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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cantos ararienses - n 05

 A minha Arari ?
- é a da rampa bolinando o Mearim 
onde meninos saltavam
em diversões de trampolim , 
e João Teles pescava à linha
mandubés, cascudos e surubins.
Sou Arari, das tabacas e
canoas cobertas de palha,
do fumo e da abade
de batizados e de comadres,
e do querosene 
vendido à retalho.
--


      

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cantos ararienses - n 03


A minha Arari.
- é a do tambor de mina
nos terreiros de Guilhermina
nas noites que consome
o Mata-fome 
com salas sanlô enfeitadas
na punga do terecô.
--


      

sábado, 7 de outubro de 2017

Cantos arariense - n 02


A minha Arari ?
- é a dos pescados 
dos côfos 
e das tarrafas 
espalhadas em jiraus
em busca de piaus
nas águas do igarapé do Nema.
2017
--


      

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Cantos ararienses - n 01.



Sou Arari das chuvas 
esparramados pelas ruas,
E dos meninos brincando ganzola
e às vezes enchendo da bica,
águas em caçarolas.



--


      

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pedaços de Flores Pendurados em Alpendres

texto de: José Maria Sousa Costa

Resultado de imagem para imagens de flores mortas
Era o sol quebrado ao meio a ensanguentar
A regurgitar ódios beijado em dor de punhal.
E o aço fanático do isis ao plasma estrangular.

Folha morta cravejadas em primaveras sem Alá
Memórias em vão recitadas à ouvidos dementes
Doentes, a delirar desertos em desejos de matar.

Negros mantos a encobertar a visão de céu e arte
Envoltos lençóis poeiras com festins de assassinar
Pernas cabeças cabelos, troféus em leilão d' aparte.

Lágrimas da Síria patrocinadas pelo ouro negro pérsico
Crucificações decapitações, páginas arrebitadas em cão
Pelos  versos do corão, mata-se estupra-se sem perdão

Deus dos deuses, mágoas das velhas marcas
Barcas de medos postos, areias em tantas barcas.
Por que despejas em céu e mar, rôtas carcaças ?

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aromas de Maresias

texto de: José Maria Sousa Costa



Derrama aos meus ouvidos essa casto exaltação ' mor
E esparrama sobre a minha pele, o cremor descortinado
De uma libido avassaladora, onde não falamos de pudor.
Por que assim é a verve da carne num tremor imaculado.

Corpos expostos sobre corpos a enfeitiçar-se de prazer,
A exaltar-se em cios, e a cantarolar em tênue psicologia
A canção das linhas curvas dos corpos no reluzir do fazer
Acontecer, perfumes de maresia com aromas de biografia.

Na emulação digital da  derme, deslizam dedos agudos
Em busca de ângulos castos deslumbrados por  suspiros
Diversos, que encontram tradução em olhares desnudos

Aromas convulsionados pela pleura alvoraçada empolgada
Com bocas condicionadas em  fronhas que despejam gala
Em noite delirada esparramada  enamorada  e ovacionada




quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ódio

texto de: José Maria Sousa Costa.


Posta-se língua, com profundas caluniadoras
Palavras, que avassaladora expele os lábios.
Abraça-se a letal das sentimentais predadoras
Por onde escorrerão olhares em gestos pífios.

Difama-se o outro sem importar-se com a sorte
E busca-se remendos nas anedotas sem brios.
Festeja-se a desgraçada mágoa e deseja-se a morte
Ainda que elogios vadios abraçam-se em litígios.

Olhar de morte: e morte de inveja, medos soslaios
E raios de paios, construidos a passos de ensaios.
Ódio, resquícios hilários em beijos bocas de vários

Vestes expostas em varais de tenra ingratidão: ódio.
Canção d' alma abraçada no fracasso em terminais
Voos afódios: enfim, sentimentos de  vida sem pódio.