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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PARA QUEM TEM UM GRANDE AMOR


PARA QUEM TEM UM GRANDE AMOR.
Extraído do livro a CANÇÃO em MAR ABERTO
de: José Maria Souza Costa



E repentinamente, ela surge em minha vida como se fosse uma estrela reluzente, que devora a noite com o seu brilhar e, estupra a mim com o seu clarear radiante.
Imagino que agora ela queira ser uma estrela.
Essa coisa pulgente que encanta, e canta  a alma, e faz delirar os poetas menores como eu, com a utopia de um dia beijar-te ao menos, as pontas dos dedos das mãos.
Eu carrego essa quimera cotidianamente, desde o nascer até o pôr do sol em uma noite de verão.
E ela surge em minha casa na figura de um menino homem ou adolescente homem, que expande-se de felicidade ao deparar com o sorriso dela, isso mesmo, o escrachado riso do seu ex-amor derramando em outros braços, absorvendo outros cheiros, como se jamais estivesse esquecido um dia sequer do seu primeiro amante, do seu primeiro gozo ou da sua derradeira trepada.

O adolescente é assim: ansioso, desejos e deslocado.
As vezes insinua que quer beijar, quando na verdade ele quer apenas trepar e, às vezes insinua que quer trepar, quando na verdade ele quer mesmo é encher o saco, a paciência no ouvido da menina que um dia o iludiu dizendo que amava e, em um outro abriu a blusa e prostituiu-se com um outro. E então ? O que fazer agora ?
Ou sorrir ou chorar.
O que não pode, é gargalhar eternamente no picadeiro do mesmo circo e retratar através do rosto a fisionomia do eterno palhaço.
Neste momento sei que os seus olhos brilham, reluz....sei que deves está com a mão ao queixo pensando, ou com aquele sorriso sem cor e sem graças nos lábios a perguntar:
É de mim que estás escrevendo ?
Sei lá...responde o autor.
Estou narrando o que acontece com dezenas de centenas de jovens adolescentes que procura um caminho, mas de repente pára, ao deparar com a primeira cruzada que ante-põe os seus desejos e, não com bina com o seu egoísmo juvenil.
Posso dizer que: A vida é um colosso.
Ela é uma abrangência de sentimentos que caminha desde a lágrima derramada pelo adolescente, que chora por que perdeu a namorada, até o caminhar singelo e silencioso do velhinho que no seu palmar o deixa com experiências alienável ou como o barco que lentamente navega nas águas claras de uma canção por mar aberto.
Quantas vezes as cores do arco-íris não deslumbrou o seu olhar ?
Quantos não tiveram a mente deturpada por pensamentos insanos ?
Isso mesmo, a mente a memória RAN. do computador humano. Quantos não tiveram de se esconder atrás do silencio íntimo para sobreviver ?
Quantos nesta vida fingem-se de mortos, imaginando uma ressurreição para o bem ?
A vida é assim, um dia somos palhaços, em um outro um enorme teatro a espera de um grande espetáculo. Também pudera, cada um tem o seu grande amor na vida.

Eu tenho o meu, você tem o seu e, assim o cotidiano amoroso vai-se desenrolando ao meio da humanidade como fosse um novelo de fio, que une a cada um pelas pontas ainda que elas estejam tortas ou moribundas.
E esse novelo desenrola-se e volta pelos lábios da juventude com expressões curiosas como: " " Ficar em vez de namorar ou trair." O adolescente tem pavor a traição, ela o assusta tão quão os cães se assustam com fogos de artifícios.
E assim eles vão construindo o seu mundo particular, seu próprio vocabulário, seu linguajar íntimo e suas traduções individuais.
Eu, como autor, particularmente não vou perder esse carrocel. Sinceramente, quero está nele, dentro dele, para não perder o bonde dessa revolução juvenil, que as vezes de tão pura, nem cheira a sexo, mas sim a desejos e afinidades que apenas o forro da cama e a química dos gemidos sabem como traduzir, sem que viole o dicionário ou os ritmos dos embalos no travesseiros.