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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rua da Beira





A rua da  Beira,
É o arco mais longevo na cidade
Aprazível, com o seu vale encantado
Tem no brilho sublime da mocidade
A ternura de um eterno namorado.

É aquela, que primeiro graceja ao Mearim
Madrugando com o Cruzeiro do Sul.
E por seus becos, derrama fartos cios. Sim,
Em cantilenas, com visão de céu azul.

E hoje ?
O páteo, as casas de sobrados,
O futebol na Babica, o jogo de botão.
Nomes ! Os acordes do Perone.
Tudo é recordação. Até o pontão,
Emolduram visões de esmero
Traduzindo saudade e segredo ...

Ainda assim, a Rua da Beira
É a Aorta, replandecida em glória,
Que a minha alma lança paralela
E vaidosa baila, com a    história.


 
                    ................
NOTA
Dedico este poema aos irmãos: César e Fernando Santana, uns dos mais antigos moradores da Rua da Beira, na Cidade de Arari, e que nunca sairam de lá. Mesmo com a cidade crescendo, jamais abandonaram as margens do Mearim.


7 comentários:

Montserrat Llagostera Vilaró disse...

Saludos y enhorabuena pelo seu
Poema.

Um beijo, Montserrat

lucidreira disse...

Há sempre os que se apegam com amor e dedicação ao seu reduto.
Muito bom mesmo a sua dedicatória.
E parabéns por postar um poema mencionando coisa da terra.

Abraço

Confissões de uma borboleta disse...

Tem lugares que deixam saudades...

Jão disse...

Cultivar raizes, relembrar a infancia, histórias. Lindo por de mais.


Abraços meu caro!

Fred Caju disse...

Muito bom, me sentir na rua mesmo sem nunca ter pisado nela.

Daca_diniz disse...

cinistro seu blog tudo de bom voltarei mais vezes.

Daca_diniz disse...

b seu blog é cinistro voltarei mais vezes.