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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

COMENTÁRIOS DA LUCIANA SANTOS

Re: [JOSÉ MARIA COSTA] .........O GRITO SILENCIOSO........
















Luciana Santos

para mim
mostrar detalhes 00:42 (9 horas atrás)
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Muito pertinente a reflexão, sempre em uma bela dança de palavras!
Por muitas vezes me vi parando pra pensar no que fazer pelos povos de rua, mas confesso que não cheguei a lugar nenhum.
Me perdia entre o assistencialismo, o medo e a ignorância de quem não conhece essa realidade de perto.
O sistema que vejo como culpado por esta situação tem seus meios de nos calar, seja por medo da morte, seja pelo medo da vida desprovida de alguns de nossos sonhos de infância, de alguns de nossos sonhos de adultos...
Acabamos pescando aqui e acolá uma justificativa - por vezes cruel - para continuar priorizando nossos próprios sonhos ao invés de lutar pela melhoria de vida alheia.
Atualmente estou promovendo o cooperativismo, que vejo como algo socialmente bom.
A despeito dos que me chamaram de louca, estou feliz por ter abrido mão de uma vaga de funcionária pública para seguir o que gosto e acredito - o cooperativismo - e não ficar entuchando produtos em pessoas que mal têm o que comer em nome do lucro de um banco (Banco do Brasil). Pedi demissão sim, e estou procurando caminhos pra viver mais de acordo com meus princípios. Sei que é apenas um começo e rezo para ter mais tempo, e para aproveitá-lo bem para dar passos mais efetivos ao longo de minha vida.
Sei que enquanto reflito muitos moradores de rua precisam de atitudes, mas diante de uma realidade tão complexa me sinto ainda uma menininha perdida. Estou tentando pelo lado do cooperativismo. Bajulando muito meus próprios sonhos, ainda, mas gastando um pouco mais de massa cinzenta pensando em como tornar esse mundo mais justo.
Assim, convido a todos que pensam em montar cooperativas a visitarem e conhecerem melhor o Sescoop - Sistema Nacional de Aprendizagem Cooperativista. Penso ser uma alternativa. Discutamos saberes, discutamos alternativas!
Boa noite!
2008/10/27 Jose Maria Souza Costa <josemariasouzacosta@gmail.com>

O GRITO SILENCIOSO

Um grito silencioso deixa de ser metáfora, e passa a conviver cotidianamente, lado a lado com uma camada social quase sem amparo, sem voz, sem vez, sem direção, sem rumo e, que tem apenas as "ruas", como identidade.
Isso mesmo, as "ruas" como endereço de moradia.
São pessoas estas, à orla da cidadania, por favor não queira confundir com " falta de dignidade". O grito silencioso existe e, só existe por que fere e dói naquilo que o ser humano, quer seja pobre, quer seja rico, quer seja necessitado, quer seja ele abastardo, quer seja negro ou branco, albergado ou condominizado, empregado ou desempregado...enfim, ele ataca o essencial dessas pessoas, a alma humana.
Evidetemente que não precisa ser sociólogo para falar ou escrever sobre disparidade social, neste País continental, de diferenças enormes e preconceitos mil. São valores que não adquirimos em bancos escolares, nem nas ruas e muito menos enclausurados e deleitando-se pelas vias palacianas. O espirito humanitário, você traz consigo desde o nascimento, vou mais além, desde a concepção e o conduz até o último suspirar.
Alguém lhe empurra para a situação de rua. Certamente ninguém quer viver em uma situação desagradável dessa, isso não é correto, não é salutar e humanamente escrevendo é doloroso. Todos nós queremos um teto, uma cama, um lençol para embrulharmos nas noites frias e geladas como são as de São Paulo, nos dias de inverno. Todos queremos após o cansaço, tomar um banho morno e depois deitar e depois dormir e sonhar. Isso mesmo, sonhar com esse carocel que gira e ruma na direção dos sonhos ilimitados que todos chamamos de vida e delata rumo a perigrinação dos caminhos diferentes que todos acostumamos a chamar de relacionamento ou de amizade.
Amizade - é algo singular, cada um tem a sua. Cada um a alimenta da maneira que bem entender e faz dela a ponte que achar suficiente para estreitar, para encolher esse relacionamento.
O ser humano em situação de rua, está exposto por "ennes" motivos e, quase não encontra ajuda para sair desse poço sem fundo, um verdadeiro saco sem costura.
Pergunta-se:
O que está sendo feito de verdade, para aquilo que os intelectuais chama de "Reiserção Social", dessas pessoas ? Se raciocinarmos um pouco, quase nada, ou muito pouco é feito. O que existe são "assistencialismo" patrocinados por "ONGs" ( organizações não governamentais), que simplesmente "entope" o estomago dessas pessoas durante á noite, serve um café "amornado" ao amanhecer e, depois os solta portão afora.
Mas você dirá:
- Isso é bom, mata a fome das pessoas.
Eu não estou escevendo que seja ruim ou que seja bom, que eu seja contra ou que eu seja favorável, o que eu quero é lhe convidar para refletirmos juntos, se não dá para fazer mais e mais, por esses povos de rua...por que, além de doar um simples marmitex com comida, um chinelo velho e usado, umpar de sapato velho, usado e maior que o pé do necessitado, acompanhado de um par de meia furado e sobretudo uma de cada cor, que tal humanizar o nosso espirito e, não dividir as dores com os povos de rua, mas solidarizarmos, para que esses mesmos povos se sintam acolhidos em uma sociedade irmanada na Cristandade.
Todos podemos lhes dá, mais que um boné para cobrir-lhes a cabeça, deveriam lhes dá um Curso de Capacitação Profissional gratuitamente no Senai ou no Senac, que são Escolas Profissionalizantes. Deveríam-lhes dá Estágios em empresas conveniadas com os governos, Federal, Estadual e Municipal. Deveríam-lhes dá, Escolas e Cursinhos, tudo gratuitamente...enfim deveriam lutar com toda a Sabedoria para que as pessoas não sobrevivessem e nem retornassem à " situação de Rua".
No fundo, no fundo, nenhuma pessoa quer viver perambulando pelas ruas das Metrópoles e ainda que exista aqueles que digam que gostam,, são os que perderam o Autoestima de uma moradia salutar, de um Lar e da Companhia da sua Família.
Faz-se necessário, resgatar esses vsalores humano, fazer resurgir e tangi-lo, na direção do convívio dos povos irmanados com a vida. Eu escrevo civilizado, no sentido de: desemvolvido, conciliador e respeitador.
É bom saber que os povos em "situação de rua" tem nome, tem vez, tem voz. A maioria pensa e se organiza, logo eles teem VOTOS, são chamados a emetir opinião através das URNAS, e mesmo sendo na maioria das vezes lhes negada, todos eles possuem CIDADANIA.

NOTA:
este texto foi publicado em 2005, no Jornal " O GRITO SILENCIOSO", sob o título "Caçador de Mim", mas somente nesta data, quis estampar em meu Blog.
Ponto final.
José Maria Souza Costa