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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TODO SENTIMENTO

texto extraído do Livro " A Canção em Mar Aberto"
de: José Maria Souza Costa


O que pensamos das coisas que não acontecem.
Talvez tenha-me acostumado com decepções.
Talvez  seja obrigado a viver ou conviver lado a lado com a falsidade de uns, e o ódio de tantos.
Talvez  tenha que sorrir deliberadamente, para fingir a terceiros uma felicidade que não existe.
Talvez  tenha que namorar a minha amante, apenas com o silêncio do meu olhar, para não ferir-lhe o seu desejo de me querer.
Talvez  tenha que conviver lado a lado com o receio, o medo, o pavor da pessoa que frequenta a minha cama, para proteger da tirania dos olhares e da língua afiada, daqueles que fingem ser seus amigos leais.

Talvez  tenha que fugir do bairro, desfilar pela calada da noite, descer escadarias dos shopping, sem que ninguém perceba, apenas para provar que  êxito e, não estou agredindo ninguém.
Talvez tenha que proteger ela e não a mim.
Talvez tenha que proteger a luz dos olhos dela e jamais a minha voz.
Talvez tenha que proteger o cheiro da sua pele e, nunca o seu riso denso e sedutor.
Ou tenha que cuidar da sua alma e nunca dos seus cabelos "fashion" que encanta, e decanta em noites escuras protegidas por luzes coloridas.
Acho que tenho que proteger o seu rebolado misturado com o estilo de seduzir. O desejo de seduzir, esse é alienável, e cada adolescente, cada ser humano, canta as suas canções e navega em oceanos que melhor as suas águas lhe guiar.
Eu quero mesmo, é navegar em um oceano de felicidades.
Eu quero navegar densamente rumo a um "pier" firme, onde possa ancorar o meu barco, sem receio de debater-se e naufragar.
Quero apenas erguer as cortinas da minha vela e, rasgar as ondas do preconceito que atormenta os menos informados e, alimenta a ignorância daqueles que não percebem que o mundo mudou.

Eu quero desgrudar dessa coisa tosca chamada constrangimento e, caminhar firme na direção do meu sol, que aquece os meus desejos, e alimenta as minhas quimeras em noite de lua cheia em alto mar, ouvindo as canções do vento que derrete as geleiras em mar aberto, contra as ondas que revoltas emitem sons de paz.
Quero poder levantar-me desta cadeira agora, soltar esta caneta e caminhar com você, tomar-lhe pelo braço e lhe dá um abraço.
Queria neste momento cheirar os seus cabelos negros e, dizer-te que a felicidade só existe, quando as pessoas fazem de cada partícula do seu corpo um ponto de alegria e se doa, querendo que tudo se realize.

Eu queria mesmo era poder ficar, frente a frente com você e, ouvir da sua boca o que significa o verbo amar.
Queria saber o que significa abrir os braços e abraçar uma outra pessoa. Queria saber qual o fundamente de apertar uma pessoa contra o seu próprio corpo.

Qual a sensação ?
Tomara que a sua alma seja pura. Tomara que o seu olhar seja maduro. Tomara que os seus passos sejam firmes. Tomara que a sua voz, seja sempre de comando. Tomara que o seu riso seja de luz. Tomara que os seus lábios sejam permanentemente sábios, para anunciar  a paz, com todo o sentimento.





2 comentários:

poesias maria do carmo disse...

muito lindo o seu texto,fortíssimo,gostei imensamente.Tomara que vc tenha cada vez mais inspiraçoes assim para nos alegrar a alma,abraços.

Flá e Thá ! disse...

Olá...

Obrigada pela visita.
Parabéns pelo blog,ótimas publicações.
Sucesso!
Abraços.