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terça-feira, 23 de setembro de 2008

PARA LER E NAVEGAR EM MARES DANTES DESEJADOS

A CANÇÃO EM MAR ABERTO

PRIMEIRA PARTE.

" ... eu caminho vagamente entre automóveis que aceleram agitados pelas vias carbonizantes com os seus aromas de gases que embriagam a alma que delira sonhando que a noite apareça, para ela destilar o seuencanto ou envenenar o seu rebolado"
.Esta cidade de São Paulo que carrega permanentemente o espirito da divisão emocional e a cada instante faz o ser humano tornar-se mais distante, mais ausente, menos afável, mais egoísta, mais maldoso,mesmo que revista-se de pluralista, ou apareça para o seu espelho como se fosse um libertário dos desejos sonhados.
Eu continuo caminhando lado a lado com o bom senso, com o meu espírito fraterno defendendo as minorias, com o meu sonho de uma ampla reformano pensamento para que as pessoas possam sair dos seus armários, dos seus guarda-roupas e sem medo, sem ranço na alma, sem tempo de olhar para trás como se desesperadamente olhasse a vida por um estranho retrovisor.
A vida precisa de luz e qualquer vida requer luninosidade própria paraseguir adiante, às vezes nem importa o rumo ou a direção a seguir, mas sim o facho que explode como se fosse uma enorme cachoeira.
Eu caminho a quilometros de distância em busca do meu sol, para aquecer os meus sonhos ou parir os meus deslumbros e, faço desaguar pelas lágrimas, as corridas vacilantes que eu dei, quando ainda muito jovem imaginava que em vida tudo podia, tudo sabia e o tempo fez-mereciclar a velha alma e deixá-la, mais sensata, mais humilde, mais humana, ainda que calejada pelas pegadas de aventura, mas com risos muito tenros e sorrisos mais afáveis.
Em um dia todos fomos meninos e num outro quase velhos amadurecidos,esquecidos pelas obras que não produzimos.
A vida é assim para uns um caminhar sem rumo e sem sonhos e, para outros uma clarevidência que mescla-se com a douçura dos pensamentos positivos e deslumbra-nos como tal o riso do recenascido.
O que fazer para interrogar a vida ?
Buscar a distância através do olhar ?
Distanciar as interrogações ?
Interrogar o nada e rever o além ?
Ou nem sequer observar as alternativas acima e chegasr em casa, colar abunda na banqueta, sacar o terno e trocar pelo agasalho e, caminhar pelas longas avenidas das metrópoles, como se a vida resumisse em umleva e trás de patrícinhas e maurícinhos, embriagados na doce ilusão que na vida tudo é rosa.
Cada um, deleneia o seu caminho e junto dele traça o seu destino e desliza como barco em direção a mares revoltos, chorando a procura para ancorar num velho cais.
A vida é quase sempre assim, com nuances que nos surpreende, mas quenos faz despertar constantemente para um novo dia.
Quando ainda jovens sonhamos em sermos a estrela na terra, desfilarmos com as melhores mulheres, com os melhores "muleques", com os melhores risos, mas jamais imaginamos que estes traços estão mais velhos quando chegar o amanhã.
Tudo encanta e desencanta a um só tempo.
E qual será a enorme descoberta ?
- O amor pela vida, afirmo.
Eu calo, eu não falo.
Eu danço bolero em dois compassos.
Eu navego em todos os mares.
Deslizo por todos os bares, lares. E insisto que os lares aglomerem-se, como fosse uma grande casa dos encontros sonhados pelo enamorados dos serenos cobertos por sonhosespertos, navegando sorridente sob a canção de um mar aberto pelos ventos agitados de uma grande descoberta.
José Maria Souza Costa