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sábado, 26 de novembro de 2011

VELAS IÇADAS



de: José Maria Souza Costa


O aroma dos teus lençóis, invadem as minhas narinas.
E os acordes do teu cio, parece embalar e bailar, diante as rimas, da minha sina.
Afinal, nessa orquestra de " puxa e repuxa ", a batuta  agita-se, delira, vomita, enlouquece, e mucha grita...
Pois nesse arranjos de pernas, com um bailado que vai e que vem...
Agita-se o sangue num sorriso, de uma alma que canta, levanta-se e passa bem.



terça-feira, 22 de novembro de 2011

CONSCIÊNCIA NEGRA : ...estupro, parto ou coisa de bulinar ?


de: José Maria Souza Costa


Todo dia 20 de Novembro....
- ...afinal, o que é conciencia negra ?

O Governo Brasileiro, da guerrilheira Dilma Rousseff,  versa e proseia, que a mulher negra, é a que recebe a menor remuneração como trabalhadora, neste brasilis. Se isso, é verdadeiro, por que o cara pálida, não corrige esse estupro social ?

O Governo Brasileiro, da guerrilheira Dilma Rousseff,  que dorme em berço esplendido, em seu saracoteio demagógico, afirma que o povo negro é, o menos favorecido, o mais necessitado, aquele que mais loca-se abaixo da linha da miséria.

Ciente, que tudo isso seja verdadeiro, pergunta-se:

- Por que motivo, esse cara pálida, deixa-nos assim ?
Isso dá voto ? Ou essa demagogia, faz-se chegar ao Parlamento com mais facilidade ? Por que não veda essa descrepância ? A quem interessa, a miserabilidade do povo Negro Brasileiro ?
Esse aborto "socialistico", poetizado por essa "cambada de políticos ", é o sumo da hipocrisia, que reina nesta Pátria Mãe gentil, desde que Cabral, ancorou a sua nau em praias baianas.
Em Brasília, não há ingênuos, até por que, se houver esse comportamento, não sobrevive entre a rapinagem. Cá entre nós, a descriminação no Brasil, é de classe social, ou é de cor de pele ?

Alguém vagueia na miserabilidade Brasileira. Vejamos o Maranhão do Senador Sarney. Para ele aquilo é um brinquedo, uma diversão, um saracoteio, o Fernandinho, montou até um time de basquetebol-feminino, para delirar-se em vaidades, e ai daqueles que ousar pensar ao contrário. São os que deliciam-se sugando do Estado, tudo aquilo que é destinado à patuleia Maranhense ( merenda escolar), por exemplo e outras tantas "cositas más".

A safanagem é tamanha, que ao adoecerem, eles preferem vim morrer na Cidade de São Paulo, por que até para morrerem, eles omitem-se de enfeitar-se em leito no  seu próprio Estado.

Mas, afinal, o que é consciência negra ?
- É coisa de comer, ou de bulinar ?

Não é mais fácil, o Governo Brasileiro, tratar a todos de maneira Republicana ?
E se o Estado Brasileiro, sabe que é devedor, que pague logo a  dívida. Afinal, basta de caloteiros.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

TEMA PARA UM VAGABUNDO


de: José Maria Souza Costa

- Garçom, desce mais uma dose.
Isso na noite é comum,
é a boca berrante sedenta,
embriagada e dormente,
esporrando mais um.

Mesmo um porre pirado, de piruetas e pirateado.

Tudo na noite é magia, fantasias,
um bailado de bonecas pelada
bêbada, com coca e com colas geladas.
Maracujá de gaveta, por que a noite é assim ?

- Eu não sei qual é o limite, e nem qual é o meu fim !

Mas, nesse menestrel de vacilos e cochixos,
eu sou os acordes esporrados,
regojitados na boca do lixo.

Alguém vai querer tirar sarro,
prender o meu carro,
e  com sobras de bondade,
O outro, nem cobrará a identidade.

Afinal, no mundo encantado de mim,
o meu carro vale mais, que o botequim.

E o que rege a cidade
é um juiz com tiqui,
que analiza-de pelo CIC.

Sepultada, idolatrada ou isolada,
a noite não faz o crime
só dita norma e regime.

- O que é, que separa, o bem do mal ?

Quase tudo acaba na esquina, no abraço amigo, nuwipe...
a noite não passa recibo;
e o utópico de um paraíso
é uma calça sem zipe.

Ainda que o pincel
borra-se com a tristeza,
é a leveza da vaidade, que vai-se chegando,
porém, as pessoas amam-se odiando.

No fel da sua ira, somos todos bruxos,
eu sou seu luxo-bocejador,
sou seu trambolho revigorado
por que sou seu consumidor.

Essa é a vida que dita: risos, quedas, no cair ou levantar
agarra-se ou abraça-se, ao seu "gim" até pular, cantarolar e vomitar.

Nessa rima assim, sem fim,
vê se engole, e não mastiga  a mim.

Toda maçã de rosto, deveria ser rosê.

Nessa torre de babel, a noite é sádica,
debochada e esporradica,
e decorada com os fracassos e marcas afiadas,
como fossem recordações expostas  na porta da vida,
pendurada em velhos bordões.

Baba o teu chiclete, beije uma gilete,
e desafie o lado bom da vida
sem amarras e sem canivetes.
Um bar, uma mesa e um porre.

- Garçom, quando começa o deboche ?


sábado, 12 de novembro de 2011

VENTOS E VELAS, EM MAR ABERTO



de: José Maria Souza Costa

Acordei em meio a anjos cansados, por isso, quero um sonho, desses que agente sonha acordado, e se partem, como o estalo de um grito, num coração escurlaçante. Quero mesmo, é pousar no seu infinito, em um azul sem direção, e invadi o útero do seu esconderijo, que teima, em embriagar-se, antes do sol raiar. O tempo, esse passa preguiçosamente, ainda que a noite nem tenha luar, e as vezes,  nem pode-se esperar a sinfonia das pernas.

Mas, entenda. O destino nem sempre é de sonhos e pó, ele pode está amarrado nas cangalhas dos egos, em branco e preto, de cada uma  das nossas vaidades. Às vezes, o coração é um campo minado, e pode ou não explodi, e depois de dilacerado, quem é que ali, irá plantar uma flor ? Ou então, o que faz-se contra o encanto, de um amor que ilude-nos tanto, e vaga, a maltratar um coração ?


Alegria, sonhos e sentimentos, tudo mistura-se em um só caminho, e converge para a felicidade, será ? Na parede da memória, o que mais dói, é a fúria, que faz a alma, ser pequena. Bom mesmo, é navegar acordado sem medo e em segredo, por que ás vezes, nem a coragem, nos deixa fazer.....

e tudo se sorrir para acontecer.

Velas, ventos, sei que ainda existem muitos Mares navegáveis. Mas, navegante de tantas muitas tempestades, sabe muito bem, em que porto ancorar, decorar e decantar seu coração.




NOTA

... quero dedicar esta crônica, às meninas e aos meninos blogueiros, do blogue, http://agenciadesjb.blogspot.com   Na Cidade de São João Batista, no interior do Estado do Maranhão. E a minha gratidão eterna, por um dia terem publicado, uma materia deste escrivinhador, metido à blogueiro.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

REBENQUEADO

de: José Maria Souza Costa


Que saudade, do meu riso reluzir no teu.
Do meu jeito, promiscuir-se outra vez,
Do meu aroma, embrulhar-se no teu,
E juntos deslizarmos perfumando a tez.

Saudade,
Desse traço tênue, que chamas de lábios,
Dessa agonia deleitável, em sentimentos.
Dos lençóis revirados na cama do tempo,
Marcados na porta velha, dos movimentos.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VALSA DOS PEIXES



de: José Maria Souza Costa

Se chegares à beira mar, não sei se encontrarás tamatás, cascudos, capadinhos ou jandiás. Os barcos, as jangadas que beijam o alto mar, não sei se trarão tainhas, tucunarés, lambaris, pintadas meninas, ou mesmo as curimatás.
Curvinas, piaus, pirarucus, mandubés e piranhas gelados, então revela-me,menina,  com empanturrar-se, com um bom namorado ?
Mas, a a minha rede arrastar-se, sei que ela trará carpas,carambanjas e peixe espada, para você esbaldar-se. Sendo assim, fico à proa a olhar, por que restará a esta alma navegante, tão somente o balanceio do mar.

Podeis sorrir, não tenhais medo, não existe queixas para marujar, tudo o que eu quero de você  menina, é entender o enredo da valsa dos peixes. Com a jangada a velejar, e uma rede a arrastar-se, tem-se a imensidão do azul do mar, a embriagar pescados e pescadores.


Você me conta um segredo, e lhe mostrarei um Mar Aberto valente, destemido, pulsativo e sem medo.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ



de: José  Maria Souza Costa


Tu és o meu Mar, a minha onda, a minha vista, o meu deslize e o meu sufista. És o meu figurino, a minha revista, o meu estilista e a minha conquista. És a minha mímica, a minha agulha, a minha linha, a minha ilha e a minha química. Tu és, o meu desejo ilibado, o meu assovio, o meu fio, a minha ilação, e o meu cio.

Eu sou a tua rima,

E você a minha métrica.

Eu sou teu ... "confesso,"
E você o meu impresso.

Eu sou o teu acinte,
E você o meu deboche.

Eu sou  o teu copo,
E você o meu porre.

Eu sou o teu sândalo,

E você o meu escândalo.
Ainda assim, Eu  não existo, sem você.