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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

TODO SENTIMENTO DOIS

A CANÇÃO EM MAR ABERTO
NONA PARTE

TODO SENTIMENTO DOIS

Nesta noite que cai, hoje eu recito:
Que paire sobre mim a lua com toda a sua luminosidade, que ela invade a minha alma com o seu clarão, assim como ela rasga com o seu lumiar as matas virgens e embriaga com o silêncio os habitantes naturais que adormecem sem imaginar como será próximo o amanhã.
Como é sábido o amanhã será sempre uma interrogação a ser respondida, será sempre uma porta a ser destravada ou um corpo a ser despertado.
O amanhã será sempre um enorme mistério, ainda que façamos planos, mesmo que tentamos nos disciplinar, imagino que nessa vã filosofia, tudo no amanhã será uma incognita.
Como será o amanhã ? Indaga o poeta.
- Um enorme imaginário ? Responde este autor.
Eu imagino um amanhã sorridente e feliz, atrativo e muito cheio de charme.
Digamos assim, romanticamente azul.
Tomara que eu lhe encontre amanhã pelas ruas desta cidade com o sorriso estampado no rosto doidinho procurando a felicidade para a sua alma e sua vida.
Certamente será um amanhã de entretenimento e ternura.
Tomara que seja assim, essa nuvem de aconchego.
As pessoas, os amores mais próximos, esses mesmo estão sempre lhe pregando uma peça, ora essas peças fazem rir, outrora elas lhe causam desilusão.
O meu dia hoje foi de uma peça pregada.
Hoje a minha alma chorou candidamente.
Hoje a minha alma sentiu-se enganada, debilitada, estonteada, vazada e encurralada.
Hoje sinceramente imaginei que fosse fazer uma enorme festa.
Preparei um grande almoço, arrumei a mesa esperando o meu convidado e cinco minutos depois foi o bastante para o telefone tocar e ele dizer:
- Oi.
- Quem é ? Indaguei.
- Sou eu, estou lhe telefonando apenas para dizer que hoje não dá para eu ir até aí.
Mais que derepente a minha alma espatifou-se ao chão como uma fruta madura que esborracha-se na terra, despencando de uma árvore. confesso que me sentir vazio, ôco, abalado, atabalhoado,enganado, passado para trás, amplamente decepcionado.
Mas do outro lado da linha eu ouvia umna outra voz juvenil que dizia:
- Desculpe...desculpe.
Ali eu entendir a sua posição.
Não é fácil conduzir a vida, quando agente não tem uma agenda correta para conduzir essa vida.
Não é fácil conduzir a vida quando agente tem que esconder dos outros, os nossos gostos, os nossos desejos, os nossos afetos, os nossos carinhos que temos por outras pessoas. Não é fácil agendar a vida, quando temos que cotidianamente provar ao vizinho que agente vive a vida como agente quer e, jamais como ele gostaria que fosse. Não é fácil agendar a vida, quando agente antes de fazer qualquer coisa, preocupa-se primeiro com o que o vizinho da frente ou do lado vai pensar.
É fácil agendar a vida, quando criamos coragem e brilho nos olhos, na cara, na alma, no cerebro e delineamos a nossa própria vida, sem que sejamos obrigatóriamente darmos satisfação a terceiros.
É fácil agendar a vida, quando traçamos para a nossa vida uma meta, e possamos viver de bem conosco mesmo, ainda que as vezes sendo egoísta.
É fácil agendar a vida, quando paramos, raciocinamos e temos a consciência que do outro lado tem pessoas que nos ama, aceita-nos com todos os nossos defeitos e pecados, sem precisar colocarmo-nos pendurado na cruz do preconceito.
Tudo na vida é válido, o gosto, o desgosto, tudo faz parte do Sal que compõe a alma.
As vezes é preciso agente chorar, por que certamente vertendo as lágrimas, aprendemos alguma coisa, nem que seja arrumar um lenço e enssopar com a água que cai do rosto e afoga os olhos.
Ponto final

José Maria Souza Costa

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