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terça-feira, 23 de setembro de 2008

OS BRAÇOS CRUZADOS DO WESLEY

Era dezembro de 2005, em minhas muitas andanças pelos orgãos publicos de São Paulo, adentro no "Poupatempo Sé"( é um Edificio localizado no marco zero desta cidade,e por isso o nome, ali tudo está centralizado para o cidadão paulistano, principalmente documentos pessoais) e derepenre encontro o Wesley,sentado com a sua bolsa e o seu guarda chuva em um dos muitos bancos, esperando a sua vez para navegar na "web". Como estava distraido, toquei-lhe as costas e perguntei:
- Como está ?
Ele me respondeu:
- Tudo esta do mesmo jeito, nada muda,o governo isso que ai esta, não faz nada para mudar nada.
Eu lhe indaguei novamente.
- O que voce tem feito então, para mudar a sua vida ?
Ele respondeu-me:
Eu não faço nada, o que é que eu vou fazer ? respondeu -me interrogando. Depois de um longo periodo ali, nos despedimos e eu tive que retirar-me, era um periodo em que eu estava ocioso nesta nossa Sampa querida. Em abril de 2006, estava almoçando em um local e, volto a encontrar o Wesley e, o indaguei:
- Como esta la dolce vita ? disse sorrindo
Ele respondeu:
- Estou do mesmo jeito, esse governo é uma m...,os caras só pensam em roubar e não fazem nada por ninguem.No final do mesmo mês eu viajei para o Estado de Mato Grosso e, assumir a equipe do Barra do Garça FC, para disputar o Campeonato matogrossense de Futebol profissional, onde por sinal fomos Campeões do primeiro turno e, em junho retornei outra vez a São Paulo a convite do SC Campo Limpo Paulista, para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista de Futebol e, em uma dessas minhas idas e vindas pelas ruas desta minha querida cidade, encontro Wesley na "Achiropita"(um local de assistencialismo humano). Reconheci e indaguei-lhe.
- Como esta, la dolce vita ? E ele respondeu-me- Na mesma, nada vira, tenho apenas que esperar o tempo passar. Como estava de saida, apenas apertei-lhe a mão e seguir em frente. Hoje janeiro de 2007, eu vinha pensando pelas ruas do centro desta São Paulo, o que eu escreveria para esta coluna e, derepente eu desço pela rua XV de novembro e ao cruzar a rua Jose de Anchieta, quem eu encontro ?
- WesleyEstava agarrado a um pedaço de papelão, que certamente lhe servirá de cama esta nesta noite fria de São Paulo, por sinal neste momento chove densamente e, lamentavelmente parei ali, de longe olhando a cena e, percebir que Wesley: que é tecnico en Informatica, ex corretor de valores, virar "morador de rua". Venho nesta coluna convidar as pessoas a refletir a vida. É preciso que cada um de nós façamos a nossa parte, que o governo faça a parte dele, que cobramos,mas é preciso arregaçarmos as mangas da coragem, é preciso descruzarmos os braços, as mãos, as pernas, senão não chegaremos a lugar nenhum. Wesley, é uma lição penosa para mim.É um espelho pelo qual tenho que refletir e convidar a cada um de nós a fazer o mesmo.
O que fazer ?
Como fazer ?
Por que fazer ?
Não se pode desistir da vida e muito menos na vida . A vida esse dom precioso que Deus nos deu gratuitamente e, que agente mescla com esse carrocel que acostumamos a chamar de relacionasmento humano, temos que incentivar as pessoas sempre a desfilar firmemente na direção do nascer do SOL . E você o que tem feito para mudar a sua dolce vita ?
O que sonhou para mudar a sua doce vida ?
Ou vai esperar o bonde dos desejos passar carregado de ilusões ?
Desperte enquanto há tempo.
Ponto final.
José Maria Souza Costa

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