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terça-feira, 12 de junho de 2018

Sobre a vida, 12 de junho, os amores e o vinho.

Querendo ou não, hoje é um dia no qual é improvável, pelo menos por alguns poucos minutos, não se pensar sobre o conceito e a aplicabilidade do amor, de pessoas e de relacionamentos afetivos em nossa misteriosa, complexa e magnífica experiência de vida; da cumplicidade da vida compartilhada em relações de afeto no sentido conjugal, formal ou não.

O número 12 associado ao mês de junho pesa no que diz respeito a se pensar, avaliar e até questionar e criticar, de maneira muito consciente, nossas opções e condições de vida. Sozinhos ou acompanhados; felizes, tristes ou pensativos, todos passaremos por essa data. Só não seria bom por ela passar indiferentes.

Particularmente, penso em pessoas e coisas que já passaram pela minha vida e com as quais tive experiências, ou felizes ou que me ensinaram algo, mas todas com um significado e com seus méritos e deméritos, com suas contribuições possíveis, algumas bem vindas, outras nem sempre.

Escolhi o vinho para simbolizar tudo isso. Primeiro, porque o tempo o amadurece e lhe dá o devido sabor e significado; depois, porque é algo de excelência com o que se celebram momentos grandiosos de vitórias; é símbolo de sangue, de doação sem medida; de amor desmedido que dilata o coração e os atos. E todo amor é uma dor, um encanto e um mistério, e quase sempre, se mal vivido, por pressas ou exageros, provoca ressacas como poucas coisas, como as decorrentes do vinho.

Motivos mil explicaria eu sobre essa escolha meio a la Baco, mas me prenderei no significado pessoal que o vinho tem, nada muito explicativo. Apenas por ser a bebida que mais aprecio e a qual se fez presente nos melhores momentos que eu tive com as pessoas que amei, com as que amo e, se o mistério existencial me conceder a dádiva, estará com as pessoas que amarei no futuro e com os meus melhores momentos.

Não importa o tipo de amor, se foi amor e se é amor, o vinho - dos bons ou dos mais simples - sempre foi meu companheiro, nos bons e maus momentos, a só, a dois ou entre os meus... Se for um Bordô Suave, para hoje, melhor ainda, porque essa data é como o amar e o viver: um misto de amargor e doçura que nos alegra, embriaga, faz-nos desfalecer, e nos proporciona dores de cabeça, de estômago, e dizem que de "coração".

Sim. Podem ser indesejáveis as consequências de um vinho, como podem ser as de um amor ou de uma vida de amar. Mas, no geral, bebemos de novo e amamos de novo.

Evoé!


Texto: Cleilson Fernandes. Email: f5@cleilsonfernandes.com 
Imagem de capa: Cazata OnLine

Sobre a vida, o 12 de junho, os amores e o vinho

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sábado, 18 de novembro de 2017

Padre Clodomir Brandt e Silva do Arari, 100 anos


 Em memória, há  mais um Aniversário da Morte, de Clodomir Brandt e Silva, falecido em 22 Abril de 1998
Padre. Escritor. Jornalista. Educador. Político. Esportista. Fundador da Associação da Doutrina Cristã. Ainda que nascido na Cidade de Colinas, e adotou a Cidade de Arari-MA, como sendo sua. Sonhou, e, a idealizou de um Tempo, à uma era.

" Hoje, é a Cidade que posta-se agalanada a contemplar-te.
São os tambores sobre o coreto da saudade, que induzem a memória e desperta, por ti, as métricas da sabedoria.

Foi com, e, pelo Saber, que desbravaste uma Cidade, cercou-a com as leituras da comunhão, e a libertou com sermões de " Filosofia"  e, com  o " Notícias", induziu e a conduziu, em direção ao debate, por que nem  o embate, o fez retroceder do púlpito, ainda que houvesse alaúde, sem rabiscos, pelas linhas de " Folha Miúda".

Hoje em murmúrios, se agradece em cortesia, e os oriundos da filosofia, embriagam-se em lealdade, depois de explorar o contexto de " Colégio", "Política", Livraria, e, os privilégios de coisas e tal, admirado há magnanimidade, para decorrer com galhardia, com o explendor de um novo dia.

Brandt de Arari Silva de Clodomir, é o ir subjetivado conjugado com o seguir em conectivos, no presente do indicativo com o restauro de um doutorado, flagrado sem autodidata, de um tempo assim, quase sem fim, por fim, em que a orla do Mearim, regojitava banzeiros e mururus, para deslumbrar os " Olhos Verdes da Luzia" e seduzir as pororocas, em corrediças pulando sobre as barreiras, como se o tempo fosse um palco circense, osculando aningais em ritmos calientes, bordados por ágeis pincéis de água, em versões ribeirense, desvirginado no papel, o perpetuar de " Famílias Ararienses "

Ah, por que, cedes tu, o resplandecer de outrora em céus de brigadeiro, agigantado, e por não ser o derradeiro, de um terreiro enamorado sempre, pelo derradeiro.

A magia de ensinar, filosofar, encurtar no tempo, mesmo os passos dados no escuro, visionar o futuro, para colher o abraço abraçado.
No afã de um novo tempo, com ou sem fãs, é que nasceu um novo amanhã."

de: José Maria Costa
Arariense, romancista, poeta e compositor.
Autor dos livros: Sermão Vermelho, Rua da Beira, Água com Bacuri, Lucianna, Avenida Arari.
Morador do Arari 
Está hospedado na cidade de São Paulo, desde 1980

      
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O lado outro do rio


Do outro lado do rio
tem um pé de ingá 
moitas de criviri
e os encantos de sinhá.

Quase no meio do rio
dois peitinhos a boiar
basta fazer caretinhas 
e correr pro pé de ingá.

Coisas de beira de rio
sempre deixa um despertar
de meninos e meninas 
que se juntam pra banhar.
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sábado, 28 de outubro de 2017

Cantos ararienses - n 07


A minha Arari,
é a do batuba cestroso medroso 
do igarapé de águas escuras 
e de bares sem meiota
entre os tesos do Cedro
e os campos da Ilhota.
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domingo, 22 de outubro de 2017

Cantos Ararienses - n 06


Sou Arari dos carnavais 
com os blocos do Sujo
e bailes no Manoel Abas,
mais tarde, muda o sistema
tem Cai n'agua e Dancin' Nema
pitelzinhos e " meotinhas "
estagiando no Bidoquinha.
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cantos arariense - n 04


A minha Arari ?
- é a mesma da orquestra de Zé Martins 
pendurado no coreto da igreja 
enfeitando noites com dobrados 
sob um céu cheio de estrelas.
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