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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PROSEANDO COM A VELHICE



de:  José Maria Souza Costa


Não é o medo da morte que me assusta. Mas,  que adianta-me esperar pelo Sol, se permanece esse frio agudo...tão agudo, que as folhas já nem caem mais no Outono, e a saudade repete peremptoriamente um dolorido, sem fim ?

Não tenho nem dor e nem remoço, afinal, o Rio que vai, não volta nunca mais, e até aquela velha  valsa que rejuvenesce as rugas, essa se perdeu nos acordes do sentimento.

Tudo parece ir-se, e agente vai driblando a emoção, por que o carrocel do tempo passou, e o video tape dos sonhos nos convida ao delírio.

O olhar grava a imagem, e o coração revela o afetuoso: a lágrima, a ilusão do aplauso, e as pegadas cansadas na direção de um mesmo sonhar que parece não querer chegar, entretanto, no campeonato das lembranças, não sei se vale  sorrir. É sabido que as vezes a história cobra as curvas das rugas, surgidas na estrada do descontentamento. E habilita no passaporte do esquecimento, um chamado, que será preciso refletirmos sobre tudo, a cada momento.


15 comentários:

Poeta da Colina disse...

Será que o fim, será algum lugar?

Há muito pelo caminho para pensar só no chegar lá.

✿ chica disse...

Um texto que nos leva à reflexão...Estou vivendo problemas dessa ordem com minha mãe e é triste ficar velho em alguns casos...abraços,chica

poesias maria do carmo disse...

oi meu amigo poeta,tudo bem? é um prazer imenso passar por aqui.FIco feliz com sua visita e venho retribuir com todo carinho.Sabe ,ninguém quer chegar a uma certa idade,ma em fim ,caminhamos em direção a ela. E precisamos ser fortes,pés no chão ,cabeça erguida para encarar este desafio,vamos passarpor lá,se DEUS quizer,gostei muito do texto,bom fim de semana,muito obrigada por suas palavras,seu carinho ,bjos.

Gi Zamai disse...

Creio que temos mais receio da velhice que da morte. Medo de dar trabalho, de esquecer-se das coisas, de ficar em uma cama, sei lá, tantas coisas...É inevitável não amigo? O tempo é o senhor, porém, melhor enfrentar a velhice, que morrer jovem, com tanto ainda a realizar. Grande abraço

Vera Lúcia disse...

Olá José Maria,
Bem vindo ao meu Recanto.
Ontem não consegui acessar o seu blog.
A velhice nos assusta pelo receio
das limitações que com ela chegam.
Muitos pessoas chegam a esta estação com lucidez e alegria pela vida que tiveram.
Como todas as estações da vida, a velhice também traz seus frutos.
Um grande abraço.

Drisph disse...

Olá,

Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo.

Aproveito para divulgar o meu blog; seguindo-o você concorre a sorteio de de livros todo mês. Este é um blog que apoia e incentiva os novos autores
Adriana, nova autora
http://www.bookess.com/profile/adrianasph/books/

poesias maria do carmo disse...

olá meu amigo,tudo bem?olha,gostaria que vc visiatsse meu blog.Minha saobrinha postou um texto lá e quero que vc faça uma avaliação,fico muito grata ,bjos e um ótimo fim de semana.

Crista disse...

Zozézinho...tu sabes como ninguém tocar fundo o coração das pessoas...fiquei morrendo com dó de mim...já imaginou como vai ser triste quando vai se chegando perto do fim????

Néia Lambert disse...

José Maria, chegar à velhice e vivê-la com dignidade tem sido um desafio, pelo menos aos idosos brasileiros. Às vezes isso me amedronta um pouco.

Um abraço.

PRES. MÉDICI NOTÍCIAS disse...

ótimo texto, bela reflexão. PARABÉNS......

Sonhadora disse...

Desculpe adentrar assim, mas passei e gostei do que li e tomei a liberdade de seguir.

Um abraço
Sonhadora

Fênix27 disse...

Feliz aquelê que chegar a velhice com sabedoria,mas a velhice tras seus problemas,é nescessário ter muita paciência com o idoso.Graças a Deus tenho papai e mamãe.
Vim do blog da nossa amiga Gi Zamai, mas não pude seguir pois esta sem o painel de seguidores.
Belo texto e adorei seu blog.
Felicidades.
http://wwwavivarcel.blogspot.com/

Luís Coelho disse...

Este é mais um texto para pensar.
Os dias passam. No rosto de cada pessoa as rugas marcam vidas e muita solião.

Manuel Carmo Meirelles disse...

Meu caro José Maria Souza Costa
Se há tema que me sensibilize, a velhice é um deles e muitas vezes me ocupa o pensamento.
Penso, por exemplo, que nenhum idoso devia sofrer de isolamento e solidão e muito menos de necessidades primárias, ao nível da saúde e da alimentação.
Infelizmente, muitos idosos, depois de uma vida de trabalho árduo, enfrentam a velhice sem condições económicas e sem os apoios que deveriam ter das entidades oficiais.
E tal como diz o seu poema, não é o medo da morte que assusta os idosos; o que os assusta, é a incerteza diária de não poderem adquirir os medicamentos para os seus males e,ao mesmo tempo, garantir uma modesta tigela de sopa para matar a fome.
Se todos nos lembrássemos que "o rio que vai, não volta nunca mais", e que todos estamos percorrendo esse rio, realizando esse percurso, concerteza que olharíamos para o drama de muitos idosos com outra sensibilidade e com outra atitude, prontos a fazer qualquer coisa para lhes proporcionar bem-estar.
Tenho dado uma vista de olhos pelo seu blogue e vou continuar a fazê-lo.
Forte abraço.

Bete disse...

Que reflexão veerdadeira e profunda.
Nos toca profundamente, afinal como bem disse, o rio não volta.
De todas as privações carencias que rodam a velhice, a solidão é a mais assustadora.
Bjs.