Seguidores

Translate

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SUSPEIT DE MATAR MERCIA NAKAGIMA, AINDA NÃO APRESENTOU-SE

O advogado Samir Haddad Júnior, que defende o policial militar aposentado e também advogado Mizael Bispo de Souza, disse que seu cliente está escondido em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde mora. Mizael é procurado pela polícia desde terça-feira (3), quando teve sua prisão preventiva decretada e passou a figurar como réu no processo que investiga a morte da advogada Mércia Nakashima, sua ex-namorada.

A polícia realiza buscas por Mizael desde a decretação da prisão. Ele é procurado em Guarulhos e no litoral sul do estado, onde tem casa. O advogado é considerado foragido e pode se entregar em qualquer delegacia.

Entretanto, sua defesa entregou nesta quarta-feira (4) o pedido de hábeas corpus ao Tribnunal de Justiça para que Mizael possa responder ao processo em liberdade. O advogado Haddad Júnior afirmou que Mizael aguarda a decisão da Justiça.

Também na terça, a Justiça determinou a prisão preventiva do vigia Evandro Bezerra da Silva, que já estava preso em Guarulhos e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista.
saiba mais

* Considerado foragido, acusado de matar Mércia é procurado até pela PF
* Justiça aceita denúncia e decreta prisão de ex por morte de Mércia

Depois de desaparecer em 23 de maio da casa dos avós em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho na represa em Nazaré Paulista. O veículo onde ela estava havia sido localizado submerso um dia antes. Segundo a perícia, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro no mesmo dia em que sumiu. Ela não sabia nadar.

Um pescador havia dito à polícia ter visto o automóvel dela afundar, além de ver um homem não identificado sair do veículo e ter escutado gritos de mulher.

Para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, Mizael matou a ex por ciúmes e o vigilante o ajudou na fuga. Mizael alega inocência. Evandro, que chegou a acusar o patrão e dizer que o ajudou a fugir, voltou atrás e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque foi torturado.

Ainda segundo o relatório do delegado Antônio de Olim, do DHPP, Mizael e Evandro trocaram diversos telefonemas combinando o crime. A polícia chegou a essa informação a partir da quebra dos sigilos telefônicos dos dois. O rastreador do carro do ex também mostrou que ele esteve próximo ao local onde Mércia sumiu e onde ela foi achada no mesmo dia do crime.