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sábado, 14 de agosto de 2010

A GRAVATA E O TERNO

É comum trombar com homens vestindo-se de terno e usando gravata.
Na verdade usar terno sem a gravata é cafonabrega, é jeca. É a tradução legalizada entre entre o podre e  o fedido.
O azedo jamais combinará com o doce, e nem o suave com o amargor de uma alma frustrada e preconceituosa, alimentada pelo ranço da debilidade mental.
Existem fraseado que ao ser expelido bela boca de determinados indivíduos, mais parece vomito derretido, que verborragia em larinas de delinquentes juvenil.
Escrevo assim depois de ter ouvido em debate eleitoral um dos candidatos ao governo do Estado de São Paulo, apontar o indicador ao oponente e destilar ..."veja, até a gravata deles são iguais"
Talvez naquele instante imaginasse ludibriar com falso jogo de palavras os adversários, e essa trucagem, mais pareceu um acinte preconceituoso, rasteiro, desrespeitoso, que a semelhança a uma carta à mesa, exposta para desequilibrar  o adversário.
Essa destilação de maldade, essa vermimose, para embustear o oponente, seria o que os intelectuais chamam de ataque abaixo da linha da cintura, para não dizer" o jogo sujo".
Gravatas, sempre foram acessórios que traduzem elegância e harmonia nas vestes, jamais fora objetos de desavença por fragilidade espiritual de quem quer que seja.
Enlatar comportamento tosco ou destilar sentidos de menores a mediano expressão,não condiz com o debatente, que sempre glorificou-se de cuidar "das pessoas".
Pessoas publicas, deve rodear-se de cuidados com o que diz.
Professar o ódio com gestos, é fomentar a guerrilha saguinarea e patrocinar o sabor da vingança entre os povos. O Brasil, não precisa de divisões de pessoas,nem por cor, nem por sexo,nem por religião, nem por condição social e ou outros. Para isso a nossa Carta é una e Cidadã.
Enunciar a discordancia, é emancipar a frustração de acordos. Em vida publica, quase tudo se opõe, é de muito boa lembrança que os homens passam, os acordos e desacordos são amarrados ou juntados, ou ainda mesmo misturados, mas os partidos políticos, esses permanecem para o legado de legitimidade da democracia.
Não pode jamais ser em vão a luta, o aguerrimento, o convencimento, o chamado reconciliatório. O que deve prevalecer, mesmo com o adiantado da hora, é o respeito de um para com o legado do outro.
O terno, esse é tão somente um acessório do corpo, enquanto a gravata, é apenas o desvio de um olhar para enfeitar a vaidade no desabrochar e no debochar do ego.
O caminhar na direção do desejo desejado, deixa-nos cotidianamente em posição de combate ou embate, mas é verdade também, que expõe nossas fragilidades, e obriga-nos a desvendar o mistério da discórdia.
Para não agredir o tom e nem feri a elegância, nada melhor que sem batalha, onde não haja feridos e nem ferindos,onde não se encontre nem vencidos e nem vencedores, o instrumento da reconciliação, inicia-se com um aperto de mão.
Ainda que..." ESTEJAMOS COM TERNOS E GRAVATAS IGUAIS".

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