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terça-feira, 23 de setembro de 2008

DO BATENTE DO MEU QUARTO

DO BATENTE DO MEU QUARTO

De repente eu sento ao batente da porta do meu quarto e, deixo o olhar fugir em direção à rua.Ele passa por uma porta, por uma outra porta e por mais outra e repetinamente esbarra no muro que separa a rua de nossa casa velha.
A minha casa é grande, enorme, dividida em quartos e, nesses quartos moram pessoas e mais pessoa com seus filhos, esposas, esposos e, mais e mais parentes.
O meu quarto é um misto de tudo: sala, quarto, aréa de lazer e tudo mais.
Por entre tantas coisas deixo escorregar a minha preocupação com o dia a dia que me cerca, alvejado de desejos, responsabilidades, obrigações e, tantas outras coisas que exige de mim: atenção, compreensão e tantos outros sentimentos.
Quanto mais o tempo passa , mais as minhas responsabilidades aumentam, as minhas preocupações se acumulam e, tudo parece caminhar na direção de que somente eu póssa responder por tudo. Queria eu neste momento poder dividir responsabiliades, mas olho em minha volta e não consigo parceiros para isso. Na verdade eu sou o responsavel por tudo: as minha meninas são de menores, a minha irmã que mora comigo, apesar de meio século vivido tem a mesma mentalidade da minha menina adolescente de quatorze primaveras, mas por trás disso, afirmo que ela é uma pessoa maravilhosa, meu anjo da guarda...a ela, devo um monte de coisas: como por exemplo a preocupação que cotidianamente ele tem comigo, o respeito que ela nutre por mim como pessoa humana e, tqantas outras coisas que se aqui fosse inumerar no papel e na tinta não caberia tamanha qualidades. Por ela eu tenho todo o meu amor deste mundo, tenho a gratidão de ter-me ajudado a criar as minhas duas meninas, com o maior empenho humano como se ela fosse a mãe delas. Essas coisas simples para algumas pessoas, para mim é de um valor humanitário ilienável. Por isso e por tantas outras qualidades que ela possue, que sempre irei afirmar por ela, todo o meu reconhecimento, toda a minha lealdade, todo o meu respeito e quando sento à porta do meu quarto e deixo fugir por entre portas o meu olhar, nele caminha perenemente o eterno amor por uma pessoa do bem.
Neste momento, quando muitas pessoas nem seuqer se olham ou se amam, eu e minhas meninas temos o orgulho de nos amarmos muito,de nos compreendermos muito, de dividirmos as tristezas, as alegrias e decepções uns com os outros, por que a vida nunca foi e nem sempre será uma eterna roda de risos e alegrias. Neste caminhar de olhares, de gestos, de risos, é que eu e a minha família fazemos planos de dias melhores e, assim vamos rompendo a barreira das dificuldades, para deslizarmos rumo a um mundo de oportunidades e conhecimentos e, assim possamos hoje sonhar com um amanhã de muito encanto, deslumbro e entretenimento. Quase sempre os nossos relacionamentos familiares são marcados por encontro de risos...mas, precisa também que ele seja feito de muita seriedade, serenidade, sem pré julgamentos, sem essa coisa de apontarmos com o dedo um para o outro, certamente temos convicções que isso não leva a nada, a vida precisa de mais coisas, de mais qualidades, de mais dinâmica.Vou ficar outras vezes sentado no batente do eu quarto, meditando o que a vida ainda pode nos oferecer além dessa coisa doce qe maravilhosa que é viver.
Vou sentar ali e deixar o vento rossar a minha pele e arejar a minha mente para que eu possa deixar jorrar no papel experiencias que me levam a ajudar tantas outras pessoas e amim mesmo, tomando decições que ajudem a engradecer, o comportamento das minhas meninas e de tantos outros amigos.
Aquela casa velha amarela, toda cheia de quartos, de sons, de som é o começo de um renascer.Por ela desliza muito mais que risos, que sonhos, por ela desliza a esperança que tenho de ser feliz junto das minhas filhas e a minha irmã muito amada.
José Maria Souza Costa