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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aromas de Maresias

texto de: José Maria Sousa Costa



Derrama aos meus ouvidos essa casto exaltação ' mor
E esparrama sobre a minha pele, o cremor descortinado
De uma libido avassaladora, onde não falamos de pudor.
Por que assim é a verve da carne num tremor imaculado.

Corpos expostos sobre corpos a enfeitiçar-se de prazer,
A exaltar-se em cios, e a cantarolar em tênue psicologia
A canção das linhas curvas dos corpos no reluzir do fazer
Acontecer, perfumes de maresia com aromas de biografia.

Na emulação digital da  derme, deslizam dedos agudos
Em busca de ângulos castos deslumbrados por  suspiros
Diversos, que encontram tradução em olhares desnudos

Aromas convulsionados pela pleura alvoraçada empolgada
Com bocas condicionadas em  fronhas que despejam gala
Em noite delirada esparramada  enamorada  e ovacionada




quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ódio

texto de: José Maria Sousa Costa.


Posta-se língua, com profundas caluniadoras
Palavras, que avassaladora expele os lábios.
Abraça-se a letal das sentimentais predadoras
Por onde escorrerão olhares em gestos pífios.

Difama-se o outro sem importar-se com a sorte
E busca-se remendos nas anedotas sem brios.
Festeja-se a desgraçada mágoa e deseja-se a morte
Ainda que elogios vadios abraçam-se em litígios.

Olhar de morte: e morte de inveja, medos soslaios
E raios de paios, construidos a passos de ensaios.
Ódio, resquícios hilários em beijos bocas de vários

Vestes expostas em varais de tenra ingratidão: ódio.
Canção d' alma abraçada no fracasso em terminais
Voos afódios: enfim, sentimentos de  vida sem pódio.
 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Na Praia.

de: José Maria Sousa Costa.

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Sol a desfilar olhares ardentes e ventos a soprar aroma suaves
                 Sobre pernas reluzentes em mini saia.
Olhares fixos e salientes como nave a fitar coxas sem entraves,
                      A bolinar farol  nas areia  da  praia.


Parafina em pêlos dourados e garotas insistentes morenar-se
                       Espojadas em tecidos  escaldantes
Maiôs em cios e risos à  desejada , como cangas a espalhar-se
      Penduradas, ornamentadas em fios conflitantes.


          Cútis em mares, aroma de maresias  a enamorar-se
               Com o talhe de um olhar vazado de mim.
Cangas, chuveiros a deletar o sal d'uma pele a evapora-se
                E a embriagar-se com um biquíni assim.


Mar aberto a beijar-te os pés delicados em banseiros sensuais
                 Que teima em namorar-me as  curvas.
Ninguém irá à praia por mais alegre que seja os tempos naturais
            Esperar em noites nuas tempos de chuvas.



terça-feira, 29 de março de 2016

Disritmia

de: José Maria Souza Costa.

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Tenho um sol para vigiar os teus dias
E uma noite  a cochichar no teu ouvido.
Tenho luas cruas à boiar por fontes vivas
E abraços vazados na direção do teu sentido.

Tenho o suor da alma a derramar no teu vestido
      E um riso nu, a parir cores de fantasias.
É que o olhar boia frio, em direção quase invertido
     E embriaga-se aromas de velhas manias.

Tenho uma janela por onde vara cores de momentos
            E uma eterna mania de sonhar.
Um lado místico a pererecar em chão de pavimentos
           Em libido insistentes  a esporrar.

Tenho um gosto plugado na direção da tua língua
                 E um ouvido para tanta lida.
Um cio caminhante  maltrapilho e quase a míngua
               A desejar o útero da tua Vida.

sábado, 26 de março de 2016

Feliz Páscoa.

de: José  Maria Souza Costa.

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Desejo à todos os amigos, que passarem por aqui ou não, um Tempo de Páscoa, agradável.
Paz, Saúde e Alegrias.
Abraços.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Desculpa. " Mas, Agora Não Posso Falar no Teu Ouvido "


 Autor:  Lucas Montenegro.

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Eu te peço desculpas.
    Espero que possa sentir que te peço desculpas, agora que não posso falar ao teu ouvido. Só agora eu percebi. Só agora! Como posso nunca ter percebido quando estava junto contigo? Talvez eu até soubesse, talvez eu até tenha sabido rapidamente, mas tudo ficou estranho. Gostaria de poder lhe dizer que tudo ficou estranho quando chegamos num certo ponto, e aí eu já não sabia direito para onde estávamos indo. Agora, só agora eu consigo enxergar sentido em tudo! Na verdade, eu consigo enxergar mesmo é a falta de sentido naquilo que eu achava que tinha sentido. Me pergunto se você sabia o tempo todo que eu no fundo não sabia nada. Aliás, eu acreditava que sabia, o que é pior que saber que não se sabe.
    Te peço desculpas, pois só agora percebi que você nunca quis nada de mim além do meu amor, e eu me preocupei tanto em te dar tudo e em parecer alguém que você poderia amar que esqueci de lhe dar o meu amor, simplesmente. Esqueci do quanto você gostava de ser abraçada por longos minutos, do quanto você gostava quando eu encostava meu nariz no seu e te olhava nos olhos, sem realmente vê-los, totalmente desfocados que ficavam pelo excesso de proximidade. Esqueci das coisas que eu te disse no princípio de tudo, e esqueci que houve um tempo em que passávamos um bom tempo em silêncio, fazendo absolutamente nada a não ser estar juntos e respirar. Esqueci que você levava um coração ferido quanto te encontrei, e que prometi remendá-lo se você confiasse em mim. Acho que posso até dizer que não lhe feri, mas a fiz questionar sua esperança. Não será quase a mesma coisa?
    Desculpa. Desculpa não ser a pessoa que você gostaria que eu fosse. Nunca antes pedi desculpas por isso, e nem nunca quis ser outra pessoa que não a pessoa que sou. Talvez você só mereça alguém diferente de mim. Eu fiz o que pude. Num determinado momento, não agi da melhor forma, fui um pouco estranho. Te agradeço por ter ficado ao meu lado mesmo nessas horas, e espero que dê tudo certo daqui para frente, com você e comigo.
    Acho triste ter precisado ficar sem você para poder aprender como ter você. Ironia engraçada. Agora não dá mais tempo. Não tenho mais o que dizer. Só fique bem.
    Só fique bem.


Beijo, Lucas
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Lucas Montenegro, é autor do blogue http://palavraaovivo.blogspot.com
Escreveu o prefácio de 02 livros meus - Sermão Vermelho ( peça de teatro ) e Rua da Beira ( poemas e poesias ).
crédito de imagem: google

sábado, 19 de março de 2016

A Noite ...

de: Ray Sanches

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A noite cai, e com ela vem a nostalgia, a saudade, as infinitas lembranças. Me vem a mente as rosas roubadas que ganhei, e guardo suas pétalas em caixinhas como joias raras e preciosas. Não choro neste instante, por que as águas ardentes que derramarei dos meus olhos, nunca satisfará o meu ego.

Sombras se formam, e nelas vejo o desejado, o imaginado, te vejo, me vejo. As horas vão passando, e o aperto do peito aumenta, sinto que a impotência me atormenta. Contemplo a fina chuva que cai molhando os meus sonhos, transeuntes passam por mim despercebidos, vejo o brilho das luzes refletida nos pingos d' água, penso no teu olhar cheio de Vida e isso me faz contente, me faz feliz.

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** Ray Sanches, poetisa e cronista Arariense / MA.