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terça-feira, 14 de setembro de 2010

A FESTA DE BOM JESUS DOS AFLITOS - EM ARARI

FESTA DE BOM JESUS DOS AFLITOS.
Recordo-me quando menino, em minha amada Arari. Nesta data de hoje, a dona Maria Sousa Costa, pegava pelo braço Eu e  Dudu ( hoje Comandante e Maestro da Banda do Exército Brasileiro na Cidade de Ponta Porã - Mato Grosso), e tínhamos que segui-la, cantando, rezando e, arrastando-se em procissão. Eu e Dudu, quando criança, íamos irritado, por que agente queria mesmo era ficar jogando futebol de botão, em nossa casa, na Rua da Beira, no assoalho. Só para fazer-se justiça. A Rua da Beira, é a mais romântica rua da Cidade de Arari, mesmo depois que mudamos  para o Centro da cidade, jamais esquecemos a rua da Beira, até por que foi lá que passamos a nossa infância inteira, é de lá os nossos melhores amigos, e as nossas melhores amizades, até hoje, foi lá que o Patéo, conheceu os nossos primeiros chutes na pelota, foi lá que tivemos os nossos primeiros gozos e vimos os primeiros menstruos.( rsrsrsrs). Foi na Rua da Beira, que agente aprendeu a pescar, e a pegar camarão no litro e com cuir. Não se faça de "besta", qualquer um Maranhense e Arariense, está entendendo o meu linguajar .Não é por que muitos são doutores, que esquecem das coisas. Eu, sei o que estou escrevendo e os Maranhenses, sabem muito bem o que estão lendo.
Mas vamos ao festejos e as minhas lembranças  infanto juvenil.
Como fosse uma cobra a procissão arrastava-se pelas ruas Padre José da Cunha D'Eça, as senhoras cantarolando. " Ele assumiu nossas dores, veio viver como nós....", fogos estouravam clareando o céu Arariense. A banda do  música do Padre Clodomir, caminhava entre um cordão e outro animando mais a procissão. A imagem do Nosso Senhor  Jesus Cristo, carregando a Cruz, os homens se espremendo para carregar o andor. Naquele tempo ainda não havia o festival da melancia. Arari, terminava na Rua da Barata. Era uma cidade  curta, e acochegante. Ainda não havia nascido a Avenida Dr. João da Silva Lima. Hoje a minha amada, cresceu, quase desenvolveu, a festa mudou de tragetória, de rumo, de cenário. Já quase não existe mais barraquinhas de palha, que agente chamava de "bazar". Aquele mundo encantado de carrinhos de plásticos, de balões, e outros brinquedos,  que a dona Maria, era obrigada a comprar para nós  anualmente, vai ficando na saudade. O tempo passa e passa, agente cresce, vai entendendo as coisas, o mundo vai mudando, girando  e mudando, ontem era carta, hoje é e-mails, twitters, blogs, o natural vai cedendo lugar ao pirotecnismo, as luzes brilham de outro jeito, e reluz para uma nova era.
A procissão certamente continua-se a arrastar multidões, os hinos religiosos viraram " música gospel", apesar dos acordes, das rimas, do solfejos, serem os mesmo de músicas profanas. Desenho em minha mente tudo isso, para escrever, que valeu apenas eu arrastar-me também, entre aquela gente cantando "  Eu confio em Nosso Senhor...Com fé, esperança e amor...Eu confio...", e haja foguete para queimar o céu.
Tomara que a Festa em homenagem à Bom Jesus dos Aflitos, esteja com um brilho muito maior que o da minha infância Que o Filho de Deus, continue a proteger Arari, a sua gente e o seu legado religioso. Que ele continue a assumir as nossas dores, por que somos frágeis demais, somos alienados demais, somos ácidos demais com os outros, somos maldosos  demais com os outros, somos invejosos demais, somos egoístas demais, somos vaidosos demais, enfim somos todos pecadores.
Tomara que continuemos a Confiar no Nosso Senhor Jesus Cristo, para que possamos trilhar lado a lado, com a bem aventurança do Amor ao Próximo.
Hoje, dona Maria Sousa Costa, não esta mais entre nós. Mas, ainda existe herdeiros dela em Arari, que lhe representa, e arrasta-se em procissão pelas ruas da cidade, aplaudindo e pedindo perdão, pelos pecados que todos os dias cometemos.
Viva Arari !
- Viva !
Viva, Bom Jesus dos Aflitos !
- Viva.