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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

: DIFERENTES TIPOS - de: Renata Dias .


Texto da Renata Dias.
Renata Dias, é minha ex-colega, de bagunça e de Faculdade. Estudamos Letras juntos, e ficavámos no fundão da Sala. Quer mais....


OS DIFERENTES TIPOS.


Escrevo para falar dos diferentes tipos, os diferentes tipos com os  quais convivemos no dia-a-dia...
Eu nunca parei para escrever assim sem poesia, mas não são todos os  dias que convivemos com os versos na menina dos olhos, na ponta dos  dedos, no ar do pulmão. Não é sempre que vemos poesia nesta cidade  barulhenta e caótica, onde em muitas esquinas pude reparar a seguinte  frase, você também já deve ter reparado:
"Ver a cidade"

Fiquei me perguntando dento do ônibus, ao rever a frase passar por  suas enormes janelas:
"O que afinal querem dizer com esta frase em diferentes pontos da cidade?"
Levei em conta que a frase ao ser lida forma à palavra veracidade...
Mas qual o significado desta intenção?
-Seria, hum! Ver a verdade?

-Sim, ver a verdade, a grande verdade que é escondida por trás da  fumaça, do barulho, a verdade que a grande maioria finge não ver !
Sinceramente, não sei qual o intuito de pinchar a cidade com essa  palavra, ou essa frase, sei lá!
Dentro do ônibus vejo imagens, paisagens e pessoas. Pessoas crianças,  pessoas homens. Enfim pessoas. Pessoas que não convivem comigo, mas por um mero passe do destino ou com um girar de catracas, posso passar  a conviver...
E foram tantas pessoas que conheci em meio à veracidade escondida, em  diferentes esquinas e pontos da cidade. Cidade que ainda traz ternura por entre as frestas de ar condicionado, e pelas fendas que ainda não foram revestidas de asfalto. Suas diversas luzes que nunca se apagam,  ainda nos mostram pessoas queridas, iluminadas, amadas; pessoas que  enchem nosso peito de alegria, e que diluem a poluição que trazemos nos pulmões; pessoas amigas, anjos revestidos pela veracidade intensa  que a cidade esconde por trás de suas esquinas.
Pessoas, diferentes tipos de pessoas. De algumas quero mais sempre  mais. Já outras prefiro que o tempo às recolha para longe, para outro espaço, outros laços, outros caminhos. Há pessoas que sinceramente não

combinam com nossa jornada. Não que elas sejam más, repugnantes,  indignas de viver, elas apenas não combinam conosco, assim como as  pichações de "Ver a cidade" não combinam com o concreto.
É assim que vejo a cidade e suas pessoas. É assim que me vejo.

 Às  vezes trago a dureza do concreto, às vezes a beleza dos canteiros.
Esta é a minha veracidade, esta é a cidade em que vivo.



Um comentário:

cine disse...

Muito bom Renata, vc relamente é uma poeta!