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domingo, 26 de setembro de 2010

PAULISTA


PAULISTA

* poema extraído do livro ESSÊNCIA DAS COISAS

de: José Maria Souza Costa.

Meia luz, meu olhar, meu vício, meu fascínio!
As balas que as crianças mordem
Ardem nas vistas, fitas, pistas,
E faz silenciar em poucos, as canções, a ordem.
Pelas vistas, filas, vilas ou favelas

Nos paredões do Masp, Trianons, Parques,
Brotos  cospem chicletes,
"Minas", viram tietes

Sonhando com  novelas,
E todo o olhar é predador, discreto, neles.
Botas, meias, coturnos, pés descalços, sobre a grama

A cada esquina da Paulista
Um tese, olhar de medo, na grana.
Tudo acontece sob o Masp:
De um olhar,
a piscadela de garotos de programa.

De uma festa:
Ao convite pra deitar em sua cama.
De um corpo nu:

A uma bota sem fivela.
De um nome próprio:
A um apelido de pivete.
Tudo acontece na Paulista:

 O beijo, o selo, o olhar, o medo
A mística, a forma artística,
As bandeiras das torcidas,

O porre, a cara, a tara, a garra,
E as porradas da polícia.

Nas Paulista.