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terça-feira, 21 de setembro de 2010

A CANÇÃO EM MAR ABERTO - parte 3

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Veleiros Fotos, marT


Texto extraído do Livro A CANÇÃO em MAR ABERTO
de; José maria Souza Costa

Quando eu escrevo a todos, afirmando que um adolescente apaixonado se

enfurece e chora, pode até parecer uma coisa estranha, mas
solitariamente sem ter a quem recolher ele abraça-se aos seus sonhos,
agarra a sua almofada, ou fazem como os doces meninos "marinhos"
românticos que convida a  avó para deitar e abraçado ao velho e
experiente corpo, deixa jorrar docemente  a sua canção em forma de
lágrimas sonhadas.
Eu queria ser assim sempre.
Queria poder chorar de contentamento.
Queria ter a alma alvejada de felicidade, de encanto e desejos mil.
Eu queria poder fiscalizar a sua dor e sanar a minha dor e curar a dor
da gente e com isso navegar rumo a esse mar imenso a que todos um dia
chamamos de: sedução.
Mas uma sedução que mexesse mais com o cérebro do que com o coração.
Uma sedução que preenchesse mais a razão do que os palpites do "não sei não".
Uma sedução que envolve mais o sangue que pulsa nos peitos dos
meninos, do que os menstruos das meninas. Uma sedução que derrame menos
ansiedade, menos maldade, do que o leite dos meninos, quando ainda
virgem,se assanham para produzir e depois adultos, se lambuzam e
deixam cair, em qualquer poça a cada momento, por qualquer sentimento.
Quando paramos e buscamos no olhar a distancia pela meditação,
procuramos respostas por interrogações infindas que a vida nos faz.
Imagino eu,assim nasce os sábios e expande-se os grandes pensamentos.
São nesses momentos que a alma fala.
São nesses momentos que a alma grita...berra.
São nesses momentos que a alma rebola e dança, como se fosse uma
bailarina desvairada a plainar em um enorme palco.
Imagino ser essa a tese do amor.
Imagino ser assim a caminhada longa de um corpo em direção a um
sentimento chamado paixão, que caminha na direção de um olhar, assim
como um grande rio deita leito abaixo em direção ao mar.
O mar parece imenso.
O mar é imenso.
O mar é a junção de todos os oceanos.
Tudo isso se parece. Parece sim,as vezes o é,mas se deixa levar pelas
seduções dos ventos que o agita e faz gritar, pular, revirar-se sobre
o próprio leito e como é o grande mar, seduz poetas, trovadores,
cantadores e pares e mais pares de namorados.
Que o mar esteja sempre aberto a grandes amores e, e uma paisagem de
luz aos namorados.