão de amores. Mas, uma temática de notas, notícias, ou, uma rima enumerada no sabor, rabiscada até, com lapís de cor.
As cartas, são assim. " Cronizada" " Versada" " Prozaica e proseada".
Quase sempre inicia-se assim:
Localizada  e com data.
  
      

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Rosto De Um Retrato.




De:  José María Souza Costa

Tu és

 
Linda, formosa, bela e maravilhosa.
És o reluzir de um contentamento
És o explendor aromático da rosa
És a sedução do meu sentimento.
És eterna namorada, tal a lua airosa.
E  é assim, neste tratado de fato
Que emoldura-se, o teu retrato. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Tema Para As Lágrimas




de: José María Souza Costa
 
   

Hoje a minha alma esta vaga, vazia, sem música, sem acordes, sem tempo, quase sem nada. Os arranjos do momento passou, a solidão chega, e, com ela a saudade, a tristeza, e uma imensidão de lembranças de tudo o que passou.
O que me resta é meditar, indagar no tempo o que foi feito nesses anos, sem deixar-se traduzir em  fel, os rabiscos das  emoções, ou atropelar o silêncio com o sabor amargo. O dedilhar no meu violão, ainda consola as coisas da vida, o que não quer dizer que não temos opiniões. A Vida, não é qualquer coisa. O tempo, não é a tradução de felicidade infinda, ou, de um sofrer eterno. Mas, administrado com segurança, é uma magnitude de aprendizado.
Hoje a minha alma está calada, silenciosa, inerte, sem sol, sem chuva, sem vento, sem cores, abraçada em uma saudade que não passa, navegando em um Mar, de onde não consigo descortinar a beira do cais.
Hoje a minha alma não tem risos, nem alegrias, e a magia do contentamento adormeceu, como se tudo fosse um eterno sepulcro. É o tempo que passa, é o vento que não sopra, e assim, cada um vai-se, outros veem, e, nessa loucura toda dissimulada de Vida, não sabemos se viver, é um ir ou um vir.
Hoje, a minha alma está aqui.
   

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Canción del Disimulo


    de: José María Souza Costa
         

 
Afinal, para quê, serve-me as suas chamadas ? O tempo passou. Os dias, e, os modos, são outros. A velha canção, já não toca mais no rádio, e, nem sequer sinto a necessidade, de observar, os desenhos de suas pegadas rastejantes, pelas esquinas das minhas observações.
Sim, agora os desejos são outros. Os sonhos, são outros. O tempo, é um outro. A minha metade, busca uma outra metade, e, dança no  Mar de esquecimento, por que, a muito a lápide do desprezo, engoliu o seu nome, com as minhas fantasias. A estrada, já nem é mais estrada, e transformou-se, no seguimento do esquecimento que faz-se reluzir, em um tempo  que não queiramos  rabiscar na memória. O presente é o  meu contentamento. Não, não me fazes falta, as suas chamadas, as suas mensagens, e nem o trilintar dos seus telefonemas. Nessa valsa de dessimulação, por muito os acordes da felicidade passou ao largo.

   * Canção da Dessimulação

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rabiscando


de: José María Souza Costa
 
   

Eu sou um despojado dos teus sentimentos
E abandonado, pelos galanteios do teu olhar.
Eu sou, como uma ciranda sem movimentos.
Sou como uma nau desgovernada em alto mar.

Eu sou um poema, sem as metricas da saudade
Sou uma página em branco, rabiscada pelo tempo
Sou como um verso recitado no palco da tenra idade
Eu sou a tua idade hoje, e, amanhã, já sou o tempo.

Eu sou apenas, a oportunidade dos encontros
Sou a letra bordada, redesenhada, em tua cor.
Sou a lágrima que não borra o papel, por favor
Eu sou a face da cor, aromatizando o teu olor.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cancêr de Mama.



de: José Maria Souza Costa
 
   

O medo, o preconceito, a desinformação, a crença no " isso não vai acontecer comigo", a falta de esclarecimento, mais, a ausencia de uma Politica Publica de Conscientização, tem levado muitas mulheres ao óbito, vitimado, pelo cancêr de mama.
A mama, orgão do corpo feminino por onde derrama o leite materno. Leite materno, o mais precioso dos alimentos. E você mulher, que és valente para encarar as dores da vaidade, para postar-se ante o teu filho,  parece esquecer do teu corpo. O cancêr de mama, não escolhe idade, nem dia, e, muito menos horas ou tempo, por que a função do virus, é unicamente matar. Não perca tempo, e, nem faça deste, uma desculpa esfarrapada. Encoraje-se,  deixe os preconceitos sob os tamancos. Ainda que, não possua condições financeiras privilegiadas, para pagar um médico particular, uma vez por ano, compareça ao um posto de saúde, consulte  um Genecologista, e, exiga que este lhe peça uma Mamografia. Preste atenção. Quanto mais cedo, melhor. Não se deixe vencer à " por menores". Qualquer tempo, é tempo, de combater o cancêr de mama, e  poder encontrar, a cura.
 
    Sinais mais comuns:

    1 - Um nódulo que apalpado, é diferente dos outros tecidos da mama.
    2 - Pele enrugada, ou, com depressão.
    3 - Secreção no mamilo.
    4 - Inchaço que não desaparece.
    5 - Pele descamativa, ao redor do mamilo.
    6 - Alteração do mamilo.

    Espero-te Mulher, em qualquer Posto de Saúde, em quaisquer parte do Mundo.

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

La ciudad del mi calle


de: José María Souza Costa
      * A Cidade Da Minha Rua.
 
     


Do outro lado da cidade tem uma rua.
Do outro lado da rua, tem uma cidade.
Na rua do outro lado, tem um ladorua
Na cidade da rua, tem lado ruacidade.

Do outro lado da rua, na cidade, tem a cidade, revestidas
De passos apressados, e, bares com  bocas embriagadas.
Tem o gosto destilando o deboche, e a curva da mocidade
Navegando entre os cios, por uma agitada promiscuidade. 

Cidade e rua, tudo se mistura, em prantos ou galanteios.
Tem os ternos, e, as gravatas, desfilando em pleno dia.
Tem as noites, em dançantes-lenta, ao som de devaneios.
Tem as rimas em utopias, poesias e, o áureo do dia a dia.

sábado, 20 de outubro de 2012

La ventana del mi mirar *



    de:  José María Souza Costa

     
 
O meu olhar, há de encontrar com o teu.
A minha rumba, vai bambolear  os teus quadriz
E a música do olhar, dirá o que prometeu
Com a intensidade sonora para eu te fazer feliz.

Nesse jogo de olhares, não existirá contrato de separação
E nem deixaremos o vinho arrastar-se, por elos de fantasias
Por que prenderemos os nossos desejos para degustação
Entre olhares tantos nossos, derramados em vã demagogias

O meu olhar, a música que toca, e, a solidão da minha chama
São componetes que alimentam, o meu desejo-nu, pelo seu.
Um outro olhar assim, um bolero, uma valsa, é o que clama
A dançar comigo, um instante, e, poder me chamar de teu.

                             ¨¨¨¨¨¨¨¨

* A janela do meu olhar


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

La otra margen del río



 

  de:  José  María Souza Costa
 
   

A outra margem do rio, é uma paralela
De como vê-se a vida: deslumbrante ou agerridas.
Sabe-se: é uma correnteza intensa nela
Em labutar sinais, ou por vezes, a abertar feridas.

Da outra margem do rio: vê-se, o explendor da cor e do sabor.
Da outra margem do rio: vê-se a cidade, a viver seu contrapor.
Da outra margem do rio: vê-se, o sorriso, misturado diferente.
Da outra margem do rio: vê-se até, gente querendo ser gente.

Na outra margem do rio, é uma correnteza de contentamentos,
Tem glamour em sortílego, derramados e, em namorados.
Por que, entre as outras, margem do rio, busca-se movimentos
Paralelos, onde todos sejam iguais irmanados, abraçados.

Vê-se
Na outra margem do rio,
Ou da outra margem do rio,
Rio de correntezas, de diferenças. Mas, de gente.


sábado, 6 de outubro de 2012

O Vidro Embaçado




Texto de: Lucas Montenegro*

 
Voltando pra casa, eu sou eu. Em nenhum momento deixei de ser, mas naquele momento, mais do que nos outros, eu sou eu. O metrô sai da São Francisco Xavier, e eu sentei de frente para a janela. No escuro do túnel, a janela devolve minha figura envolta numa pintura escurecida de parede suja. Olho para mim mesmo e mal diviso meus próprios olhos, escuros que também são. Mas sinto que sou eu, pois estou como sempre estive. Sozinho. Ontem eu ri, eu me diverti, eu brinquei. Por um tempo eu até esqueci. Mas no final, eu sempre volto a ser eu.
Estou sujo. Há um borrado de batom no meu ombro e manchas de cerveja na minha blusa. Meus pés estão marcados onde a tira dos chinelos os toca. Ainda assim não me importo. O meu vazio está lustroso e polido. Brilha ofuscante, como costuma fazer nessas viagens de volta para casa. O meu vazio tem formato de coração, mas não do meu, e ao mesmo tempo, também do meu.
Onde esqueci o tempo que perdi? Lá em cima olhando pro Cristo? Há seis meses atrás, com a vida apoiada na grade da sacada? Já se passaram seis meses desde aquele dia! Seis meses... Cinco anos desde aquele. Quase oito anos desde o primeiro dia em que eu deixei o tempo cair, e meu coração começou a escorrer pelo buraco que ficou. Eu tentei tapar com tudo, mas é um buraco feito de nada.
Olho, mas ainda não consigo perceber bem meus olhos.
Mas então, inesperado, cruel e maravilhoso, o Sol destruiu o meu reflexo, rasgou meus pensamentos. O metrô saiu do túnel. Abaixei os olhos, e quando os levantei novamente, no lugar onde eu mesmo olhava para mim, refulgiam as folhas das árvores agitadas pelo vento, mexendo-se como serpentinas pingando o dourado que o Sol lhes emprestava. De repente lembrei de ontem e ri. As almas cujos oásis ainda não foram sufocados pelas areias do mundo hão de ver-me, e não duvidarão que eu já  testemunhei meu próprio coração desfeito em lágrimas no chão. Eu chego fácil até a melancolia, mas sejamos justos, sabe... Eu já ri muito também.
Quando me virei pra encarar o panorama que se escondia atrás de mim, aproximei sem querer meus lábios do vidro frio, e minha respiração o deixou embaçado. Ri, como quem acha graça da simplicidade do enigma uma vez que a resposta se apresenta. Virei pra frente de novo, mas dessa vez fechei os olhos. Enquanto o vidro continuar embaçando, o tempo perdido nunca será maior que o tempo a ser achado. Enquanto o vidro continuar embaçando, as lágrimas derramadas nunca serão maiores que os rios de amor que correm nos vales escondidos dos corações. De que outra verdade eu preciso? As almas cujos oásis ainda não foram sufocados pelas areias do mundo hão de ver, e não duvidarão
.

* Lucas Montenegro
 é carioca, crônista, e, empresta a sua sapiência, mensalmente, a este espaço. Colaboração.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Alma Caliente.

    Texto de: José María Souza Costa
    
 

Abres  a porta,
E entre.
Apague a luz.
Lençóis revolvidos,
Fronhas soltas, amarfanhadas,
Janelas cerradas e, corpos açodados.
Pernas que se agitam, lábios que murmuram,
Braços atilhados entre gemidos.
E coxas retumbando misturas, entrelaçadas
Por corpos delirados a meio de,  tesuras.

O meu olhar, vazou no teu
Enamorando-se, da janela.
E deixou-se derramar. Seu
Sonho místico à Cinderela.


sábado, 22 de setembro de 2012

Bailando Comigo

Texto de:  José María Souza Costa



Você põe-se a caminhar, por entre os becos da vida.
Desliza os passos por entre anelos que insinua ter, e, muitas vezes, nem organiza o pensamento, imaginando que tudo está a seus pés.

Às vezes, por trilhas saxosas, os dedos choram e não percebemos; muitas outras tantas vezes, as coisas, os faróis em vigilância, dão-nos uma tradução plena, que nem precisa ser de vós.


Qualquer que seja o suspiro da Alma, não  faz-se deixar perder-se nas parolas das esquinas, ou vazar entre paronomásia, onde quer enfeitar-se com quimeras e derramar-se em paropsia.
A saudade que nos abate – ou pela perda ou pela distância – embaralha-me todo, e nunca busquei sua datiloscopia nas páginas da língua mãe.


E dessa forma, conduzimos cada um de nós, as nossas dores, marcas, manias, tantas vezes dardejando um tempo que não retorna jamais.  E em seus daroeses de causar piedade, abraça-se a qualquer ervaçal, na  procura de uma chama à erronia.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Veleja ( ando )



de: José Maria Souza Costa
 
   
 
Vem desviar  do vento entre ondas, osculando o mar
E, pulsar pujante, as cordas aneladas, do teu velejar.
Tremelizar os olhares, sem os trejeitos das direções
E, reluzir na alma, sem os quimbembe das orações.

Vem iluminar o meu mar. E com a tua iluminura

Rabiscar o mundo e,- presenciando a minha cura.
Arrastar-se rumo ao cais, sem os olhos dissimular
E janelar o ego navegante, de um eterno banzear.

Quero deslizar por águas fartas, a fartar o meu momento,
Emergir por entre mares, e contemplar o contentamento,
E fazer por entre águas, marcas de um velejeiro
Bojante sobrenadante, no perfil de um timoneiro.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Horas Iguais


Texto de:  Lucas Montenegro

 
           
  

 

- Pai, o que significa quando a gente olha as horas e elas são iguais?

 

    Henrique levantou os olhos do papel que tomava toda sua concentração - e ele preferia que continuasse assim - para olhar aquele serzinho de olhos verdes e inquisidores, cheios de toda exigência por respostas que as crianças de oito anos têm. Deu um suspiro que não disfarçava seu desagrado por ter sido interrompido e coçou a barba por fazer antes de responder.

 

 - Como assim as horas são iguais, filha?- Ah pai, você sabe! Quando a gente olha e os dois números são iguais, dos minutos e das horas!

        - Ah, isso... Já pesquisou na internet?

 

    - Não quero pesquisar, hoje já fiz o tabalho de português e tinha muuuita coisa pra ler. Não quero mais ler hoje. Responde, vai! - ela disse. Saiu da frente da mesa e foi para o lado do pai que estava sentado na cadeira. Esse era o sinal de que Henrique não ia se ver livre antes de uma resposta convincente. Em momentos assim ele sentia a falta de uma mulher para dividir com ele a extenuante tarefa de criar uma garotinha linda, meiga, ávida por sorvete de flocos, louca por pôneis e com uma cruel inclinação para carência de atenção tarde da noite. E, por algum motivo, era pior quando ele trazia trabalho para casa. 

 

     Henrique voltou sua atenção rapidamente para a folha na mesa, no intuito de depois lembrar-se onde havia parado quando recomeçasse, no caso da conversa se estender além dos 45 segundos que ele julgava ideais e suficientes, e só isso já foi o bastante para um "heeeim" agudo vindo de Sophia.

 

    - Tá, tá, calma. Bom, horas iguais... Hmm... Eu na verdade não me lembro se significa que alguém está pensando em você nesse momento, ou se você pode fazer um pedido. Acho que...

    - Ah, deve ser porque alguém tá pensando na gente, faz sentido! - ela interrompeu. - Esse do pedido é quando a gente vê estela cadente!

    Ele riu, uma risada dessas que a gente quase não mostra os dentes e dá uma expelida forte de ar pelo nariz. Ela olhou e perguntou:

    - Que foi?

    - Essa sua linguinha presa me diverte. Deixa você ainda mais bonitinha. - ele disse. Ela fez uma carinha emburrada, que Henrique achou que a deixava ainda mais bonitinha. - Mas me fala, minha zangadinha. Por que veio me perguntar isso? Viu as horas iguais?

 

    - Aham! - ela disse, satisfeita. - Agora há pouco.

    - Hum, e porquê você disse que faz sentido?

    - Porque quando eu vi, eu tava pensando na mamãe, então a mamãe também devia tá pensando em mim! - ela exclamou.

    Ele riu, mais sonoramente dessa vez. - Entendi. Sua mãe deve ter olhado a hora lá na casa dela também. Mas não sei se isso significa muita coisa, porque do jeito que ela gosta de você, aposto que ela tá sempre pensando em você. E amanhã você vai ficar o dia com ela, devem ter combinado de sair e gastar o dinheiro do papai todo, não é? 

   - É! - ela disse, e os dois riram.

   - Tá bom então, mas vamos fazer o seguinte? Se vocês vão gastar meu dinheiro todo, eu tenho que trabalhar muito pra conseguir mais, e eu tô com um montão de trabalho aqui. Eu vou te deixar na casa da sua mãe amanhã cedo e já não é hora de criança ficar acordada.

    - Aaah, pai! Mas que horas são agora? - ele olhou as horas no relógio de pulso. O ponteiro maior marcava entre o quatro e o cinco, e habituado a arredondar as horas como a maioria das pessoas faz, ele já ia dizer que eram onze e vinte e cinco, mas quando olhou no mostrador digital que também havia no relógio, viu que coincidentemente eram onze e vinte e três. 23:23. Ele então virou o relógio pra Sophia, rindo.

    - Aqui, ó. - ela olhou e ficou exultante, deu até uns três pulinhos.

    - Viu só! De novo!

    - É, quem será que tá pensando em mim? Será que é sua mãe também?

    Sophia riu. 

    - Ah, paiê. Eu sei que você ainda gosta dela, mas devia ser só eu, pensando em como você é um chato por me mandar pra cama agora. Mas acho até que eu vou, porque tô com um pouco de sono.

 

    Ela chegou mais perto e puxou Henrique pelo ombro, ao que ele abaixou um pouco a cabeça pra ganhar um beijo de boa noite e dar outro em troca. Logo depois sumiu pela porta, mas seus saltitos com os pés descalços no piso de madeira ainda eram audíveis pelo corredor, até que entrou em seu quarto, que tinha carpete. Henrique ficou um tempo olhando pro nada com um sorriso torto e abobalhado, depois sacudiu a cabeça e tentou voltar aos seus papéis. Uns cinco minutos depois riu sozinho.

 

    - Pestinha esperta. - murmurou. Então se levantou e foi pegar uma xícara de café.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Dependência, Do Brazil

   
de: José Maria Souza Costa

 
Está lá, na História. Em um dia, 07 de Setembro, um português, Proclamou a Independência do Brasil. Está escrito. Pergunta-se, independência de quê ? Senão vejamos: Nesta Pátria Mãe gentil, um professor, recebe menos, que o salário minimo da sua categoria, mesmo, isso estando escrito na Constituição Federal, e se esse individuo, ousar a reclamar, será abarroado pelos cacetetes e coturnos da Policia Militar, principalmente, se o protesto for na Cidade de São Paulo, e mais ainda, na Avenida Paulista. Ao aluno, não interessa saber ler ou escrever, basta fantasiar-se de estudante e sair por ai, que será agraciado com a fantasiosa, aprovação continuada. Ora pois pois, cá entre nós, um sociólogo estuprou a Carta Magna Federal, e patrocinou a sua reeleição. Eu, que ante a minha ingenuidade,  apaixonei-me pelo quadro da Primeira Missa, celebrada em Porto Seguro- Bahia, quando da chegada de Cabral, agora dizem que é plágio, de um outro quadro italiano. Prostituíram a minha memória e agora descubro, que não somos mais virgem, desde o nascimento. Fomos abusados, ainda no nascedouro. O cavalo do quadro do Pedro Américo, no qual monta o Imperador, historiadores dizem  ser uma baia pintada, que no rodapé da tradução, é uma jumenta com grife. E assim, estamos a fazer festa, o riacho do Ipiranga, a muito deixou de ser um riacho para transformar-se, em um esgoto a céu aberto, no bairro da Zona Sul da Cidade de São Paulo, que leva o mesmo nome. De saracoteio em sarucuteios, Dom Pedro I, foi chafurdar na Cidade de Santos, litoral paulista, com a  amante e visitar os Andradas. Comeu muita carne de porco, as toras e mau passadas, como escrevem alguns historiadores. Com cólicas, dores de barriga, tomando chá de folha de goiaba, e muita diarréia, o Português, nesta situação fisiológica desconfortável, encarou  a subida da serra do Mar. Em sua jumenta com grife, que Pedro Américo, diz ser um cavalo, e outros berram que o quadro é uma falsificação de um outro quadro " A batalha do Avaí ",  Dom Pedro I, estava outra vez no matinho, quando um dos seus guardas, entrega-lhe cartas vindas do Rio de Janeiro, a qual   narrava que os lusitanos, lhe rebaixava as condições de um delegado das Cortes Portuguesas, um office boy, com grife, ora pois pois. Para uns, ele berrou Independência ou Morte, para outros, a morte esta ante nós, por que temos esperança em uma independência plena e irrestrita.
Uma Independência, aonde seja sanado o deficit habitacional. Uma independência, aonde não seja necessário falarmos em cotas, de quaisquer especie. Uma Independência, aonde não mais teremos a violência contra os Direitos Humanos.
Precisamos sermos independentes, para não servirmos de massa de manobra, e muito menos os paladinos da degradação social. Se o Sol brilhar no céu da Pátria, muito certamente,  ressoará entre nós, não só a Esperança de um Brasil gigante. Mas sobretudo uno e justo.   
    

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Naturalmente



de:  José María Souza Costa
 

 
Eu vou  prosseguir
Com o meu olhar
Pelo teu aroma.
E pelo teu aroma
Com o meu olhar
Eu vou te seguir:

Para enlear-te ao meu arpéu
E, persuadir em meu anelo.
  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Intensidade



De: Lucas Montenegro
Músico, Crônista, Poeta e Letrista Carioca
 

 
Que do meu corpo parta um raio
Que quebre o céu em dois pedaços
E que o amor vindo de soslaio
Entregue-se aos amados braços

Quero ser atingido pela onda azada

E nadar todos os mares e mapas
Insular-me ao deserto e à estrada
Despir-me de blusas, botas e capas

Sofrer os sofrimentos do mundo

Sobrevivendo segundo a segundo
Colher cada louro de alegria
Cantar odes por noite e dia

Que me importa se tudo

Não passar de um sonho louco?
A certeza que eu tenho da vida
É que ela é muito pra ser só um pouco
.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Analfabeto Funcional : Tempos e Modos.



de: José Maria Souza Costa
 

Um aluno consegue ler. Mas, esse mesmo aluno, não consegue entender, o que acabara de ler. Hoje, a Escola no Brasil, não exige e nem ensina o aluno a raciocinar ou a pensar. O vestibular na Universidade Particular, resume-se a uma redação, do tipo, " Fale Sobre Você ", construída em 20 linhas,  em um tempo de uma hora e meia. Findado esse período, três horas e meia depois, o vestibulando recebe um correio eletrônico, com a saudação de aprovado, e como se fosse uma cafitinagem, junto acompanha um boleto bancário, para que seja quitado a matrícula do curso sonhado.
E assim, de um lado, está alguém fingindo vender conhecimento, saber. opinião, conceitos, enfim...
 
E do outro lado, um dissimulado acadêmico intelectualizante, candidato ao Mestrado Leguelhé.
 
Ao centro dessa patomania toda, um MEC ( Ministério da Educação)  tresloucado, tresvariado, sôfrego, funesto, catástrofico, calamitoso, prostituído e patrocinador de toda essa promiscuidade.
 
Na outra margem da Vida, aparece um Mercado de Trabalho Técnico, qualitativo, exigente em pensamentos e racíocinios. Nesta Terra de analfabetos funcionais, em todos os seus extremos, credes tu, que um aluno do Ensino Médio, não consegue preencher um formulário a uma Vaga de Emprego, por mais simplório, que seja esse questionário.
Um País, que fala-se em " cotas" para tudo. E este transforma-se em um Comissariado, legalizado.
Aqui no Brasil, estudar, é sinônimo de sacrifício. Estudar, aqui no Brasil, significa o individuo encher uma sacola com livros, colar às cotas, à africana, passar um pouco mais de 04 horas e meia preso em uma sala, e ali deixar rossar a bunda em um tamborete.
O Professorado no Brasil, recebe em média, 300 dólares mês, como salário. Do PIB Brasileiro, menos de 10%, é  investido em Programas Educacionais. No Brasil, é proibido um Estudo de qualidade. A Metodologia Educacional Brasileira, não exige mais que a criança, aprenda a ler, soletrando as palavras, e nem desenhando as letras. A Tabuada, virou coisa rara, está em extinção, e a criançada não sabe as operações aritméticas : Somar, Diminuir, Multiplicar e Dividir. O que existem hoje, são Calculadoras Eletrônicas.
No Brasil, existem hoje, mais Universidades Particulares, que Farmácias, Açougues e Padarias, tudo juntos e misturados.
Para onde vamos ?
Certamente teremos um País de doutores cambaleantes, estrupados em seus doutos, com os anéis ornamentados no brilhar da desfaçatez.
Enquanto isso, com a tarja de "Doutora Honorius Causis", resta à Pátria Mãe Gentil, " orar  por nós", e assim verás, que um filho teu não foge à luta.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mar de Mearim



de: José María Souza Costa
 

 
O rio. Maré. Mar, preaMar. Águas que vão e que voltam. Correnteza ! Águas que incham. Mururu, que desliza por essas correntezas. Enchente. E o rio a pratear como um lençol, exposto ao Sol. O rio. Aningas. Aningais. Barcos, velas. Banhar ! Todos neles querem navegar. Barreiros, Bonfim, Perimirim, todos sempre a contemplar. O rio. De curvas. De ondas e nuances. Pororocas, a deslizar. No rio. Tem sempre alguém a mergulhar. No rio. Tem sempre tantos a pescar. No rio. A pescar ! Sim, a pescar ? Sim, broto, bonito, carambanja. E canoas em camboas a deslizar com: varas, linhas, côfo, e ante isso tudo, o homem a contemplar. O rio.

      

sábado, 4 de agosto de 2012

Um Recital Sob Minha Janela





de:  José María Souza Costa
 
 

                                      Eu tenho lembranças de você.
                                      Eu tenho vontade de te     ver.
                                      Faço na vida surgir nascer um sonho
                                      E de repente plotar um Mar, com você.
                                      Pra querer te agarrar,
                                      Eu preciso te achar
                                      E se quiseres alguém que te incendeie
                                      Aproveite o derramar da veia, prestes a vazar.


Nenhum lugar é o nada, ou o repouso
De um sonhar sem querer deslizar
Pelos desejos de querer conhecer a felicidade.
A realidade pode acontecer bem distante
Dos olhares de quem enamorou eternamente
As eternas manhãs, em busca de paridade.

                                                   Que vontade de te ver,
                                                                       De querer te abraçar.
                                                                                       Imagino assim querer
                                                                        E começo a sonhar.